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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

BATDOSSIÊ - ANOS 70

Retorno às origens

A década de 70 foi marcada por grandes equipes criativas e a volta do lado mais sombrio do Morcego

Por André Morelli


SURGE RA'S AL GHUL

Em Batman #232, de 1971, ocorre a primeira aparição de um dos mais intrigantes inimigos do Batman, Ra'S Al Ghul (Cabeça do Demônio, em árabe). O personagem, um gênio da alquimia e medicina, é o líder da Liga dos Assassinos, grupo terrorista envolvido em diversos crimes, tudo para financiar o grande plano de Ra'S: eliminar parte da população mundial e garantir dessa forma a sobrevivência do planeta. O vilão se mantém vivo há 600 anos graças ao Poço de Lázarus, local que abriga um misterioso composto químico capaz de regenerar os seres vivos. Na opinião de Ra'S, Batman é seu maior adversário e um dos poucos homens dignos de casar com Talia, sua filha. A paixão de Bruce e Talia criou muitos problemas para o herói. Nos anos 80, esse relacionamento deu origem a um filho, que recentemente surgiu nas histórias do Homem-Morcego.

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 11
julho/agosto de 2008
pág. 26

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

BATDOSSIÊ - ANOS 70

Retorno às origens

A década de 70 foi marcada por grandes equipes criativas e a volta do lado mais sombrio do Morcego

Por André Morelli


UMA REVOLUÇÃO NA MITOLOGIA

Em janeiro de 1970, o trio Dennis O'Neil (roteiro), Neal Adams (desenhos) e Dick Giordano (arte-final) estreou em Detective Comics # 395, com a missão de trazer de volta o clima sombrio das primeiras histórias do Batman que, na época, ainda sofriam a influência do seriado da TV. O terreno já estava preparado desde 1969, quando Dick Grayson se mudou para a faculdade, liberando o Homem-Morcego para atuar sozinho, em HQs que retornavam os temas policias do herói, além de incluir uma caracterização soturna, inspirada em contos de horror gótico. A equipe marcou sua passagem pela revista como uma das melhores fases do herói. Vilões clássicos como o Duas-Caras foram resgatados e novos e importantes elementos na mitologia do Homem-Morcego foram criados - caso do Beco do Crime e do Asilo Arkham. Neal Adams renovou as histórias do herói com seu uso de referências fotográficas e ângulos ousados, além de colaborar diretamente com os coloristas na finalização das revistas. A imagem que o artista criou para o Batman, com uma longa capa e orelhas pontudas, se tornou o padrão para as décadas seguintes. Já O'Neil, mesmo com a saída de Adams, continuou a escrever grandes histórias do Homem-Morcego, até se tornar editor das revistas do Batman, cargo que ocupou durante muitos anos.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VILÕES DE SEGUNDA E BIZARRICES


Homem-Pipa (kkkkkkk)

Batman sempre foi conhecido por sua famosa e criativa galeria de vilões (Coringa, Duas-Caras, Mulher-Gato...). No entanto, os anos 60 trouxeram uma lista pouco inspirada de inimigos que contava com o Homem-Gato (que reapareceu recentemente na minissérie Vilões Unidos), Homem-Pipa, Trio Terrível, Dr. Tzin Tzin, Arrasa-Quarteirão, Mestre Zodíaco e uma série de personagens pouquíssimo expressivos que desafiaram o herói ao longo da década. Batman e Robin ainda enfrentaram robôs, seres de outro planeta, uma gangue de gorilas e até uma multidão de cegos. Entre os vilões de maior sucesso a surgirem nessa época, destacam-se o Mestre das Pistas, Kobra e o segundo Cara-de-Barro.
Durante os anos 60, Batman e Robin também viveram aventuras que fariam feliz qualquer empresa de action-figures: além de enfrentar seres de outros planetas e dimensões, vilões bizarros e diversos coadjuvantes (como Batgirl e Batmirim), a dupla dinâmica passou por estranhas mutações. Surgiram versões do Batman zebra, negativo, robô e múmia, gigante e até - pasmem! - gênio da lâmpada. Geralmente essas modificações aconteciam pelo período de uma história, que terminava sempre com o bom e velho Cruzado de Capa de volta ao normal.

