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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

FAROESTE HUMANISTA

Dos diversos personagens favorecidos pela parceria entre cinema e quadrinhos, Ken Parker é um dos mais lembrados. Sua inspiração veio do filme Mais Forte que a Vingança, dirigido em 1972 por Sydney Pollack e batizado originalmente nos Estados Unidos como Jeremiah Johnson. O personagem protagonizado por Robert Redford serviu de modelo tanto para o visual quanto para a ideologia do caçador loiro dos gibis.

Por Ezequiel Guimarães

Robert Redford - Mais Forte que a Vingança (imagem: adorocinema.com)

Ken Parker é criação do roteirista Giancarlo Berardi e do desenhista Ivo Milazzo, ambos italianos. A gênese da série retrata a sobrevivência de um homem desiludido com o mundo, que abandona a civilização para ficar isolado. Obviamente, não é tão fácil viver em um local tão inóspito só à base de caça e de pesca, com ursos, índios hostis e tempestades de neve à espreita. Ao contrário dos faroestes tradicionais, em que os valentões resolvem tudo na pancadaria e nos tiros, Ken Parker nem sempre vence seus obstáculos e, muitas vezes, vai até para a prisão. Esse lado humano é o que mais prevalece na série e estende-se aos coadjuvantes.

Ken Parker

Berardi e Milazzo planejavam um único episódio do herói para a revista Colana Rodeo, da Casa Editrice Cepim - atual Sergio Bonelli Editore (SBE). Calhou que nessa época, 1974, a editora procurava um material para substituir a série La Storia Del West, de Gino D'Antonio. Depois de conhecer o projeto da dupla, o editor Sergio Bonelli se alvoroçou e pediu mais capítulos. Também fez uma mudança fundamental. No início, o herói chamava-se Jedediah Baker, inspiração direta de Jeremiah Johnson, o personagem do filme de Pollack. Bonelli vetou a ideia, pois preferia um nome mais curto e fácil de memorizar. Foi aí que surgiu Ken Parker. O roteirista Berardi chegou a brincar com essa fato na HQ História de armas e trapaças: para ganhar a confiança de bandidos em dado momento da trama, Ken Parker deixa-se surpreender com um falso aviso de recompensa em nome de Jedediah Baker.

Ken Parker # 15
Mythos
Novembro/2001

Em 1977, Ken Parker ganhou revista própria e, daí para frente, foram publicadas 59 edições, que circulavam em bancas até maio de 1984. Numa atitude rara no mundo das HQs, em maio de 1989 os autores relançaram as primeiras histórias do herói em nova revista publicada pela Parker Editore, empresa criada por eles próprios para essa empreitada. Em 1992, começou a produção de HQs inéditas para a revista Ken Parker Magazine.


A Parker Editore sobreviveu até abril de 1994, e Ken Parker Magazine parou na 18a. edição. Os autores se renderam às dificuldades empresariais e voltaram a trabalhar com a SBE, onde continuavam a série até o número 36, de 1996, que foi substituída pela revista Ken Parker Speciale, que durou apenas quatro edições - a última datada de 1998. Até hoje, a trama do herói não teve conclusão.

No Brasil, Ken Parker foi publicado pela Vecchi, Best News, Ensaio e Mythos. E, em um surto de paixão por seu herói, o fã brasileiro Wagner Augusto bancou de seu próprio bolso a republicação da primeira série completa - nos primeiros oito números, associado ao editor Faustino Filho. Esse material foi editado pelo Clube dos Quadrinhos (CLUQ), empresa criada por Augusto no início dos anos 1970 para lançar gibis independentes com pequenas tiragens. Graças a ele, a 1a. série que a Vecchi havia deixado incompleta, finalmente pode ser lida pelos brasileiros, 24 anos depois, em 2007. Mesmo com esse esforço, os quatro volumes da série Ken Parker Speciale ainda permanecem inéditos no país.

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #34 - Junho de 2012 - Editora Europa.

segunda-feira, 5 de março de 2012

OS ANOS PERDIDOS

Fantastic Four (1961) 102-A
Comic Book by Marvel, Sep 1970

Por Antônio Santos

A falta de histórias em sua própria revista, entre as edições 67 e 93, não impediu os X-Men de aparecerem ocasionalmente no Universo Marvel. Alguma dessas aparições, inclusive, foram cruciais para o desenvolvimento dos mutantes.

Fantastic Four (1961) 104-A
Comic Book by Marvel, Nov 1970

Fantastic Four 102-104 (1970) > O Príncipe Namor, inimigo da humanidade na época, investiga uma estranha explosão na Antártica. Lá, ele se depara com Magneto enfraquecido após confrontar os pupilos do Professor X na revista X-Men 63. Magneto manipula Namor e os dois se unem contra a raça humana. Quando o Quarteto Fantástico intervém nos planos dos vilões, Magneto se aproveita da situação para assumir o controle do exército atlante e toma a Mulher Invisível e Lady Dorma como reféns. O Príncipe Submarino une-se ao Quarteto contra o mutante e, juntos, o derrotam.

