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segunda-feira, 20 de novembro de 2017
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
ATTUMA
Fantastic Four (1961) 33-A
Comic Book by Marvel
Dec 1964
1st appearance of Attuma
Inimigo de Namor e de toda a raça humana, Attuma já enfrentou vários heróis como Homem de Ferro, Quarteto Fantástico e Homem-Aranha. O vilão foi criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1964 em Fantastic Four 33, quando tentou invadir o reino de Atlântida. Alertado por Lady Dorma, a amada de Namor, o Quarteto Fantástico secretamente ajudou o Príncipe Submarino - então um inimigo do grupo - e garantiu sua vitória. Tempos depois, quando Namor abdicou à coroa, Attuma pôs fim a uma guerra civil em Atlântida e tornou-se soberano do reino. Nesse período, comandou uma frustrada invasão à superfície no arco de histórias Ataques Atlantes, lançado em 1989. Assim como o povo de Atlântida, Attuma descende dos Homo mermanus, um ramo da humanidade que evoluiu sob os oceanos.
Por Jota Silvestre
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #18 - Setembro/Outubro de 2009 - Editora Europa.
domingo, 8 de dezembro de 2013
ROMANCES EM QUADRINHOS E FAROESTE CULTUADO
Boy Commandos #11
January 1, 1945
De volta a Nova York, Kirby achou que poderia continuar trabalhando nos títulos na DC, mas as coisas haviam mudado. Não só Boys Commandos deixou de ser um sucesso com o final da guerra, como também os donos da DC estavam menos inclinados a deixar que colaboradores terceirizados criassem conteúdo livremente para a empresa, sem que os editores coordenassem tudo. Kirby não gostou da nova situação. Mas ainda continuou desenhando Boys Commandos - onde ficaria até 1947 -, esperando Simon voltar de seu trabalho no exército e, juntos, foram procurar trabalho na Harvey Comics.
Lá, a dupla criou o super-herói Stuntman, que estreou em título próprio em abril de 1946, e trabalhou em revistas como Black Cat e Captain 3D. Paralelamente, criaram histórias para editoras menores como a Hilman e a Prize, em títulos como Real Clue Crime Stories, Airboy e Headline Comics. E foi na Prize que a carreira da dupla passaria por uma reviravolta.
Ao notar o sucesso dos livros e filmes românticos da época, Simon teve a ideia de criar revistas em quadrinhos que trouxessem casais apaixonados, romances impossíveis, namorados que se traem e todo tipo de contos sobre amores correspondidos ou não. Os amigos prepararam uma proposta e a ofereceram aos donos da Prize, que prontamente se interessaram pela revista. Na verdade, gostaram tanto que Simon e Kirby viram ali a oportunidade de fazer um acordo inédito: desenhariam e escreveriam a revista sem pagamento, mas receberiam 50% dos lucros. O acordo foi fechado.
Young Romance #1
Sept. 1947
Em setembro de 1947, a Prize lançou a primeira edição de Young Romance. Na capa, uma chamada avisava que aquela era uma revista "criada para os leitores adultos de quadrinhos". Ninguém poderia imaginar o sucesso que a publicação faria. Ao que consta, a primeira edição vendeu 92% de sua tiragem inicial, o que levou a Prize não apenas a transformar a revista num lançamento mensal, como também a pedir que Simon e Kirby criassem um segundo título, chamado Young Love. As vendas das duas revistas chegavam a dois milhões de exemplares e logo outros títulos do gênero foram lançados pela editora. Diferentemente de Martin Goodman, a Prize honrou seu acordo e Simon e Kirby ganharam muito dinheiro pela primeira vez em suas vidas. Agora um pai de família com dois filhos, Kirby logo tratou de comprar uma casa em Long Island, Nova York, para sua família.
Young Love #1
Feb, 1949
Em 1950, a dupla de astros dos quadrinhos ainda criou o título Boys' Ranch para a Harvey, sobre um grupo de garotos que tomam conta de um rancho. Com apenas seis edições lançadas, Boys' Ranch é um dos trabalhos mais cultuados de Simon e Kirby.