Batman zebra (kkkkkkk)

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

sábado, 5 de setembro de 2009

UMA VILÃ MUITO SEDUTORA




Pamela Isley fez sua estreia em Batman 181, de junho de 1966. Especialista em Botânica, a criminosa iniciou sua carreira ao lado de Jason Woodrue, o Homem Florônico (é cada nome estranho...rs) - inimigo de Eléktron e que mais tarde teria importante participação na fase Alan Moore nas histórias do Monstro do Pântano.
Utilizando seus conhecimentos sobre plantas venenosas e feronômios que a tornam irresistível a qualquer homem, Isley adotou o nome Hera Venenosa e tornou-se uma das principais criminosas de Gotham City. Amargando uma série de derrotas em seus encontros com o Cavaleiro das Trevas, Hera Venenosa voltava cada vez mais perigosa e determinada a acabar com a raça humana para depois governar o planeta ao lado de suas plantas.
A personagem teve papel de destaque no filme Batman e Robin, de 1997, e na saga Silêncio, de Jeph Loeb e Jim Lee.



FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ENTRA EM CENA A PRIMEIRA BATGIRL. OUTRAS SURGEM NA SEQUÊNCIA




Criada por Bob Kane e pelo desenhista Sheldon Moldoff em Batman 139 (abril de 1961), a primeira Batgirl era Betty Kane - sobrinha da Batwoman. Ao descobrir a identidade da tia, a garota criou um uniforme e decidiu juntar-se à dupla dinâmica, aproximando-se de Robin, sua grande paixão.
Betty pouco participou das HQs e anos depois assumiu a identidade de Labareda, fazendo parte dos Novos Titãs da Costa Oeste. Após a reformulação do Universo DC na maxissérie Crise nas Infinitas Terras, definiu-se que Betty Kane nunca foi Batgirl, e sua carreira já se iniciou com Labareda.
Com o sucesso da série de TV, uma nova Batgirl surgia nos quadrinhos a partir da edição 359 de Detective Comics (janeiro de 1967), tornando-se a versão mais famosa heroína. Criada por Gardner Fox e Carmine Infantino, a segunda Batgirl era Bárbara Gordon (primeiro a filha do Comissário Gordon e, depois de Crise nas Infinitas Terras, sua sobrinha). Bárbara se inspirou nos feitos do Batman para treinar e tornar-se uma das heroínas mais famosas da DC. A Batgirl II atuou durante anos em Gotham City, até ser baleada pelo Coringa na graphic novel A Piada Mortal e ficar paraplégica.



FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

UMA VERSÃO ALTERNATIVA DA DUPLA DINÂMICA

No mesmo bat-canal

Histórias alegres, vilões de segunda categoria e armadilhas nonsense... o Homem-Morcego tornava-se um sucesso de audiência também na TV

Por Claudio Murena



Após a aposentadoria de Bruce Wayne, uma nova dupla dinâmica é formada com Dick Grayson como Morcego, enquanto Bruce Wayne Jr; o filho de Batman com Kathy Kane, a Batwoman, tornava-se o novo Menino-Prodígio. A dupla dinâmica do futuro estreou em Batman 131 (abril de 1960) e depois teve outras aventuras publicadas nos anos seguintes, sempre contadas pelo mordomo Alfred, que narrava os episódios da dupla aos patrões.
Anos mais tarde, alguns desses elementos foram incorporados na cronologia da chamada Terra 2 ou Terra Paralela. Nesta versão, porém, Batman se casou com Selyna Kyle, a Mulher-Gato, e a filha do casal se tornou a Caçadora original. O Batman da Terra Paralela assumiu a posição de Chefe de Polícia de Gotham após a aposentadoria do Comissário Gordon, deixando Dick Grayson no combate ao crime. O Robin da Terra 2, no entanto, nunca assumiu a identidade de Batman.
Batman II e Bruce Wayne Jr. apareceram novamente na minissérie Gerações, escrita e desenhada por John Byrne em 1999. A obra homenageia esses clássicos personagens e mostra a história dos maiores heróis da DC, da década de 40 aos anos 2000, com as passagens de Bruce, Dick e Bruce Jr. em diferentes gerações do Batman.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