Amazing Spider-Man (1963) 92-A
Comic Book by Marvel, Jan 1971

Amazing Spider-Man 92 (1971) > O Homem de Gelo é convencido pelo promotor Sam Bullit a enfrentar o Homem-Aranha. Desfeito o mal-entendido, os dois jovens heróis se tornam amigos.

Incredible Hulk (1968) 150-A
Comic Book by Marvel, Apr 1972

Incredible Hulk 150 (1972) > Destrutor abandona os X-Men e parte para o Novo México, mas o Professor Xavier envia Polaris para convencê-lo a voltar. Os dois acabam confrontando o Incrível Hulk, que confunde Polaris com sua falecida amante Jarella, que também tinha cabelos verdes. Após o confronto, os dois retornam para os X-Men.

Amazing Adventures (1970) 11-A
Comic Book by Marvel, Mar 1972

Amazing Adventures 11-17 (1972-73) > O Fera sai dos X-Men para trabalhar como geneticista na Corporação Brand, descobre os principais fatores da mutação genética e cria um soro especial. A organização terrorista Império Secreto tenta roubar o soro e isso força o Fera a injetar em si mesmo a substância para evitar que ela caia nas mãos do grupo. Com isso, o mutante se transforma em uma criatura de pêlos cinzas - que, depois, se tornaram azuis - e seus poderes são ampliados.

Avengers (1963) 103-A
Comic Book by Marvel, Sep 1972

Avengers 103-105 (1972) > Os Vingadores enfrentam os Sentinelas e os Mutóides da Terra Selvagem.

Marvel Team-Up (1972) 4-A
Comic Book by Marvel, Sep 1972

Marvel Team-Up 4 (1972) > Quando o Homem-Aranha é acusado injustamente de uma série de assassinatos cometidos pelo vampiro Morbius, ele enfrenta os X-Men Anjo, Homem de Gelo, Ciclope e Garota Marvel. No final, os heróis se unem para derrotar Morbius.

Avengers (1963) 110-A
Comic Book by Marvel, Apr 1973

Avengers 110-111 (1973) > Os X-Men, os Vingadores, o Demolidor e a Viúva Negra enfrentam Magneto, que tenta raptar a Feiticeira Escarlate. O vilão é derrotado e escapa.

Incredible Hulk (1968) 172-A
Comic Book by Marvel, Feb 1974

Incredible Hulk 172 (1974) > O Hulk recebe a ajuda do Professor Xavier, Ciclope e Jean em sua batalha contra o Fanático.

Captain America (1968) 172-A
Comic Book by Marvel, Apr 1974

Captain America 172-175 (1974) > O Capitão e o Falcão confrontam o Império Secreto, que capturou inúmeros mutantes - entre eles, alguns X-Men e vários membros da Irmandade de Mutantes - e pretendia usar seus poderes para alimentar uma de suas máquinas de destruição. Os dois heróis se uniram ao Professor Xavier, Ciclope e Garota Marvel e juntos eles libertaram todos os cativos.

Marvel Team-Up (1972) 23-A
Comic Book by Marvel, Jul 1974

Marvel Team-Up 23 (1974) > O Homem de Gelo e o Tocha Humana enfrentam o vilão Equinox. Ao fim da história, os X-Men partem em missão secreta, vista em Giant Size X-Men 1.

Defenders (1972) 15-A
Comic Book by Marvel, Sep 1974

Defenders 15-16 (1974) > Enquanto os X-Men estão em sua missão secreta, o Professor Xavier pede ajuda dos Defensores para derrotar a Irmandade de Mutantes.

Mundo dos Super-Heróis #04
abril/maio de 2007
pág. 19

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

GAROTAS DE AÇO

Action Comics (1938) 252-A
Comic Book by DC, May 1959

A DC Comics sempre pensou em criar uma versão feminina para seu maior ícone, o Superman, tanto que até registrou o nome Superwoman, aguardando uma oportunidade para lançar a personagem. O momento chegou no final da década de 1950, quando Jimmy Olsen usou os poderes de um totem mágico para criar uma companheira para o Superman. Era a edição 123 de Superman (1958) e o que parecia um gesto altruísta provocou uma grande confusão para o Homem de Aço, que terminou com a morte da "Super-Girl" por kryptonita.

