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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

OUTROS CAPITÃES AMÉRICA

Essas HQs dos anos 1950 futuramente criaram um problema na cronologia adotada pela Marvel, que havia estabelecido que o Capitão saiu da ativa em 1945. Para explicar as histórias dessa fase, os escritores criaram retcons - fatos extras no passado de um personagem - para mostrar que inúmeras pessoas assumiram a identidade do Capitão América após seu desaparecimento dias antes do final da Segunda Guerra.

Patriota (Jeffrey Mace)
Imagem: www.marvel616.com

Na trama, a pedido do presidente Truman, um segundo homem usou o uniforme do Capitão em 1945: era William Naslund, herói conhecido como Espírito de 76. A ideia era manter o moral do exército, que poderia ficar abatido ao saber da morte do Capitão América original. Naslund desempenhou bem sua tarefa mas morreu em 1946, combatendo o robô Adam II. O terceiro Capitão foi o herói Jeffrey Mace, anteriormente conhecido como Patriota. Ele agiu até 1949, quando se aposentou como super-herói. Mace morreu de câncer alguns anos atrás.

O quarto Capitão América - aquele que agiu durante os anos 1950 - foi um professor anônimo, que era tão fã do Capitão que descobriu sua identidade e fez operações plásticas para ficar parecido com Steve Rogers. Ele conseguiu uma versão do Soro do Supersoldado criada pelos nazistas e até arranjou um garoto, Jack Monroe, para agir como Bucky. Mas esse Capitão não sabia do segundo ingrediente do Soro: os Raios Vita. O uso do Soro sozinho transformou esse Capitão em um paranoico, mantido em animação suspensa pelo governo. Recentemente, ele foi descongelado pelo Caveira Vermelha e combateu o Capitão América atual, James Barnes.

Por Antônio Santos

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #17 -  Julho/Agosto de 2009 - Editora Europa.

domingo, 8 de dezembro de 2013

VINGADORES NAS HQS

Como cada herói se relaciona no supergrupo da Marvel

Por Eduardo Marchiori e Mauricio Muniz

O líder incontestável

Brilhante estrategista com vasta experiência em combate, o Capitão América (Steve Rogers) foi o herói que mais vezes liderou os Vingadores. Criado por Jack Kirby e Joe Simon em 1941, o Sentinela da Liberdade estreou em revista própria de grande sucesso durante a Segunda Guerra Mundial. Mas, com o fim do conflito, perdeu leitores e teve seu título cancelado. Só em 1964, quando os super-heróis da Marvel estavam a todo vapor, Kirby e Stan Lee trouxeram o personagem de volta para integrar os Vingadores.

The Avengers (1963) 4-A
Comic Book by Marvel
"Captain America Joins the Avengers"

Isso aconteceu em The Avengers 4, de maio de 1964. Durante uma missão no Atlântico Norte, a equipe formada por Homem de Ferro (Tony Stark), Thor, Gigante (Hank Pym) e Vespa (Janet Van Dyne) encontram o corpo recentemente descongelado de Rogers, que ficara em animação suspensa dentro de um bloco de gelo desde 1945. Em sua missão durante a guerra, o Capitão foi lançado no mar gelado enquanto tentava salvar o amigo Bucky. Os efeitos do soro do supersoldado impediram sua morte e o preservaram durante tantos anos. Perdido e deslocado no mundo moderno, o Capitão América logo se juntou aos Vingadores, tomando o lugar do Hulk, que abandonara o grupo um pouco antes. Logo em sua primeira aventura na equipe, o Capitão América salvou os outros membros de uma alienígena que os transformou em estátuas. Não demorou para que assumisse a liderança do grupo.

The Avengers (1963) 16-A
Comic Book by Marvel
May 1965
"The Old Order Changeth"

Após algumas edições, a formação dos Vingadores mudou. Thor e companhia afastaram-se da equipe por razões pessoais em The Avengers 16 (maio de 1965), e o Capitão América ganhou três novos parceiros: os irmãos mutantes Mercúrio (Pietro Maximoff) e Feiticeira Escarlate (Vanda Maximoff), além do encrenqueiro Gavião Arqueiro (Clint Barton). Os dois primeiros eram ex-membros do grupo radical Irmandade dos Mutantes, enquanto o último já enfrentara o Homem de Ferro e chegou a ser procurado pela polícia. Essa formação ficou conhecida pelo público como "os esquisitos do Capitão" ou até "a quadrilha do Capitão".