domingo, 30 de agosto de 2009

BATWOMAN E SUA BOLSA DE UTILIDADES





Com a opinião pública voltada contra os quadrinhos, a DC resolveu seguir o caminho mais seguro. Um dos universos mais atingidos foi o do Homem-Morcego, já que os criminosos deixaram de ser perigosos, as ameaças se tornaram menos reais e Gotham City se tornou menos sombria. Mas algo ainda precisava ser feito quanto às acusações de homossexualidade que Wertham lançou. Assim, em 1956, uma nova heroína foi acrescentada à batfamília. Batwoman estreou em Detective Comics 233, numa história escrita por Bob Kane e ilustrada por Sheldon Moldolf. Ela era na verdade a socialite Kathy Kane, que se inspirou no Batman para criar uma identidade heróica e combater o crime.
Ela utilizava uma bolsa de utilidades cheia de apetrechos, como batons, presilhas de cabelo e braceletes especiais desenvolvidos para o combate ao crime. Ela se tornou o principal interesse romântico do Homem-Morcego durante alguns anos, mas com a volta do realismo às histórias do Batman, ela foi esquecida por muitos anos e só ressurgiu para morrer, em Detective Comics 485, de 1979. Recentemente, uma nova Batwoman, chamada Kate Kane, surgiu em Gotham, mas pouco foi revelado sobre ela.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

O ATAQUE DE WERTHAM





Com o fim da Segunda Guerra, os Estados Unidos assumiram uma postura anti-comunista e conservadora. O medo de uma guerra contra os russos e o zelo pela moral e pelos bons costumes geraram uma verdadeira caça às bruxas que se estendeu a todas as classes sociais e áreas da sociedade americana, inclusive os quadrinhos.
O psicólogo Fredric Wertham foi o maior perseguidor dos quadrinhos nessa época, publicando o famigerado livro Sedução do Inocente em 1954. Um dos maiores alvos do livro foi o Homem-Morcego. Wertham alegava que era impróprio que um homem solteiro vivesse sozinho com um jovem órfão e um mordomo, o que insinuaria tendências homossexuais nos personagens. Usando imagens e textos das histórias, claramente fora de contexto, o senado defendia que as aventuras do Morcego levavam a garotada rumo à violência, à delinquência juvenil e à homossexualidade. Essas acusações perseguiram o personagem por muitos anos, o que levou os editores a abrandarem suas histórias e a introduzirem novos personagens.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

sábado, 29 de agosto de 2009

OS MELHORES DO MUNDO SE REÚNEM





Era previsível que a DC Comics reunisse dois dos seus personagens - Batman e Superman - mais importantes em uma revista. Foi isso que ocorreu com o lançamento de World's Finest 1, em 1941. A revista continha histórias tanto do Homem-Morcego quanto do Homem de Aço, mas estranhamente, os universos dos dois personagens não se misturavam. Foi somente no ano de 1954, com a edição 71 da revista, que um conheceu o outro, numa história em que eles revelam suas identidades secretas.
Esse evento histórico marcou o início de uma longa amizade, que se estende até os dias de hoje.
Também foi uma nova fase da revista, que passou a apresentar apenas histórias com encontros entre os dois personagens (e, por um período curto nos anos 70, entre outros personagens também).
World's Finest foi dos mais bem-sucedidos da história da DC e publicado continuamente até 1986. Hoje existe uma nova versão da revista, também dedicada aos dois maiores heróis da DC, intitulada simplesmente Superman/Batman.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MORCEGOS DO MUNDO TODO

Herói sob censura

Batman passou boa parte da década de 50 assolado por críticos ferozes. Como resultado, suas HQs ficaram nada sombrias