Superman (1939) 123-A
Comic Book by DC, Aug 1958

A boa repercussão levou a editora a criar uma personagem fixa e, no ano seguinte, em Action Comics 252, surgia a Supergirl. Filha de Zor-El e Alura, Kara Zor-El era prima do Superman e vivia em Argo, cidade que sobreviveu à destruição de Krypton. No entanto, um meteoro de kryptonita danificou o escudo protetor da cidade e, para salvar sua filha (que tinha 15 anos), Zor-El a enviou para a Terra num foguete.

Como qualquer kryptoniano vivendo em um planeta iluminado por um sol amarelo, Kara desenvolveu os mesmos poderes do Superman. Adotando o nome de Linda Lee Danvers, a heroína dividia seu tempo entre uma vida normal como estudante e aparições com Supergirl, nas histórias do Homem de Aço e da Legião dos Super-Heróis (ela se apaixonou por Brainiac 5, membro da equipe do século 30).

Adventure Comics (1938) 381-A
Comic Book by DC, Jun 1969

Em Adventure Comics 381 (1969), ela passou a viver aventuras solo e, três anos depois, em novembro de 1972, ganhou seu próprio título, que teve vida curta: apenas 10 edições.

Com a reformulação do Universo DC nos anos 1980, decidiu-se que Superman seria o último sobrevivente de Krypton e a Supergirl precisava desaparecer. Assim, a Garota de Aço morre heroicamente, após salvar Kal-El de um ataque do Antimonitor durante a saga Crise nas Infinitas Terras. Mas não demorou muito tempo e a Supergirl voltou em uma nova versão pelas mãos de John Byrne, que era o responsável pelas aventuras do Superman pós-Crise.

Crisis on Infinite Earths 7-A
Comic Book by DC, Oct 1985

Em Superman (vol. 2) 16 (1988), surgia Matriz, uma forma de vida artificial criada pelo heroico Lex Luthor de um universo paralelo. A missão da heroína era deter três criminosos kryptonianos que, inadvertidamente, Luthor havia libertado da Zona Fantasma. Com a destruição da Terra de seu universo, o Superman trouxe a jovem para nosso mundo, onde ela viveu aventuras solo e ao lado do Homem de Aço. Mas a nova supergirl não agradou aos leitores e, em 1996, o escritor Peter David reformulou a heroína de aço. Para salvar a jovem Linda Danvers da morte, Matriz uniu sua essência a ela e as duas se tornaram uma só, o que criou uma identidade secreta para a heroína, que podia se transformar a qualquer hora de Linda para Supergirl.

Superman (1987) 16-A
Comic Book by DC, Apr 1988

No entanto, o que parecia ser uma boa ideia se tornou uma verdadeira furada. Supergirl passou a enfrentar anjos e demônios, ganhou asas místicas, trocava de poderes e outras bizarrices. Com isso, a editora decidiu dar um fim a ela. Novamente dividida em duas, Linda voltou ao normal e Matriz desapareceu do Universo DC.

Superman/Batman 8-A
Comic Book by DC, May 2004

A mais recente encarnação da personagem surgiu pelas mãos do escritor Jeph Loeb em Superman/Batman 8 (maio/2004). A história retoma os conceitos originais da heroína e apresenta a jovem Kara Zor-El, que chegou a Metropolis num foguete e, após um treinamento com a Mulher-Maravilha, é apresentada ao mundo como a prima do Superman. A "nova" Kara, ao contrário de sua versão original, não possui identidade secreta. A jovem ganhou título próprio em 2005 e terá uma participação fundamental na saga Nova Krypton, que acaba de ser lançada no Brasil.

Supergirl (1996) 1-A
Comic Book by DC, Sep 1996

SUPERGIRL
Identidade: Kara Zor-El
Altura: 1,65 m
Peso: 54 Kg
Cabelos: loiros
Olhos: azuis
Aliados: Superman, Legião dos Super-Heróis, Liga da Justiça, Novos Titãs
Primeira aparição: Action Comics 252 (1959)
Criadores: Otto Binder e Al Plastino

HQs Imperdíveis:
1. Muito Além da Noite Silenciosa
nos EUA: Crisis on Infinite Earths 7 (1985)
e no Brasil: Crise nas Infinitas Terras (Panini, 2003);

2. Vidas Paralelas se encontram no Infinito
nos EUA: Superman (Vol. 2) 21/22 e Adventures of Superman 444 (1988)
e no Brasil: Super Powers 17 (Ed. Abril, 1990);

3. Corpo e Alma
nos EUA: Supergirl 1 (1996)
e no Brasil: Superboy 16 (1998);

4. Supergirl de Krypton
nos EUA: Superman/Batman 8 a 13 (2004)
e no Brasil: Superman & Batman 1 a 4 (Panini, 2005).

by Eduardo Marchiori

Mundo dos Super-Heróis 19
Editora Europa
novembro/dezembro 2009
pág. 31


Supergirl (2011) 1-B
Comic Book by DC, Nov 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

