quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ARRAIA NEGRA

A identidade do Arraia Negra é irrelevante. Ele se tornou a máscara que costuma usar. Não há nada escondido sob ela. Eis a razão por que, como muitos outros criminosos que enfrentei, esse canalha está além de qualquer recuperação. Em algum momento de seu passado, ele simplesmente pôs o elmo e decidiu viver em total oposição aos seus semelhantes. É uma loucura que define o mundo em termos mesquinhos: tudo mais é um oponente a ser odiado.
Ele não se volta contra a humanidade como um todo, mas contra a totalidade dela salvo um resíduo de sua própria raça. Por causa de sua cor, ele usa a escravidão de gerações para justificar seu desejo de ter um reino, uma nação que lhe pertença. O criminoso convenceu-se de que não há nada que possa fazer contra o homem comum que não se justique - desde a brutalidade, passando pelo roubo até o assassinato.
Ele odeia há tanto tempo que não é mais um homem que odeia, mas o próprio ódio. Talvez esta seja a grande ameaça do preconceito - não apenas a crueldade perpetrada por um povo, mas a poluição potencial e a condeção das gerações que estão por vir.
Arraia caça tesouros escondidos e perdidos nos oceanos. Ele encontrou criminosos para se juntar à sua causa, alguns humanos, outros agora alterados geneticamente. Eles vão se tornar os cidadãos de seu reino. Por ora, é um nômade, tendo como base de operações várias ilhas no Pacífico. O criminoso manifestou interesse pelas riquezas da Atlântida. Isto fez dele o principal inimigo do Aquaman.

DOS ARQUIVOS PARTICULARES DE BRUCE WAYNE NO BATCOMPUTADOR



Fonte: JUSTIÇA # 1 (MARÇO/2007)