Por Antônio Santos



Em 1951 surgiu na revista Batman 62 um personagem curioso que imitava o Homem-Morcego: o Cavaleiro (Percy Sheldrake) era um nobre inglês que se inspirou no Batman e decidiu combater o crime por conta própria. O Cavaleiro tinha até um parceiro adolescente chamado Cyril, que era seu filho e usava a identidade de Escudeiro. A história fez algum sucesso e nos meses seguintes apareceram outros "Batmen" de várias nações. Isso permitiu que, em 1955, surgisse um dos grupos mais bizarros dos quadrinhos: o Clube dos Heróis Internacionais.
Liderado pelo próprio Batman, o grupo era muito "globalizado" e contava com o Gaúcho (protetor dos pampas argentinos); o Legionário (que defende a Itália dos criminosos); o Mosqueteiro (espachim da França); o Cavaleiro e o Escudeiro (a dupla dinâmica inglesa); o Ranger (herói australiano) e o Wingman (herói europeu de nacionalidade indefinida). O grupo também chegou a ser liderado pelo Superman na revista World's Finest 89 (1957). Mas, com o fim da Era de Prata, o Clube dos Heróis Internacionais caiu na obscuridade. Só recentemente, nas histórias escritas por Grant Morrison, os heróis reapareceram para ajudar o Homem-Morcego.
Uma curiosidade: ainda nos anos 50, Bill Finger e Jack Kirby fizeram uma versão desse grupo, com o Arqueiro Verde no lugar do Batman. Assim, o herói acaba conhecendo arqueiros do mundo todo que combatem o crime inspirados por ele. Entre eles temos o Arqueiro britânico, o Fantasma da França e arqueiros sem nome da Polinésia, México, Japão e Suiça.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

UMA RESPEITÁVEL GALERIA DE VILÕES





Como geralmente acontece com os super-heróis, os inimigos mais memoráveis do Morcego apareceram logo nos primeiros anos de publicação do personagem. Além do Coringa, em Batman 1 (1940) também estreou a sensual Mulher-Gato (Selina Kyle), que se tornaria uma inimiga-amante-aliada recorrente do Homem-Morcego.
No ano seguinte surgiu o Pinguim (Oswald Chesterfield Cobblepot), na revista Detective Comics 58, de 1941. Outro que apareceu naquela mesma época foi o Duas-Caras (Harvey Dent, embora seu sobrenome fosse Kent nas primeiras histórias), em Detective Comics 66 (1942).
Esse personagem, mais que todos os vilões do Batman, foi vítima da postura politicamente correta que os quadrinhos começavam a assumir. Um notório assassino, com um rosto desfigurado e problemas psiquiátricos intensos, Duas-Caras era visto pelos editores como um personagem forte demais. Assim, logo em sua terceira história ele fez uma operação plástica e foi curado. O personagem se manteve afastado das histórias do Morcego por quase três décadas, substituído apenas ocasionalmente por diversos personagens que se faziam passar pelo verdadeiro Duas-Caras. O verdadeiro Harvey Dent reapareceu como Duas-Caras apenas em 1968, na revista World's Finest Comics 173.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BATMAN: ASSASSINO





No começo o morcego levava sua cruzada contra o crime a extremos. Em suas primeiras aventuras, O Homem-Morcego carregava armas de fogo, que usava para executar os criminosos sem qualquer piedade. Além disso, ele não tinha problemas em jogar seus inimigos do alto de prédios, usá-los como escudo humano ou derrubá-los em tanques de ácido. Só com o lançamento de sua revista-solo, em 1940, que os escritores começaram a se preocupar mais com os limites éticos do personagem. Nessa primeira edição, Batman se recusa pela primeira vez a executar um criminoso, um comportamento que se mantém até hoje. Curiosamente essa falta de limites éticos também atingia o Superman em suas primeiras histórias.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

terça-feira, 25 de agosto de 2009

ROBIN, O MENINO-PRODÍGIO





Foi na revista Detective Comics 38 que estreou o primeiro sidekick, como são chamados os parceiros adolescentes de super-heróis. Robin, o Menino-Prodígio, cuja identidade secreta é o acrobata órfão Dick Grayson, surgiu da necessidade que Bill Finger sentia de alguém com quem Batman pudesse conversar. Finger acreditava que os recordatórios que mostravam os pensamentos do herói logo se tornariam cansativos para os leitores. Portanto, decidiu copiar as histórias de outro detetive famoso, Sherlock Holmes, criando um "Watson" para o Homem-Morcego.
O resultado foi imediato, com a edição de estreia de Robin vendendo bem mais que as edições anteriores. Em pouco tempo o menino-prodígio se tornou um dos pilares de universo do Morcego, recebendo inclusive histórias solo poucos meses depois de seu surgimento. Robin trouxe um fator de identificação para os jovens leitores da época; agora eles acompanhavam não apenas um grande herói, mas também seu fiel escudeiro, que tinha a mesma idade e os mesmos problemas que eles.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O SURGIMENTO DO BATMAN