14. OS ROTEIROS DE CONWAY

Amazing Spider-Man Vol 1 #111
August, 1972

Após a marcante passagem de Stan Lee e Roy Thomas, a revista Amazing Spider-Man ficou a cargo do jovem roteirista Gerry Conway, que assumiu a partir da edição 111 (1972). Sua HQ de estréia contava com um vilão de terceira categoria, o Gibão, mas com o passar dos números Conway mostrou muitos pontos altos. Ele escreveu histórias bem-humoradas com a dupla Aranha e Tocha Humana, como aquela com a construção do Aranhamóvel e a aparição de outros vilões de menor importância. Mas o legado do roteirista foi além da comédia. Conway foi responsável por clássicos combates do Homem-Aranha contra Hulk e Luke Cage, a criação do Cabeça-de-Martelo (vilão que parecia saído das páginas de Dick Tracy) e o Tarântula. Mas, principalmente pelo tópico a seguir.

No Brasil:
O Homem-Aranha 51 (Ebal, junho de 1973),
Homem-Aranha 13 (RGE, fevereiro de 1980) e
Teia do Aranha (Ed. Abril, 1991)

Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 9 - março/abril de 2008
pág. 25

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um giro no mundo - II

Grávida de sete meses de João Marcelo Bôscoli, hoje presidente da gravadora Trama, Elis entoou corajosamente na temporada do Canecão de 1970 as cartas musicais do exílio "Não Tenha Medo", de Caetano Veloso, e "Fechado pra Balanço", de Gilberto Gil, feitas exclusivamente para ela, antes opositora do Tropicalismo, agora solidária, como quase todos, aos baianos brutalmente deportados. As músicas foram incluídas no LP ...Em Pleno Verão, ao lado de "These Are The Songs", do novato Tim Maia, com quem ela cantava um dueto sugerido pelo produtor musical e jornalista Nelson Motta.

Na ocasião, Nelsinho fora convocado por André Midani, o onipresente presidente da Phillips, para produzir o disco e dirigir Elis em seu ímpeto de modernização de repertório e estética, emperrando de certa forma pela comunhão profissional e matrimonial com Ronaldo Bôscoli. Ainda que destituído do cargo quase vitalício, Bôscoli aprovara a ideia, afinal, o futuro produtor de sua mulher era, além de respeitado no meio musical, seu afilhado de casamento.

Já o casamento de Ronaldo com Elis assemelhava-se àquela altura mais a um duelo. Os dois aparentavam estar casados "contra" e não "com" o outro. As cenas de ciúmes eram públicas, como o lendário balde de gelo derramado na boate Flag por Elis sobre a intempestiva e portentosa Maysa - cantora constante da enorme lista de ex-namoradas de Bôscoli -, fato que provava a distante noção de perigo que tinha a Pimentinha.

Mesmo com a diminuição da área de atrito, o afastamento do conservador Ronaldo da produção musical não atenuara em nada o relacionamento inflamável de um casal que tinha uma diferença de 17 anos entre si.

Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus


Afinados no mesmo desejo renovador dos vinte e poucos anos que ambos tinham, Nelson e Elis se deram bem demais em um relacionamento de trabalho completamente oposto ao pugilismo profissional com o marido dela. Nelson conta em seu livro Noites tropicais que, em um dos encontros para escolha de repertório, ele levara à casa da cantora a compositora Joyce, o namorado desta e mais uma convidada ilustre chamada mescalina - uma droga que, segundo o doidão pós-graduado Tim Maia, era uma espécie de LSD "orgânica".

Abandonados pelo casal visitante ao amanhecer, encobertos pela comunhão lisérgica e pela cumplicidade aconchegante de uma manta, rolou o beijo que detonaria um romance clandestinamente tórrido e que iria misturar alegria e culpa na mesma perigosa proporção. Com o affair ainda a pleno vapor naquele quase um ano de constante convivência nos estúdios e fora deles, em uma triste manhã de outubro em que Nelsinho já estava separado da mulher, Elis ligaria do hospital onde o marido estava internado por conta de uma crise depressiva. Na ligação, a amante, que estava na frente do marido, responsabilizou-o por todos os "boatos absurdos" sobre um suposto caso entre os dois. Logo depois Elis encerrou definitiva e abruptamente a ligação e todo e qualquer contato com Nelsinho. Estranhamente, Elis, que sempre na estética escolhera a liberdade da revolução, no amor acabara optando ali por permanecer na clausura do conservadorismo.

O compacto duplo lançado em 1970 com o petardo "Madalena", letra de Ronaldo Monteiro de Souza para melodia de Ivan Lins, que estourara no Brasil, plantava uma longa parceria entre a cantora e o compositor, parceria essa que se estenderia à telinha de TV, para onde Elis voltaria comandando com Ivan o programa Som Livre Exportação, e também na Globo estrearia o programa mensal Elis Especial, dirigido pelos renitentes Miele & Bôscoli.