Por Mauricio Muniz
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #25 - Janeiro/Fevereiro de 2011 - Editora Europa.
VINGADORES NAS HQS
Como cada herói se relaciona no supergrupo da Marvel
Por Eduardo Marchiori e Mauricio Muniz
O líder incontestável
Brilhante estrategista com vasta experiência em combate, o Capitão América (Steve Rogers) foi o herói que mais vezes liderou os Vingadores. Criado por Jack Kirby e Joe Simon em 1941, o Sentinela da Liberdade estreou em revista própria de grande sucesso durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, com o fim do conflito, perdeu leitores e teve seu título cancelado. Só em 1964, quando os super-heróis da Marvel estavam a todo vapor, Kirby e Stan Lee trouxeram o personagem de volta para integrar os Vingadores.
The Avengers (1963) 4-A
Comic Book by Marvel
"Captain America Joins the Avengers"
Isso aconteceu em The Avengers 4, de maio de 1964. Durante uma missão no Atlântico Norte, a equipe formada por Homem de Ferro (Tony Stark), Thor, Gigante (Hank Pym) e Vespa (Janet Van Dyne) encontram o corpo recentemente descongelado de Rogers, que ficara em animação suspensa dentro de um bloco de gelo desde 1945. Em sua missão durante a guerra, o Capitão foi lançado no mar gelado enquanto tentava salvar o amigo Bucky. Os efeitos do soro do supersoldado impediram sua morte e o preservaram durante tantos anos. Perdido e deslocado no mundo moderno, o Capitão América logo se juntou aos Vingadores, tomando o lugar do Hulk, que abandonara o grupo um pouco antes. Logo em sua primeira aventura na equipe, o Capitão América salvou os outros membros de uma alienígena que os transformou em estátuas. Não demorou para que assumisse a liderança do grupo.
The Avengers (1963) 16-A
Comic Book by Marvel
May 1965
"The Old Order Changeth"
Após algumas edições, a formação dos Vingadores mudou. Thor e companhia afastaram-se da equipe por razões pessoais em The Avengers 16 (maio de 1965), e o Capitão América ganhou três novos parceiros: os irmãos mutantes Mercúrio (Pietro Maximoff) e Feiticeira Escarlate (Vanda Maximoff), além do encrenqueiro Gavião Arqueiro (Clint Barton). Os dois primeiros eram ex-membros do grupo radical Irmandade dos Mutantes, enquanto o último já enfrentara o Homem de Ferro e chegou a ser procurado pela polícia. Essa formação ficou conhecida pelo público como "os esquisitos do Capitão" ou até "a quadrilha do Capitão".
Civil War 1-B
Comic Book by Marvel
Jul 2006
O próprio Capitão América afastou-se dos Vingadores em algumas ocasiões ao longo das décadas seguintes, mas sempre voltou ao grupo. Uma de suas fases mais importantes na equipe ocorreu em 2007, durante a Guerra Civil, um conflito que dividiu os heróis do universo Marvel entre os que defendiam os planos do governo para criar um registro de todos os superseres e os que eram contra essa medida. O Capitão liderou uma equipe paralela de Vingadores, que lutava contra as ordens governamentais, até que foi preso pelas autoridades e, posteriormente, assassinado graças a um plano de seu velho inimigo, o Caveira Vermelha. Em memória de seu líder morto, os autodenominados Novos Vingadores continuaram a atuar contra o governo.
Quase dois anos depois, o Capitão América voltou à vida. Obviamente, ele não tinha morrido de verdade, apenas foi lançado em uma viagem no tempo através do tempo. Com o cancelamento dos planos para registrar os super-heróis, Steve Rogers mais uma vez uniu-se a seus companheiros e liderou uma equipe paralela dos Vingadores, que age em missões clandestinas. Nas primeiras aventuras, ele tinha dispensado seu clássico uniforme e combatia sem máscara. Mas, nas HQs publicadas nos Estados Unidos, retornou seu visual clássico.