Quando o Superman, criado por Siegel e Shuster, estreou na revista Action Comics 1, em 1938, ninguém imaginava que ele se tornaria um sucesso tão grande. Mas logo que os primeiros relatórios surgiram e revelaram as vendas astronômicas do personagem, a resposta da National e das outras editoras foi imediata: criar mais e mais super-heróis. A pedido dos editores da DC, um jovem artista chamado Bob Kane decidiu criar um personagem fora dos padrões: um humano normal que combate o crime através do medo. Kane explorou diversas ideias, misturando influências diversas como esboços de da Vinci, filmes expressionistas de terror e histórias pulps. O personagem chegou a ter um uniforme vermelho com máscara apenas sobre os olhos. Mas com o auxílio de seu amigo e escritor Bill Finger, Kane deu forma final ao personagem: ele ganhou um capuz que cobria todo o seu rosto e recebeu sua capa em forma de morcego. Seu uniforme mudou de vermelho para cinza e ele ganhou uma postura agressiva, impiedosa. Assim nascia o Batman, cuja primeira história foi publicada na revista Detective Comics 27, de 1939.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

domingo, 23 de agosto de 2009

MARCO NOS QUADRINHOS DE DETETIVE

Um super detetive

A união do estilo das histórias de mistério e da onda
dos super-heróis transformou Batman em um sucesso

Por Antônio Santos



Em março de 1937 chegava às bancas americanas a revista Detective Comics 1, lançada pela National Publications, uma das primeiras editoras americanas a publicar HQs. As primeiras revistas em quadrinhos surgiram apenas quatro anos antes, republicando material lançado em tiras de jornais. Foi o fundador da National, Malcolm Wheeler-Nicholson, que lançou a primeira revista em quadrinhos com material completamente original: New Fun Comics, de 1935. Com o sucesso dessa publicação e de sua revista-irmã, New Comics, publicada no mesmo ano, a National decidiu criar seu terceiro título: Detective Comics, voltada para histórias policiais. Entre os destaques dessa revista estão a publicação de histórias de Jerry Siegel e Joe Shuster, antes mesmo de criarem o Superman, assim como a estreia de um personagem que se tornou um dos maiores ícones da cultura pop: Batman, o Homem-Morcego. Graças a ele, a revista se tornou tão popular que a editora assumiu as iniciais DC como seu novo nome. Até hoje, Detective Comics já atingiu a marca de 845 edições publicadas, sendo a revista de heróis com maior número de edições consecutivas do mercado dos EUA.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Quando e em que revista Batman estreou?

Em maio de 1939 saiu nos Estados Unidos Detective Comics 27. Começava a surgir um dos maiores ícones da cultura pop do século 20: Batman, criado por Bob Kane e Bill Finger, este último quase sempre esquecido.

No Brasil, o personagem estreou em O Lobinho # 7, do Grande Consórcio de Suplementos Nacionais, em 1º. de novembro de 1940, numa adaptação bastante fiel ao original. Na época, os direitos não pertenciam apenas a uma editora, o que deu origem a diversas atrocidades. Após algum tempo, nas páginas da Biriba Semanal, da RGE, o herói foi batizado de Morcego Negro, seu alter ego virou Bruno Miller e a soturna e perigosa Gotham City foi transformada em Riacho Doce e Rio Doce!

Por aqui, Batman foi publicado também pelas editoras Diário da Noite (revista O Guri), Ebal, Abril e, atualmente, pela Panini.

Batman, O Cavaleiro das Trevas


Fonte: Coleção 100 Respostas - Super-Heróis (Mundo Estranho) 2004