Em 1971 sairia pela Phillips o disco Ela com o sucesso "Madalena" e "Black is Beautiful", um blues ousado dos irmãos Valle, bem afeito ao ideário hippie antirracista e miscigenado. Naquele ano, o arranjador, pianista e futuro marido, César Camargo Mariano, formaria com outros quatro músicos a base de seu show É Elis, ainda dirigido pela dupla Luiz Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli, de quem finalmente se separaria em 1972. É Elis traria novos compositores à cena, como Raimundo Fagner, João Bosco e Sueli Costa, firmando a vocação da cantora - que se tornaria tradicional - de revelar novos ou resgatar esquecidos valores da MPB.

Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

LUKE CAGE, O HERÓI DE ALUGUEL

(Mark Lucas)
Hero for Hire 1-A
Comic Book by Marvel, Jun 1972

Mark Lucas cumpria pena no presídio de Seagate, condenado por um crime que não cometeu. Ao aceitar servir de cobaia em uma experiência que iria fortalecer seu sistema imunológico, viu seu destino mudar quando um guarda racista sabotou o teste. Lucas sobreviveu e, ao invés de se tornar imune a doenças, adquiriu invulnerabilidade e força sobre-humana. Com seus novos poderes, o jovem fugiu do presídio e começou vida nova, sob a identidade de Luke Cage.

Superpoderoso, Cage decidiu algo até então inédito para um herói: vender seus dons a quem pagasse melhor, transformando-se em um herói de aluguel. Assim nasceu Luke Cage - Hero for Hire, revista de 1972, escrita por Archie Goodwin e desenhada por Gerge Tuska. Na edição 17, o gibi mudou de nome para Luke Cage Power Man e, finalmente, na edição 102, para Power Man and Iron Fist, incorporando a famosa parceria com o Punho de Ferro, um lutador de artes marciais que se tornou seu sócio.

Power Man 17-A
Comic Book by Marvel, Feb 1974

Sucesso nos anos 70, o personagem retornou nos anos 90 e assumiu papel de destaque no Universo Marvel: Cage divide seu tempo entre a liderança dos Novos Vingadores e seu casamento com a detetive Jessica Jones. O casal tem uma filha chamada Danielle, uma homenagem ao amigo Daniel Rand, o Punho de Ferro.

Power Man and Iron Fist (1978) 102-A
Comic Book by Marvel, Feb 1984

Cage (2003) 1-A
Comic Book by Max, Mar 2002

Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 11 - julho/agosto de 2008
pág. 11

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A FASE DE NEAL ADAMS

NO FINAL DOS ANOS 60, O DESENHISTA NEAL ADAMS REVOLUCIONOU O VISUAL DO BATMAN E RESGATOU SUAS HISTÓRIAS SOTURNAS E MISTERIOSAS

Brave and the Bold (1955) 79-A
Comic Book by DC, Sep 1968

Muitos classificam O Cavaleiro das Trevas como a obra que levou Batman de volta às suas origens soturnas. Mas Frank Miller não foi o primeiro a fazer isso. Em 1968, o desenhista Neal Adams costurou o primeiro ressurgimento do Morcego.

Na época, os quadrinhos do herói tinham o mesmo tom cômico e pueril do seriado de TV, em que o barrigudo Adam West interpretava o defensor de Gotham City. Neal Adams pediu ao editor Julius Schwartz uma chance de desenhar Batman e obteve como resposta um "caia fora da minha sala".

Brave and the Bold (1955) 80-A
Comic Book by DC, Nov 1968


Mas o destino conspirou a favor do autor, dos fãs e do personagem. Adams foi escalado para desenhar Brave and the Bold, um título complementar em que o Morcego encontrava outros heróis. E retomou o Batman como um misterioso Cavaleiro das Trevas. As histórias voltaram a ter a noite como cenário e isso chamou a atenção dos leitores, especialmente devido ao traço anatomicamente perfeito e ao ótimo domínio das técnicas de luz e sombra.

Ao ser indagado pelo editor sobre a razão de tanto sucesso, Adams disparou: "Este é o Batman verdadeiro, qualquer garoto americano sabe. Os únicos que parecem não saber como ele deveria ser são vocês da DC". O desenhista estava certo. Bastou voltar aos conceitos criados por Bob Kane, o "pai" do herói, para os fãs retornarem.

Brave and the Bold (1955) 81-A
Comic Book by DC, Jan 1969

Não demorou para Neal Adams migrar para os principais títulos do Homem-Morcego. Quando ganhou a companhia do roteirista Denny O'Neil, ambos criaram uma das melhores fases do personagem, com histórias que resaltavam o tom misterioso e mostravam o maior detetive do planeta desvendando casos e mais casos.