The Ultimates (2002) 3-A
Comic Book by Marvel
May 2002
"21st Century Boy"
No universo Ultimate, uma realidade paralela em que os personagens da Marvel têm uma mitologia diferente, o Capitão foi encontrado pela SHIELD, após quase sessenta anos congelado. Ele se une ao grupo Os Supremos, que equivale aos Vingadores nesse universo. Sua postura, porém, é mais violenta que a do Capitão convencional, o que é apropriado, já que seu grupo é considerado uma unidade paramilitar.
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #33 - Maio de 2012 - Editora Europa.
Captain America (2013) 14-A
Comic Book by Marvel
Feb 2014
domingo, 1 de dezembro de 2013
A HISTÓRIA SECRETA DA MARVEL COMICS
Fantastic Four (1961) 1-A
Comic Book by Marvel
Nov 1961
ANTES DO HOMEM-ARANHA USAR SUAS TEIAS, AS LENDAS DO MUNDO REAL DOS QUADRINHOS TRABALHAVAM EM SALAS APERTADAS, ENCARANDO DEMISSÕES EM MASSA, AMEAÇAS DE MORTE E O PREÇO AMARGO DA FAMA
Por Jim Arehart
e a equipe da Wizard
O homem de meia-idade entrou em sua pequena sala num edifício de Manhattan segurando uma pilha de contas saídas da caixa de correio e sentou em sua cadeira. O aquecedor assobiava ao seu lado, mas ele estava prestando tanta atenção nisso quanto no sanduíche intocado sobre a prancheta. Passando a mão pelos cabelos finos, fitava o bloco de anotações, sem saber direito o que fazer em seguida. E esse pensamento o deixou profundamente deprimido.
A pilha de contas pesava ainda mais sobre a situação financeira da empresa, que recentemente havia passado por uma crise, com seus concorrentes batendo de todos os lados. Ele havia sido encarregado de reverter esse quadro - mesmo que isso significasse imitar a concorrência - e não sabia se queria tomar parte nisso. Pela primeira vez na vida, sentiu que colocaria em risco uma carreira de 20 anos.
Finalmente, decidiu que não queria terminar dessa maneira. Então, deu voltas e mais voltas na sala apertada, bloco nas mãos, pensando: "O que poderia fazer para salvar meu emprego?"
Bem-vindo ao verão de infortúnios de Stan Lee em 1961.
Em novembro daquele ano, a solução que Lee encontrou foi lançar Fantastic Four 1 (a revista original do Quarteto Fantástico), segundo a visão do artista Jack Kirby. E desde então os quadrinhos nunca mais foram os mesmos.
As incríveis contribuições de Lee - como editor da Marvel durante três décadas, co-criador dos ícones da editora e roteirista de mais de mil edições - ajudaram a catapultar a "Casa de Ideias" para o topo da indústria, embora nem ele, nem seus desenhistas soubessem disso naquela época. A genialidade daquele novo universo veio de histórias que usavam heróis do mundo real com problemas reais e vivendo no mundo real - em Nova York, na maior parte das vezes.
Mas a Big Apple foi também o cenário para outras pessoas com um imenso poder, o de contar histórias fantásticas, de suspense, incríveis! Hoje eles são os gigantes da indústria dos quadrinhos - homens como Jack Kirby, Steve Ditko, John Romita -, mas naquele momento não passavam de desconhecidos lutando para sobreviver.
Portanto, prepare-se, fiel leitor! As lendas vivas estão aqui para recordar as origens da Marvel Comics. É hora de saber por que um simples poster do Homem-Aranha formou uma multidão na Avenida Madison, por que o FBI foi chamado para atender à primeira ameaça de morte feita à editora e por que Stan Lee costumava comer um sanduíche de queijo quente todo dia.
continua...
WIZARD BRASIL #20 - Maio de 2005 - Panini Comics.
domingo, 24 de novembro de 2013
PANTERA NEGRA, UM HERÓI DIFERENTE
Fantastic Four (1961) 52-A
Comic Book by Marvel
Jul 1966
"The Black Panther!"
1st Appearance of the Black Panther.
