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domingo, 9 de novembro de 2014

LIVROS DA MAGIA

The Books of Magic (1990) 1-A 
Comic Book by DC 
Dec 1990

O início dos anos 90 viu crescer o interesse dos leitores pelo universo místico da DC, em parte devido ao sucesso de Sandman. Por isso, a editora solicitou a Gaiman uma minissérie em quatro edições que explorasse esse lado da DC, O resultado foi Os Livros da Magia, lançado em 1990, que apresentava o personagem Tim Hunter, um garoto inglês destinado a tornar-se o mago mais poderoso do mundo.

Para decidir se irá ou não aceitar essa posição, o garoto é levado a conhecer o universo da magia, sendo apresentado a cada um de seus aspectos por um personagem diferente da DC, entre eles o mago John Constantine, um dos personagens preferidos de Gaiman.

A série foi ilustrada por quatro artistas - John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson - e foi um sucesso, gerando uma série regular anos depois, trazendo Gaiman como consultor criativo. Uma curiosidade: muita gente alega que Harry Potter foi inspirado em Os Livros da Magia.

The Books of Magic (1990) 2-A
Comic Book by DC
Jan 1991

The Books of Magic (1990) 3-A
Comic Book by DC
Feb 1991

The Books of Magic (1990) 4-A
Comic Book by DC
Mar 1991


Por Maurício Muniz

Fonte: Mundo dos Super-Heróis # 11 - Julho/Agosto de 2008 - Editora Europa.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

EDIOURO LANÇA OBRA DE NEIL GAIMAN

Criaturas da Noite
agosto de 2005
Editora: Ediouro
Licenciador: Dark Horse
Número de páginas: 60
Formato: Americano (17 x 26 cm)

Para os fãs do roteirista inglês Neil Gaiman e de bons quadrinhos vale conferir Criaturas da Noite, lançada pela Ediouro. A edição tem duas histórias publicadas em prosa no livro Fumaça e Espelhos (Via Lettera). Os belos desenhos são de Michael Zulli.

Em O Preço, um gato preto sempre volta ferido para casa e, quando seu dono descobre contra quem o "bichano" está lutando, tem uma terrível surpresa. A Filha das Corujas narra a história de uma menina recém-nascida que, por ter sido abandonada à porta de uma igreja foi considerada amaldiçoada e fechada num convento. Linda, quando completou 16 anos, recebeu a visita de homens da cidade, que não tiveram tempo de se arrepender de seus atos.



Além da qualidade gráfica, merece destaque o trabalho editorial, pelos vários diferenciais em relação à revista original. Frases de autores como Scott McCloud e Allan Sieber sobre Neil Gaiman; prefácio do escritor e dramaturgo Mário Bortolotto; uma caricatura do roteirista assinada pelo ótimo Loredano; a letra da música The Lovecats, do The Cure, e uma citação de Oscar Wilde precedendo cada história; e, na última página, cinco títulos de Gaiman publicados por outras editoras. Um grande serviço ao leitor.

Por Sidney Gusman

WIZARD BRASIL # 24 - Setembro de 2005 - Panini Comics.

domingo, 17 de novembro de 2013

LIVRO DE NEIL GAIMAN BATE HARRY POTTER


O livro Anansi Boys, escrito pelo inglês Neil Gaiman, o criador da versão mais famosa de Sandman, foi lançado em setembro nas livrarias americanas e já conseguiu um feito e tanto: bater o último volume da saga de Harry Potter, Harry Potter and the Half-Blood Prince, figurando no primeiro lugar na lista dos mais vendidos da revista Publishers Weekly.

Já na terceira reimpressão, com cerca de 165 mil cópias, o livro é a primeira obra cômica de Gaiman. "Finalmente escrevi meu livro cômico. Tinha vontade de fazer um desde que escrevi Belas Maldições, com Terry Pratchett", afirmou o autor ao site Sci Fi Wire.

Mas, segundo ele, trata-se também de um suspense, "com uma história de fantasmas e um pouco de horror. Tentei  colocar um pouquinho de tudo nele. E tem um final que faz as pessoas se sentirem bem. Deuses Americanos (a obra anterior de Gaiman, lançada no Brasil pela Conrad, em 2002) conseguiu um monte de coisas, mas um final feliz não foi uma delas".

A trama do livro gira em torno de "Fat Charlie" Nancy, um workaholic (viciado em trabalho) londrino que certo dia recebe a notícia de que seu pai morreu na Flórida, Estados Unidos. Ao chegar para o funeral, porém, descobre dois fatos que alterarão sua vida para sempre.