Adams e O'Neil deram vida, em 1971, ao temível Rã's Al Ghul, praticamente imortal graças aos milagrosos Poços de Lázaro, que o rejuvenescem de tempos em tempos (Ken Watanabe interpreta o vilão no filme Batman Begins). E, alguns números depois, criaram a voluptuosa Tália, filha de Rã's, que chegou a ter um filho de Batman na graphic novel O Filho do Demônio (publicada no Brasil pela Abril, em 1989).

Batman (1940) 251-A
Comic Book by DC, Sep 1973

Ainda hoje, o trabalho da dupla é reverenciado por fãs e outros autores, por ter resgatado de vez o verdadeiro Batman. E Adams é, na opinião de muitos leitores, o melhor desenhista que o Cavaleiro das Trevas já teve.

Batman (1940) 244-A
Comic Book by DC, Sep 1972

autores
Neal Adams (desenhos) e vários (roteiros)

lançamento nos EUA
1968 (The Brave and the Bold 79)

estreia no Brasil
1969 (Batman [3a. série], Ebal e várias outras edições)

onde encontrar
a edição nacional mais recente com histórias de Neal Adams chama-se A Noite do Ceifador, foi lançada em 2003, em preto-e-branco, pela Opera Graphica e está disponível no www.submarino.com.br. Em sebos é possível encontrar edições desenhatas por ele em revistas da extinta Ebal e da Abril (Batman 1a. série). Nos Estados Unidos, procure as compilações Batman Illustrated by Neal Adams 1 e 2. Ambas podem ser adquiridas, via internet, no www.amazon.com.

dica do Cris
Na Comix você encontra Biblioteca DC - Batman por Neal Adams vol. 01.

domingo, 6 de novembro de 2011

Um giro pelo mundo

Elis voltou de sua primeira turnê de dois meses por Lisboa e Luanda em 1966 para lançar seu segundo álbum da fase madura. Em Elis, o disco daquele ano, já havia sinais da intérprete que viria a se tornar exuberante na próxima década, não só na técnica, emoção, timbre e afinação, mas principalmente na sabedoria em escolher repertório.

Naquele ano defendeu três músicas diferentes nos festivais da TV Record e da TV Rio, e lançou mais dois volumes do 2 na Bossa, um indo na direção da nova geração de Chico Buarque e Gilberto Gil no repertório, e outro engatando marcha a ré no tempo com um pot-pourri romântico que incluía canções de Roberto Menescal com o galã e seu ex-diretor no Beco das Garrafas, Ronaldo Bóscoli - com quem se casaria.

A artista termina 1966 com um show vibrante na boate Zum-Zum, no Rio de Janeiro, acompanhada por Baden Powell, o violão deste e composições inacreditáveis.

Como todos os novos intépretes de sua geração, em 1967 Elis seguia competindo em festivais. "O Cantador", de Dori Caymmi e Nelson Motta, foi para a finalíssima do III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record e a própria Elis levou o título de Melhor Intérprete. No mesmo ano, a artista lançou com grande repercussão nacional o compacto de "Upa, Neguinho", da parceria Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, e outro compacto, com menos visibilidade, tinha "Travessia", que Milton Nascimento eternizara no mesmo ano.

Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus


Ainda em 1967, Elis viaja para a feira musical Midem, apresentando-se em várias TVs europeias para, em 6 de março, estrear acompanhada pelo Bossa Jazz Trio no Olympia de Paris, bisando a temporada no final daquele ano. No Brasil, venceu a primeira Bienal do Samba com "Lapinha", de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, e integrou o júri internacional do III Festival Internacional da Canção da TV Globo, que deu a vitória a "Sábia", de Tom e Chico.

Em meados daquele 1968 de tantos acontecimentos, Elis foi a Londres gravar com o maestro inglês Peter Knight o disco Elis Regina in London, que só seria lançado no Brasil em 1972. Engatou registrando com o gaitista belga Toots Thielemans o LP Aquarela do Brasil, e ainda teve fôlego para lançar o brasuca Elis, Como & Porque, no qual, sobre a base moderna da combinação do piano de Antonio Adolfo e do agora guitarrista Roberto Menescal, revoluciona com coragem e talento ao dividir a faixa de abertura com um medley de "Aquarela do Brasil" e "Nega do Cabelo Duro", de Ary Barroso e da parceria de Rubens Soares e David Nasser. Isso sem falar em "O Barquinho", de Menescal e Bôscoli, navegando em águas jazzies e Baía de Guanabara.

Os sete fôlegos da Pimentinha - como o poeta Vinicius de Moraes a apelidara - ainda permitiram o show Elis com Miele & Bôscoli no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro, que viraria disco no ano seguinte, e um compacto em dueto com o Rei do Futebol, que se preparava para o triunfo canarinho de 1970. "Vexamão" e "Perdão Não Tem", ambas de autoria do craque, estão registradas em Tabelinha Pelé e Elis.

Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os Pilares da Terra - Volume I


Quatro semanas após a Páscoa, Aliena e Richard entraram em Winchester com um cavalo velho puxando uma carroça feita em casa, transportando um imenso saco com duzentas e quarenta peles de carneiro - o número preciso que fazia um saco-padrão.
Nesse ponto eles descobriram os impostos.
Antes sempre tinham entrado na cidade sem chamar nenhuma atenção, mas dessa vez aprenderam porque os portões da cidade eram estreitos e constantemente guarnecidos por funcionários da alfândega. Havia um pedágio de um penny para cada carroça de bens que entrasse em Winchester. Por sorte, ainda possuíam alguns pennies de sobra, e puderam pagar, pois, de outro modo, teriam sido barrados.
A maior parte das lãs tinha lhes custado entre meio penny e três quartos de penny cada. Haviam pago setenta e dois pence pelo cavalo velho, e a carroça desmantelada viera junto. A maior parte do resto do dinheiro fora gasta com comida. Mas naquela noite teriam uma libra de prata e um cavalo com carroça.

pág. 435

domingo, 18 de setembro de 2011

Grande sucesso na DC

Primeiros passos

Jack Kirby não teve um início de carreira dos mais fáceis. Mesmo assim, logo se destacou no mercado de gibis

Por Maurício Muniz

Adventure Comics (1938) 72-A
Comic Book by DC, Mar 1942


Em março de 1942, surgiu o primeiro trabalho de Simon e Kirby para a DC, na época a mais importante editora de HQs nos Estados Unidos. De olho no sucesso do Capitão América, Jack Liebowitz, o dono da DC, cortejou a dupla quando ela ainda estava na Timely, até os jovens aceitarem o convite.

O trabalho de estreia saiu na revista Adventure Comics 72. Era uma reformulação do herói Sandman, que se tornou mais parecido com os personagens da época, de malha apertada e máscara. Sandman alcançou popularidade e Simon e Kirby fizeram suas histórias para outras revistas, como Detective Comics e World's Finest Comics. Na edição 73 de Adventure Comics, de 1942, a dupla apresentou a série Manhunter, com um caçador de animais que tem uniforme vermelho e combate o crime. Já em Star Spangled Comics 7, surgiram os vendedores de jornais da Newboy Legion e o herói que sempre os tirava de encrencas: o Guardião - ele também tinha um escudo e, anos mais tarde, se tornaria importante nas histórias do Superman.

Adventure Comics (1938) 73-A
Comic Book by DC, Apr 1942

Mas o maior sucesso da dupla na DC foi Boys Commandos, sobre um grupo de garotos órfãos que luta em várias frentes da 2a. Guerra Mundial, sob o comando do Capitão Rip Carter. O grupo estreou na edição 64 de Detective Comics, em 1942 e, devido à grande aceitação, ganhou série própria no final daquele ano. Boys Commandos passou a vender mais de um milhão de cópias mensalmente e tornou-se o terceiro maior sucesso da DC, perdendo apenas para Superman e Batman. Temendo que Kirby e Simon fossem convocados para a guerra e interrompesem a produção da série, Jack Liebowitz insistia para Kirby desenhar, no mínimo, cinco páginas por dia, a fim de ter bastante material caso o artista tivesse que viajar à Europa para lutar contra os nazistas. E foi exatamente o que aconteceu. Em 1943, Jack Kirby foi convocado para o exército.

Detective Comics (1937) 64-A
Comic Book by DC, Jun 1942

Fonte:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 25
JANEIRO/FEVEREIRO 2011
Pág. 26




Veja também:
O NOME QUE VIROU LENDA (STAN LEE)

domingo, 21 de agosto de 2011

Os Pilares da Terra - Volume I


O priorado já devia a Tom três semanas de salário. Como um mestre construtor fazia jus a quatro pence por dia, isso significava um total de setenta e dois pence. A cada dia que se passava a dívida aumentava e se tornava mais e mais difícil para Philip pagar a Tom e mandá-lo embora. Depois de cerca de seis meses o construtor pediria ao prior que começasse a pagar-lhe. A essa altura já teria a seu crédito duas libras e meia de prata, que Philip precisaria arranjar para dispensar Tom. A dívida fazia com que se sentisse seguro.

pág. 298

domingo, 14 de agosto de 2011

1. Como as cenas do epílogo foram filmadas?


Isso é quase um segredo de estado, mas tudo indica que as gravações aconteceram em dois momentos. Primeiro, no final de maio de 2010, Daniel Radcliffe (Harry Potter), Bonnie Wright (Gina Weasley), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Rony Weasley) e Tom Felton (Draco Malfoy) circularam pela estação King's Cross, em Londres, no maior clima de mistério.