Em julho de 1966, em Fantastic Four 52, Stan Lee e Jack Kirby deram aos quadrinhos algo que estava faltando: um super-herói negro. Claro, heróis negros já haviam aparecido antes nos quadrinhos, mas em grande parte como parceiros cômicos ou em papéis sem importância. Mas o Pantera Negra era diferente.
O herói era o rei T'challa, soberano da supertecnológica nação africana de Wakanda. A princípio ele pareceu ser um inimigo do Quarteto, mas logo mostrou-se um poderoso aliado. Culto e dono de uma inteligência que quase poderia rivalizar à de Reed Richards, o Pantera Negra apareceu em várias histórias do Quarteto ao longo dos anos, tornou-se membro dos Vingadores e, como era praxe, ganhou algumas tentativas de séries próprias.
Por Maurício Muniz
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #14 - Janeiro/Fevereiro de 2009 - Editora Europa.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
CAPITÃO AMÉRICA
Capa da segunda edição da revista
Em 20 de dezembro de 1940 (mas com data de março de 1941) chegou às bancas dos Estados Unidos o primeiro gibi do Capitão América. A revista era publicada pela editora Timely - nome da Marvel Comics na época - e, ao contrário de outros gibis da empresa, Capitão não era criado por um estúdio terceirizado. Sua criação era responsabilidade de Joe Simon e Jack Kirby, ambos judeus e funcionários da própria Timely.
"O Capitão América foi criado para uma época que necessitava de figuras nobres", declarou Kirby certa vez. "A gente ainda não estava em guerra, mas todo mundo sabia que era viria. Foi por isso que o Capitão América nasceu: a América precisava de um superpatriota", explicou.
O Capitão simbolizava o sonho americano. Mas, ao contrário do que Kirby deu a entender, o herói não foi o primeiro personagem de quadrinhos com o uniforme baseado na bandeira dos Estados Unidos. Publicado pela editora MLJ (hoje Archie), o Escudo, de Irv Novick e Harry Shorten, tinha a data de janeiro de 1940 na capa.
Na trama de Capitão América, Steve Rogers é recusado pelo Exército por ser muito franzino. Mas o rapaz acaba colaborando com o projeto do governo, liderado pelo Professor Reinstein, de criar quimicamente o primeiro supersoldado. Recebendo uma injeção experimental do genial cientista, Rogers ganha, como num passe de mágica, o físico de um super-homem. Com o sucesso da experiência, Reinstein - também chamado de Erskine no decorrer da série - planeja um exército de superagentes cujas habilidades mental e física levaria terror a espiões e sabotadores que infestavam o país. Porém, um agente da Gestapo infiltrado no laboratório atira no cientista, acabando com o projeto. Rogers liquida o velhaco e constata que é o único beneficiado do projeto. Adotando a identidade de Capitão América, ele se lança numa cruzada contra os nazistas.
O inimigo mais recorrente na série era o Caveira Vermelha, um macabro nazista cujo símbolo era sua máscara escarlate em forma de crânio. Mais tarde, revelou-se que o Caveira era uma espécie de agente particular de Hiltler, que obedecia às suas ordens diretas.
A galeria de vilões era meio surrealista, como praxe nas HQs do Capitão na época, que bebia naqueles filmes de terros dos anos 30. Ele enfrentava tipos como zumbis orientais, corcundas, cães fantasmas, bruxas, homens de cera e outros de arrepiar - em comum, eles eram, na maioria, agentes a serviço de Hitler. Este, por sua vez, era retratado da forma mais caricata possível, inclusive em situações cômicas: saindo da sauna enrolado numa toalhinha que deixava à mostra suas pernas finas e tortas, caindo como otário em trotes telefônicos dos heróis, se escondendo de medo debaixo da mesa de seu bunker... Mas o Capitão não sacaneava apenas Hitler: Benito Mussolini e Hirohito também eram ridicularizados, como em Capitan America Comics 28, de 1942.
"O Capitão América foi criado para uma época que necessitava de figuras nobres", declarou Kirby certa vez. "A gente ainda não estava em guerra, mas todo mundo sabia que era viria. Foi por isso que o Capitão América nasceu: a América precisava de um superpatriota", explicou.