Primeiro, seu pai era uma das formas humanas do deus africano Anansi; segundo, Nancy tem um irmão, chamado Aranha, que é dotado de algumas características divinas de seu progenitor. E isso é só o começo.

By Marco Moretti

WIZARD BRASIL # 26 - Novembro de 2005 - Panini Comics.

sábado, 9 de novembro de 2013

MIRACLEMAN

Miracleman 17-A
Comic Book by Eclipse
Jun 1990

Em junho de 1990, Gaiman substituiu Alan Moore na revista do herói inglês Miracleman, que era publicada nos Estados Unidos pela editora Eclipse. Gaiman pegou a revista a partir da edição 17, num ponto da trama em que Moore fez o super-herói tomar o controle sobre a Terra e torná-la uma utopia. O roteiro de Gaiman mostrou como viviam as pessoas nessa nova e nem sempre perfeita realidade. Como o forte da série não eram as cenas de ação, mas o desenvolvimento psicológico, as histórias traziam muitos elementos experimentais, em parte, graças à arte de Mark Buckingham. A intenção de Gaiman era ficar na revista, em paralelo a Sandman, mas a Eclipse faliu e a última edição a seu publicada foi a de número 24.

Miracleman 22-A
Comic Book by Eclipse
Aug 1991

Por Maurício Muniz

Fonte: Mundo dos Super-Heróis # 11 - Julho/Agosto de 2008 - Editora Europa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

SANDMAN, A OBRA-PRIMA SOBRE O MUNDO DOS SONHOS

Sandman (1989) 7-A 
Comic Book by Vertigo, Jul 1989

Em janeiro de 1989, Gaiman lançou pela DC uma das séries em quadrinhos mais elogiadas e inovadoras de todos os tempos: Sandman. Originalmente, a intenção do escritor era reviver o super-herói Sandman, criado na Era de Ouro e reformulado nos anos 70 por Jack Kirby e Joe Simon mas, quando apresentou suas ideias, recebeu de Karen Berger instruções para criar um novo personagem que tivesse o mesmo nome. Com isso, Gaiman criou a própria personificação do mundo dos sonhos, que vivia entre seres mitológicos, demônios  divindades, personagens obscuros da DC e meros mortais. Sonho, como é chamado, era uma entidade, parte de uma família chamada Perpétuos, cujos outros membros eram Morte, Desejo, Destino, Desespero e Destruição. A inicial de todos os membros era a letra D, o que se perdia na tradução brasileira com os dois membros mais populares: Morte (Death) e Sonho (Dream).

Sandman (1989) 2-A 
Comic Book by Vertigo, Feb 1989

Em Sandman, Gaiman trabalhou com alguns dos mais interessantes desenhistas da época, entre eles, Bryan Talbot, Charles Vess, Jill Thompson, Jon J. Muth, Kelly Jones, Kent Williams, Kevin Nowlan, Michael Zulli, Marc Hempel, Michael Allred, Matt Wagner, Mike Dringenberg, P. Craig Russell, Sam Kieth e Tony Harris. O visual da revista transitava do estilizado ao rebuscado, mas sempre com desenhos que se encaixavam perfeitamente ao tom da revista, ora assustador, ora humorístico, ora triste, ora reflexivo. As capas de todas as edições foram criadas por Dave McKean e seu fantástico trabalho na série gerou um livro, chamado Capas na Areia, uma coletânea de todas as capas.

Sandman (1989) 75-A
Comic Book by Vertigo, Mar 1996

Referências filosóficas, históricas, religiosas, pop... Havia de tudo nos geniais roteiros de Sandman. Tanto que a série ganhou inúmeros prêmios do mercado de quadrinhos e até alguns de literatura, fato inédito para uma HQ. Ao longo dos oito anos em que foi publicada, Sandman conquistou um número enorme de fãs, chegando a vender mais do que alguns títulos tradicionais da editora, como os do Superman. Coisa inédita para uma revista em quadrinhos, metade de seu público era constituído por mulheres e grande parte de seus leitores não acompanhava outros gibis. A série também foi uma das pedras fundamentais para a criação da linha Vertigo, voltada ao público adulto. Sandman durou 75 edições e foi um verdadeiro marco nos quadrinhos.

Sandman (1989) 72-A
Comic Book by Vertigo, Nov 1995

Fonte: Revista Mundo dos Super-Heróis #11 (Julho/2008) pág. 52

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

PARCERIA COM DAVE McKEAN

Violent Cases

No meio da década de 80, Gaiman conheceu o jovem ilustrador Dave McKean, e ambos se tornaram grandes amigos. Por intermédio de Paul Gravett, editor da revista em quadrinhos Escape, inspirada pelos álbuns franceses, a dupla foi convidada a criar uma série em capítulos de cinco páginas. Porém, durante o processo, criaram uma graphic novel inteira, de 48 páginas. A obra era Violent Cases, uma mistura de ficção e algumas memórias de Gaiman que - por sugestão de McKean - aparecia como o narrador da HQ para contar uma trama que envolvia o legado do gângster Al Capone. Publicada em 1987, originalmente em preto e branco, pela editora Tundra UK em parceria com a Escape, Violent Cases recebeu muitos elogios e chamou a atenção das editoras americanas para a dupla Gaiman/McKean.

