segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Star Wars - parte III

A MAIOR DE TODAS
AS SAGAS


Que tipo de sabedoria? É mais simples do que parece. Acima de tudo, os filmes pregam a necessidade de ouvir a voz interior. Aquele papo de confiar nos instintos que todo jedi aprende desde criancinha. Esse tipo de corolário já atraiu muitos detratores, que consideraram o trabalho de Lucas mero "misticismo para as massas". O diretor nem liga, como diz o jornalista Bill Moyers, autor de um livro de entrevistas com - veja só - o inspirador de Lucas, Joseph Campbell: "Eu pus a força para tentar despertar um certo tipo de espiritualidade em pessoas jovens - mais uma convicção em Deus do que uma convicção em qualquer sistema religioso".
Parece que conseguiu. No último censo dos Estados Unidos, milhares de americanos declaram ser da religião jedi. Na Inglaterra, os "Cavaleiros Jedi" ganharam reconhecimento oficial por parte das autoridades desde o censo de 2001. Um pouco de exagero, talvez. (Imagine os milhões de leitores de Harry Potter declarando-se de religião "Potter"). A distorção, porém, revela um fundo de verdade: por mais descosido que possa parecer o retalho de mitos e sabedoria religiosa em Guerra nas Estrelas, sua ideias tem inspirado muita gente. "A série possui elementos de contos de fadas, dos contos tradicionais e das histórias heróicas", afirma a historiadora belga Muriel Verbeeck, professora de Filosofia da Religião no Instituto Superior de Belas Artes, em Liège, na Bélgica, e grande fã da saga.

Esse "conto de fadas" apresenta temas fundamentais - que fazem parte da tradição oral e literária desde a Ilíada, a grande epopéia do poeta grego Homero, passando pelas narrativas sobre a busca do Graal e as lendas do Rei Arthur. O principal deles é o mito do herói, encarnado em Luke Skywalker e, ao menos em A Ameaça Fantasma e O Ataque dos Clones, em Anakin, o "lado bom" e imaturo de Darth Vader.

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Star Wars - parte II