O Capitão simbolizava o sonho americano. Mas, ao contrário do que Kirby deu a entender, o herói não foi o primeiro personagem de quadrinhos com o uniforme baseado na bandeira dos Estados Unidos. Publicado pela editora MLJ (hoje Archie), o Escudo, de Irv Novick e Harry Shorten, tinha a data de janeiro de 1940 na capa.
Na trama de Capitão América, Steve Rogers é recusado pelo Exército por ser muito franzino. Mas o rapaz acaba colaborando com o projeto do governo, liderado pelo Professor Reinstein, de criar quimicamente o primeiro supersoldado. Recebendo uma injeção experimental do genial cientista, Rogers ganha, como num passe de mágica, o físico de um super-homem. Com o sucesso da experiência, Reinstein - também chamado de Erskine no decorrer da série - planeja um exército de superagentes cujas habilidades mental e física levaria terror a espiões e sabotadores que infestavam o país. Porém, um agente da Gestapo infiltrado no laboratório atira no cientista, acabando com o projeto. Rogers liquida o velhaco e constata que é o único beneficiado do projeto. Adotando a identidade de Capitão América, ele se lança numa cruzada contra os nazistas.
O inimigo mais recorrente na série era o Caveira Vermelha, um macabro nazista cujo símbolo era sua máscara escarlate em forma de crânio. Mais tarde, revelou-se que o Caveira era uma espécie de agente particular de Hiltler, que obedecia às suas ordens diretas.
A galeria de vilões era meio surrealista, como praxe nas HQs do Capitão na época, que bebia naqueles filmes de terros dos anos 30. Ele enfrentava tipos como zumbis orientais, corcundas, cães fantasmas, bruxas, homens de cera e outros de arrepiar - em comum, eles eram, na maioria, agentes a serviço de Hitler. Este, por sua vez, era retratado da forma mais caricata possível, inclusive em situações cômicas: saindo da sauna enrolado numa toalhinha que deixava à mostra suas pernas finas e tortas, caindo como otário em trotes telefônicos dos heróis, se escondendo de medo debaixo da mesa de seu bunker... Mas o Capitão não sacaneava apenas Hitler: Benito Mussolini e Hirohito também eram ridicularizados, como em Capitan America Comics 28, de 1942.
Capitan America Comics 28
Mundo dos Super-Heróis 22
Editora Europa
julho/agosto 2010
págs. 14-15
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Jack Kirby vai à Guerra

Casado há pouco mais de um ano e vivendo certo sucesso na DC, Kirby foi convocado para lutar na Europa. Após o treinamento, desembarcou na Normandia em 1944. O desenhista odiou a disciplina militar e não via a hora de voltar para casa. Como a guerra já se encaminhava para o fim, não se envolveu em muitos combates. Mas passou apuros quando seu comandante descobriu que ele sabia desenhar e o escolheu como batedor para ir às regiões ocupadas criar mapas antes das tropas seguirem adiante. Anos mais tarde, Kirby diria que essas missões solitárias, com grandes chances de encontrar o inimigo, foram as únicas ocasiões de sua vida em que se arrependeu de ser desenhista.
Curiosamente, enquanto Kirby estava no front, dezenas de revistas saíam com seus créditos e os de Joe Simon. Não apenas pelo material que tinha adiantado, mas porque também deixaram instruções precisas sobre os rumos das HQs. A DC chegou a colocar vários desenhistas imitando o estilo de Kirby para produzir as aventuras dos Boys Commandos. Todas as histórias eram assinadas como Simon e Kirby.
Após alguns meses dormindo ao relento e em meio à neve e lama, Kirby sofreu de congelamento nas pernas e foi mandado para um hospital na Inglaterra. Os médicos pensaram em amputar suas pernas, mas ele reagiu bem ao medicamentos e o perigo passou. Em julho de 1945, Kirby deu baixa no exército e finalmente pôde voltar para casa.