Em 1987, os editores da DC Dick Giordano, Karen Berger e Jennete Khan foram a Londres em busca de novos talentos. Além de Grant Morrison e Peter Milligan, os editores conheceram Gaiman e McKean, que propuseram uma HQ do Vingador Fantasma. Como os editores não gostaram da ideia, Gaiman fuçou no baú de sua memória e lembrou da Orquídea Negra, antiga personagem há muito não usada. Em pouco tempo, a dupla estava trabalhando numa minissérie em três edições de luxo, com arte pintada e participações do Monstro do Pântano e Batman. Orquídea Negra foi indicada ao prêmio Squiddy como melhor minissérie de 1989.

Black Orchid 1-A
Comic Book by DC, Nov 1988

A parceria de Gaiman e McKean durou anos, em dezenas de capas e ilustrações. Os dois produziram mais duas graphic novels juntos: a belíssima Signal to Noise, sobre um cineasta com câncer que realiza um filme sobre uma vila européia da Idade Média que acha que o mundo irá acabar no ano 1000; e Mr. Punch, sobre um garoto que encontra estranhos personagens numa cidade à beira-mar.

Signal to Noise


Fonte:
Revista Mundo dos Super-Heróis #11
Julho/2008
pág. 51

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sandman

Sandman (1989) 1-A
Comic Book by Vertigo, Jan 1989


Prefácio para a edição brasileira

Os brasileiros foram os primeiros a descobrir Sandman e o encontraram quase imediatamente. Além disso, desde o início, os editores brasileiros sempre tentaram adicionar alguma coisa especial ou extra ao que as pessoas estavam recebendo. (Eu tenho um pôster brasileiro de Sandman emoldurado ao lado da minha banheira.) Mas, acima de tudo, os leitores brasileiros pareciam responder a Sandman e desfrutar do que eu escrevia com o entusiasmo e o deleite que, para mim, sempre caracterizaram o Brasil.

No Brasil, vi pessoas interpretando o duelo de Morpheus com o demônio Choronzon num palco. (Mais tarde, subi ao mesmo palco para responder a perguntas e, quando terminei, passei pela experiência desconcertante de perceber que toda a audiência avançava em minha direção, enquanto um segurança me pegava e me passava a outro segurança, que me empurrou para a luz do sol e fechou a porta nas minhas costas. O dia continuava como se nada tivesse acontecido, como que por mágica).

Em minha última visita ao país, estive em uma noite de autógrafos - para Sandman: Os Caçadores de Sonhos - à qual compareceram 1.200 pessoas (a livraria pediu aos últimos 500 que fossem embora, mas eles não foram, então distribuí autógrafos a eles também), e fui para a Argentina no dia seguinte, completamente sem voz.

Eu amo o Brasil. Eu amo os brasileiros. Suspeito que uma das razões pelas quais Sandman tem sido tão popular no Brasil ao longo dos anos é que os brasileiros compreendem a confluência - eles entendem que muitas correntes de arte e cultura e de crença podem se unir e criar algo vivo e vital. Sandman sempre teve tudo a ver com confluência. Tudo no que você sempre acreditou é verdade, em Sandman, porque você acreditou. Os sonhos importam.

Os sonhos sempre importam.

Fico feliz que esteja lendo este livro. Espero que goste, que seja o início de uma longa jornada para você e que o torne, ainda que seja só um pouco, diferente de quando você iniciou.

Eu sinto falta da mágica do Brasil, do entusiasmo e da compreensão de seu povo. Então, pense neste livro como uma carta minha para você.

Neil Gaiman


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

GAIMAN, NEIL

O criador de Sandman foi um ávido leitor das revistas de terror da DC Comics quando criança. Mais tarde, passou a escrever sobre quadrinhos. literatura e música para revistas inglesas até que, por influência de Alan Moore, outro quadrinista inglês, começou a trabalhar para a revista em quadrinhos 2000 AD. Uma parceria com o ilustrador Dave McKean abriu as portas do mercado americano para ambos. Depois que a dupla publicou a minissérie Orquídea Negra, veio o convite para Gaiman criar a série Sandman, que durou sete anos e 75 edições, ganhou vários prêmios e alavancou o selo Vertigo de histórias adultas da DC Comics. Depois disso, continuou a escrever edições especiais de Sandman e criou personagens que fariam história como Tim Hunter (Livros da Magia) e Ângela (Spawn). Também trabalhou com heróis já consagrados, como Superman e Lanterna Verde.