É que, ao contrário do que se esperava, a direção do filme decidiu envelhecer os atores, usando muita maquiagem, em vez de contratar atores mais velhos para o final da saga.

Mas, de acordo com informações divulgadas por sites de fãs e entrevistas de Tom Felton a várias revistas, a produção teve que refazer certas cenas em estúdio. Isso porque parece que alguns ângulos não ficaram bons por causa da correria que foi filmar num lugar cheio de fotógrafos e fãs. Por isso, os atores voltaram a gravar o epílogo em dezembro de 2010.

Essa parte da história se passa 19 anos após a batalha final e mostra Harry, Rony e Hermione com mais ou menos 35 anos de idade, levando seus filhos para embarcar no Expresso de Hogwarts. Para isso, o trio começou a se preparar meses antes das gravações: além de testes de maquiagem, eles treinaram o jeito de andar para parecem mais velhos.

Se o convincente envelhecimento dos atores na telona usou ou não efeitos de computação gráfica, este é um segredo muito bem guardado. Como os produtores David Heyman e David Barron afirmaram, o epílogo de As Relíquias da Morte - Parte 2 tem cerca de dois minutos.

Fonte:
100 RESPOSTAS HARRY POTTER - O GUIA DEFINITIVO
Pág. 4
Editora Abril
Mundo Estranho
Edição 112-A
R$ 9,95

sábado, 25 de junho de 2011

OS LUSÍADAS

CANTO I

1

As armas e os barões assinalados
Que, da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

2

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando:
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

3

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.

4

E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mi um novo engenho ardente,
Se sempre, em verso humilde, celebrado
Foi de mi vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandiloco e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham enveja às de Hipocrene.

5

Dai-me hua fúria grande e sonorosa,
E não de agreste avena ou frauta ruda,
Mas de tuba canora e belicosa,
Que o peito acende e a cor ao gesto muda;
Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda;
Que se espalhe e se cante no Universo,
Se tão sublime preço cabe em verso.


Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus

Fonte: OS LUSÍADAS
LUÍS DE CAMÕES
1572

Clássicos Abril Coleções
Vol. 19 - 2010
págs. 11 e 12

domingo, 16 de janeiro de 2011

12. FLASH THOMPSON VAI À GUERRA

O fim da inocência

Durante a década de 70, o Aranha teve HQs que mudaram a forma como os super-heróis eram vistos pelo público

Por José Salles e André Morelli

12. FLASH THOMPSON VAI À GUERRA

Depois de ser convocado para a Guerra do Vietnã, Flash - o irritante rival de Peter Parker nos tempos de colégio - ganhou nova personalidade nos anos 70, visto de forma mais adulta e humanizada. Ele retornaria brevemente e voltaria ao front em Amazing Spider-Man 83 (abril de 1970). As consequências da ida de Thompson ao Vietnã iriam repercurtir na cronologia do herói, com uma HQ marcante publicada em Amazing Spider-Man 108 e 109 (maio e junho de 1972), em que ele é perseguido por agentes vietnamitas em plena Nova York. O desfecho se deu com a ajuda de outro herói da Marvel, o místico Doutor Estranho. Uma curiosidade: foi no Vietnã que Flash conheceu Sha Shan Nguyen, asiática por quem se apaixonou e trouxe para os EUA, onde o casal foi vítima do preconceito contra os asiáticos, uma situação muito comum.

Amazing Spider-Man (Vol 1) 83-A
Comic Book by Marvel, Apr 1970

Amazing Spider-Man (Vol 1) 108-A
Comic Book by Marvel, May 1972

Amazing Spider-Man (Vol 1) 109-A
Comic Book by Marvel, Jun 1972

No Brasil:
Homem-Aranha 29 (Ebal, agosto de 1971). A volta ao Vietnã saiu em O Homem-Aranha 41 (Ebal, agosto de 1972). Depois, em O Homem-Aranha 50 (Ebal, maio de 1973). As HQs apareceram também na revista Teia do Aranha 14 (novembro de 1990) e 16 e 18 (janeiro a março de 1991) da Ed. Abril.

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 9
março/abril de 2008
pág. 24

Veja também:
1. A ESTRÉIA DO ARANHA

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

MICHAEL ROSENBAUM

Lex Luthor

Nascido em 11 de julho de 1972, Michael Owen Rosenbaum é natural de Oceanside, Nova York.
Bacharel em Artes pela Western Kentucky University, Rosenbaum já atuou em concertos como Foreigner, Hall & Oates. Além do seu papel de Lex Luthor em Smallville, ele também foi a voz do Flash, na Liga da Justiça, em 2001.

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 1
AGOSTO 2006

Pág. 62