Curiosamente, enquanto Kirby estava no front, dezenas de revistas saíam com seus créditos e os de Joe Simon. Não apenas pelo material que tinha adiantado, mas porque também deixaram instruções precisas sobre os rumos das HQs. A DC chegou a colocar vários desenhistas imitando o estilo de Kirby para produzir as aventuras dos Boys Commandos. Todas as histórias eram assinadas como Simon e Kirby.
Após alguns meses dormindo ao relento e em meio à neve e lama, Kirby sofreu de congelamento nas pernas e foi mandado para um hospital na Inglaterra. Os médicos pensaram em amputar suas pernas, mas ele reagiu bem ao medicamentos e o perigo passou. Em julho de 1945, Kirby deu baixa no exército e finalmente pôde voltar para casa.
Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 25 - Janeiro/fevereiro de 2011
pág. 26
domingo, 18 de setembro de 2011
Grande sucesso na DC
Primeiros passos
Fonte:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 25
JANEIRO/FEVEREIRO 2011
Pág. 26
Jack Kirby não teve um início de carreira dos mais fáceis. Mesmo assim, logo se destacou no mercado de gibis
Por Maurício Muniz
Em março de 1942, surgiu o primeiro trabalho de Simon e Kirby para a DC, na época a mais importante editora de HQs nos Estados Unidos. De olho no sucesso do Capitão América, Jack Liebowitz, o dono da DC, cortejou a dupla quando ela ainda estava na Timely, até os jovens aceitarem o convite.
O trabalho de estreia saiu na revista Adventure Comics 72. Era uma reformulação do herói Sandman, que se tornou mais parecido com os personagens da época, de malha apertada e máscara. Sandman alcançou popularidade e Simon e Kirby fizeram suas histórias para outras revistas, como Detective Comics e World's Finest Comics. Na edição 73 de Adventure Comics, de 1942, a dupla apresentou a série Manhunter, com um caçador de animais que tem uniforme vermelho e combate o crime. Já em Star Spangled Comics 7, surgiram os vendedores de jornais da Newboy Legion e o herói que sempre os tirava de encrencas: o Guardião - ele também tinha um escudo e, anos mais tarde, se tornaria importante nas histórias do Superman.
Mas o maior sucesso da dupla na DC foi Boys Commandos, sobre um grupo de garotos órfãos que luta em várias frentes da 2a. Guerra Mundial, sob o comando do Capitão Rip Carter. O grupo estreou na edição 64 de Detective Comics, em 1942 e, devido à grande aceitação, ganhou série própria no final daquele ano. Boys Commandos passou a vender mais de um milhão de cópias mensalmente e tornou-se o terceiro maior sucesso da DC, perdendo apenas para Superman e Batman. Temendo que Kirby e Simon fossem convocados para a guerra e interrompesem a produção da série, Jack Liebowitz insistia para Kirby desenhar, no mínimo, cinco páginas por dia, a fim de ter bastante material caso o artista tivesse que viajar à Europa para lutar contra os nazistas. E foi exatamente o que aconteceu. Em 1943, Jack Kirby foi convocado para o exército.
O trabalho de estreia saiu na revista Adventure Comics 72. Era uma reformulação do herói Sandman, que se tornou mais parecido com os personagens da época, de malha apertada e máscara. Sandman alcançou popularidade e Simon e Kirby fizeram suas histórias para outras revistas, como Detective Comics e World's Finest Comics. Na edição 73 de Adventure Comics, de 1942, a dupla apresentou a série Manhunter, com um caçador de animais que tem uniforme vermelho e combate o crime. Já em Star Spangled Comics 7, surgiram os vendedores de jornais da Newboy Legion e o herói que sempre os tirava de encrencas: o Guardião - ele também tinha um escudo e, anos mais tarde, se tornaria importante nas histórias do Superman.