Neil Gaiman

Fonte: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 16 (MAIO/JUNHO 2009)


terça-feira, 1 de setembro de 2009

2000 AD E UM EMPURRÃO DE ALAN MOORE





Por volta dos 20 anos de idade, Gaiman começou a trabalhar como jornalista para várias revistas inglesas. Sua função era criar resenhas de livros e quadrinhos, além de entrevistar escritores e músicos. Mesmo provisoriamente distante dos comics, ele continuou interessado no assunto e começou com algumas investidas para entrar no mercado.
Sua primeira experiência em escrever um roteiro de HQ ocorreu quando conheceu o roteirista Alan Moore que, em começo de carreira, vinha alcançando sucesso com seu trabalho na revista inglesa 2000 AD. Moore mostrou a Gaiman como escrever roteiros e deu dicas e sugestões de como melhorá-los. Por influência de Moore, em 1986, Gaiman conseguiu a chance de roteirizar algumas HQs curtas para as edições 488, 489, 536 e 538 da 2000 AD na linha chamada Future Shocks, marcada por finais-surpresa. Também escreveu uma história em prosa, para um anual do personagem mais importante da revista, o Juiz Dredd.
Mais tarde, o escritor diria que o trabalho na 2000 AD não foi uma boa experiência devido à falta de respeito dos editores. Entre outras mancadas, um de seus roteiros foi ilustrado por um italiano que não compreendia o inglês e acabou desenhando coisas que não estavam na história. Para remediar, os editores mudaram o texto de forma que encaixasse com os desenhos e o resultado ficou bem diferente do que Gaiman planejou.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

domingo, 30 de agosto de 2009

FABRICANTE DE SONHOS

Criador

Graças à sua abordagem pouco convencional, Neil Gaiman é dos mais elogiados roteiristas de quadrinhos da atualidade

Por Maurício Muniz



Seus textos misturam terror, magia e até humor na medida certa. Como resultado, nos últimos 20 anos, o inglês Neil Gaiman é um dos quadrinhistas mais cultuados do mundo. Tanto, que seu Sandman talvez seja o personagem mais relevante dos anos 90, período marcado por uma infinidade de trabalhos ruins que quase levaram as grandes editoras à falência. Gaiman foi fino aperitivo nessa década recheada de culinária pobre.
Neil Richard Gaiman nasceu na cidade inglesa de Portchester, em 10 de novembro de 1960. Filho do dono de uma rede de mercados e uma farmacêutica, o garoto teve uma infância normal, na qual uma de suas diversões era ler gibis norte-americanos. Embora gostasse de super-heróis, em sua lista de personagens favoritos sempre contavam heróis pouco convencionais, como Spirit, Monstro do Pântano, Vingador Fantasma e Etrigan, o Demônio. Da mesma forma, suas revistas preferidas eram House of Secrets, House of Mystery e Witching Hour, todos títulos de terror da DC. Não por coincidência, muitos desses personagens e cenários apareceriam na obra de Gaiman ao longo dos anos seguintes.
Numa ocasião quando Gaiman ainda era pré-adolescente, um consultor vocacional passou por sua escola e perguntou ao garoto o que ele queria ser quando crescesse. "Escritor de quadrinhos americanos", respondeu sem demonstrar nenhuma dúvida.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008

segunda-feira, 6 de abril de 2009

ÂNGELA

Anjo caçador com mais de cem mil anos de idade, Ângela foi concebida a partir da união das almas de cinco mulheres que sofreram maus tratos em diferentes épocas. Sexy e mortífera, ela é um dos poucos seres com permissão para caçar Spawns, e se especializou nos hábitos das criaturas. Como todo caçador tem por hábito guardar um troféu de sua presa, Ângela tem uma coleção com os emblemas de suas vítimas; já caçou e matou mais de trinta Spawns, e somente o atual, Al Simons, escapou.

Sua primeira aparição aconteceu em Spawn 9, em novembro de 1993, e seu criador foi o roteirista Neil Gaiman, como parte de um acordo com McFarlane pelos direitos de Miracleman, personagem inglês em posse do desenhista. Esse acordo se transformou numa batalha judicial que se arrastou por anos nos tribunais.

Por Adriano de Paula Macedo, Fransérgio Rodrigues e André Morelli


MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #8 - Janeiro/Fevereiro de 2008 - Editora Europa.