Mas o maior sucesso da dupla na DC foi Boys Commandos, sobre um grupo de garotos órfãos que luta em várias frentes da 2a. Guerra Mundial, sob o comando do Capitão Rip Carter. O grupo estreou na edição 64 de Detective Comics, em 1942 e, devido à grande aceitação, ganhou série própria no final daquele ano. Boys Commandos passou a vender mais de um milhão de cópias mensalmente e tornou-se o terceiro maior sucesso da DC, perdendo apenas para Superman e Batman. Temendo que Kirby e Simon fossem convocados para a guerra e interrompesem a produção da série, Jack Liebowitz insistia para Kirby desenhar, no mínimo, cinco páginas por dia, a fim de ter bastante material caso o artista tivesse que viajar à Europa para lutar contra os nazistas. E foi exatamente o que aconteceu. Em 1943, Jack Kirby foi convocado para o exército.
Fonte:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 25
JANEIRO/FEVEREIRO 2011
Pág. 26
Veja também:
O NOME QUE VIROU LENDA (STAN LEE)
domingo, 6 de março de 2011
Surge o Capitão América
Primeiros passos
Fonte:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 25
JANEIRO/FEVEREIRO 2011
Pág. 25
Jack Kirby não teve um início de carreira dos mais fáceis. Mesmo assim, logo se destacou no mercado de gibis
Por Maurício Muniz
Em 1940, tanto Simon quanto Kirby deixaram o estúdio Fox e começaram a prestar serviços para Martin Goodman, editor de pulps e dono da Timely Comics - que mais tarde mudaria o nome para Marvel Comics. Na época, a 2a. Guerra Mundial já castigava a Europa e os Estados Unidos estavam prestes a unir-se ao confronto. Baseados nisso, Kirby e Simon decidiram criar para a Timely um super-herói patriótico que representasse a luta contra as forças opressoras do Eixo, formado por Alemanha, Japão e Itália. Inspirada no Escudo, outro herói dos quadrinhos na época, a dupla de artistas criou o Capitão América. Na trama da HQ, o jovem e franzino Steve Rogers participa de um experimento científico e ganha um corpo atlético e perfeito. Assim, vira um supersoldado para combater os nazistas. A ideia era muito boa e criava identificação com os leitores normais e franzinos que curtiam quadrinhos.
Empolgado com o personagem - que imaginava poder tornar-se um sucesso tão grande quando o Superman - Martin Goodman fez um acordo inédito com Simon e Kirby, oferecendo aos dois um emprego fixo e mais 15% dos lucros pelas vendas. Dessa forma, em março de 1941, surgiu a revista do Captain America Comics.
Fato raro para a época, o personagem já estreou em sua própria revista, tal era a confiança de Goodman. E ele estava certo: depois de dois números, o título começou a vender cerca de um milhão de exemplares por mês. Com seu traço dinâmico, Jack Kirby tornou-se o desenhista mais imitado pelos jovens artistas norte-americanos.
Kirby e Simon trabalharam em outros títulos da Timely, com All Winners Comics e Young Allies que, muitas vezes trazia também o Capitão América ou outros heróis relacionados, como seu parceiro Bucky. Porém, ao que consta, Goodman não pagou tudo o que prometera em seu acordo e, no início de 1942, após muitas brigas com o editor, a dupla abandonou a Timely e seu personagem patriótico.
Empolgado com o personagem - que imaginava poder tornar-se um sucesso tão grande quando o Superman - Martin Goodman fez um acordo inédito com Simon e Kirby, oferecendo aos dois um emprego fixo e mais 15% dos lucros pelas vendas. Dessa forma, em março de 1941, surgiu a revista do Captain America Comics.
Fato raro para a época, o personagem já estreou em sua própria revista, tal era a confiança de Goodman. E ele estava certo: depois de dois números, o título começou a vender cerca de um milhão de exemplares por mês. Com seu traço dinâmico, Jack Kirby tornou-se o desenhista mais imitado pelos jovens artistas norte-americanos.
Kirby e Simon trabalharam em outros títulos da Timely, com All Winners Comics e Young Allies que, muitas vezes trazia também o Capitão América ou outros heróis relacionados, como seu parceiro Bucky. Porém, ao que consta, Goodman não pagou tudo o que prometera em seu acordo e, no início de 1942, após muitas brigas com o editor, a dupla abandonou a Timely e seu personagem patriótico.
Fonte:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 25
JANEIRO/FEVEREIRO 2011
Pág. 25
Veja também:
O NOME QUE VIROU LENDA (STAN LEE)
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Sonho de virar desenhista
Primeiros passos
Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 25 - Janeiro/fevereiro de 2011
pág. 24
Jack Kirby não teve um início de carreira dos mais fáceis. Mesmo assim, logo se destacou no mercado de gibis
Por Maurício Muniz
Filho de um casal de imigrantes judeus vindos da Áustria, o menino Jacob Kurtzberg (nome real de Kirby) nasceu em 28 de agosto de 1917 em Nova York. Durante a infância e adolescência, Jacob morou no baixo East Side, um bairro pobre e barra-pesada.
Para escapar da dura realidade à sua volta e das constantes brigas com gangues da região - que, anos mais tarde, inspirariam as cenas de ação que criou para o Capitão América e tantas outras HQs -, o garoto passou a se interessar por algumas das fontes de diversão mais baratas da época: os pulps e as tiras de jornais com quadrinhos.
Como sempre gostou de desenhar, Jacob passou a copiar trabalhos de seus ídolos Alex Raymond (Flash Gordon), Hal Foster (Príncipe Valente) e Milton Canniff (Terry e os Piratas). Em 1932, entrou para um clube de jovens e começou a desenhar uma série em quadrinhos chamada Kurtzberg Konceptions, publicada no jornal mimeografado da entidade. Com o tempo, seu trabalho alcançou um nível quase profissional e o rapaz achou que era a hora de procurar emprego como desenhista.
Para escapar da dura realidade à sua volta e das constantes brigas com gangues da região - que, anos mais tarde, inspirariam as cenas de ação que criou para o Capitão América e tantas outras HQs -, o garoto passou a se interessar por algumas das fontes de diversão mais baratas da época: os pulps e as tiras de jornais com quadrinhos.
Como sempre gostou de desenhar, Jacob passou a copiar trabalhos de seus ídolos Alex Raymond (Flash Gordon), Hal Foster (Príncipe Valente) e Milton Canniff (Terry e os Piratas). Em 1932, entrou para um clube de jovens e começou a desenhar uma série em quadrinhos chamada Kurtzberg Konceptions, publicada no jornal mimeografado da entidade. Com o tempo, seu trabalho alcançou um nível quase profissional e o rapaz achou que era a hora de procurar emprego como desenhista.
Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 25 - Janeiro/fevereiro de 2011
pág. 24
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
NASCE UMA LENDA
DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40
Criado para inspirar os americanos durante a 2a. Guerra, o Capitão se tornou o mais famoso dos heróis patrióticos
Por Antônio Luiz Ribeiro
O COMEÇO DE TUDO
Em dezembro de 1940 (mas com data de março de 1941) chegou às bancas a primeira revista do Capitão América. Ao contrário de seus antecessores (Superman, Batman e Capitão Marvel), ele estreou em revista própria - na época, os personagens eram lançados em títulos experimentais e só ganhavam um título solo quando caíam no gosto do público.
Captain America Comics era publicado pela Timely (nome da Marvel na época) e, ao contrário de outros títulos da editora - Príncipe Submarino e Tocha Humana, produzidos pelo estúdio Funnies - era inteiramente feito dentro da Timely, por Joe Simon e Jack Kirby.
"A gente não estava na guerra ainda, mas todo mundo sabia que ela viria. Foi por isso que o Capitão América nasceu. A América precisava de um superpatriota", declarou certa vez Jack Kirby.
Mas o personagem não foi o primeiro super-herói de quadrinhos com o uniforme baseado na bandeira americana. Esse título pertence ao Escudo, um herói criado pela editora MLJ, cuja primeira edição traz na capa a data de janeiro de 1940. Kirby, porém, afirmava que sua criação era melhor: "Tire a bandeira e ele fica bom mesmo assim. Nós demos a ela uma camiseta de cotton e um escudo, como um cavaleiro cruzado moderno. As asas no elmo eram de Mercúrio. O Capitão América simbolizava o sonho americano".
FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009
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