Civil War 1-B
Comic Book by Marvel
Jul 2006

O próprio Capitão América afastou-se dos Vingadores em algumas ocasiões ao longo das décadas seguintes, mas sempre voltou ao grupo. Uma de suas fases mais importantes na equipe ocorreu em 2007, durante a Guerra Civil, um conflito que dividiu os heróis do universo Marvel entre os que defendiam os planos do governo para criar um registro de todos os superseres e os que eram contra essa medida. O Capitão liderou uma equipe paralela de Vingadores, que lutava contra as ordens governamentais, até que foi preso pelas autoridades e, posteriormente, assassinado graças a um plano de seu velho inimigo, o Caveira Vermelha. Em memória de seu líder morto, os autodenominados Novos Vingadores continuaram a atuar contra o governo.

Quase dois anos depois, o Capitão América voltou à vida. Obviamente, ele não tinha morrido de verdade, apenas foi lançado em uma viagem no tempo através do tempo. Com o cancelamento dos planos para registrar os super-heróis, Steve Rogers mais uma vez uniu-se a seus companheiros e liderou uma equipe paralela dos Vingadores, que age em missões clandestinas. Nas primeiras aventuras, ele tinha dispensado seu clássico uniforme e combatia sem máscara. Mas, nas HQs publicadas nos Estados Unidos, retornou seu visual clássico.

The Ultimates (2002) 3-A
Comic Book by Marvel
May 2002
"21st Century Boy"

No universo Ultimate, uma realidade paralela em que os personagens da Marvel têm uma mitologia diferente, o Capitão foi encontrado pela SHIELD, após quase sessenta anos congelado. Ele se une ao grupo Os Supremos, que equivale aos Vingadores nesse universo. Sua postura, porém, é mais violenta que a do Capitão convencional, o que é apropriado, já que seu grupo é considerado uma unidade paramilitar.

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #33 - Maio de 2012 - Editora Europa.

Captain America (2013) 14-A
Comic Book by Marvel
Feb 2014

domingo, 3 de novembro de 2013

O QUE ACONTECERIA SE O CAPITÃO AMÉRICA TIVESSE SIDO REVIVIDO HOJE?

(What If vol. 1 # 44; no Brasil, Almanaque do Capitão América # 66, Abril)

What If? 44-A
Comic Book by Marvel
Apr 1984

"What If ... Captain America Were Revived Today?"
Cover Art by Bill Sienkiewicz

Equipe de criação: Peter B. Gillis (roteiro) e Sal Buscema (desenhos)

A história: Wolverine e Homem-Aranha podem ter mais popularidade, mas o Capitão América é o coração do Universo Marvel - e esta aventura alternativa prova isso.

Tomando como ponto de partida a revista americana Avengers vol. 1 # 4 (no Brasil, Os Vingadores 2, Bloch, Almanaque do Capitão América # 64 e Origens dos Super-Heróis Marvel # 1, Abril), a trama começa com Namor mudando seu curso sobre os mares árticos ao tentar se esquivar do Gigante, Homem de Ferro, Thor e Vespa, e assim jamais descobrindo o Capitão América aprisionado em animação suspensa próximo à calota polar.

Em vez disso, ele permanece no gelo, e os Vingadores - que nunca foram liderados pelo Sentinela da Liberdade, nem se beneficiaram de sua experiência - se desfazem depois de alguns meses. Os anos passam até que um misterioso zelador (sério!) liberta os substitutos do Capitão e de Bucky dos anos 50 (aprisionados por serem mentalmente instáveis) da animação suspensa, enquanto o verdadeiro herói continuava virando picolé.

O novo Capitão e seu parceiro passam a servir a uma facção ultradireitista e neoconservadora do governo que discrimina minorias, usa os militares para manter Nova Iorque sob controle e obriga todos os cidadãos americanos a usarem carteiras de identidade fornecidas pelo Estado para melhor controlá-los. Naturalmente, uma convulsão social toma conta do país e as minorias se revoltam.

O governo reage silenciando os jornais e confinando o Harlem (bairro negro de Nova Iorque) dentro de um enorme muro de pedra. Nesse momento, o verdadeiro Capitão América é encontrado por um submarino americano e é revivido.

Com seu amado país mais parecendo a Alemanha nazista que combateu na Segunda Guerra Mundial, o Capitão América se une a um bando de heróis (incluindo um Homem-Aranha guerrilheiro e Nick Fury) para dar fim ao plano maluco dos líderes do governo de implantar uma monarquia.

Mas o que temos quando misturamos dois Vingadores estrelados com uma visão disparatada do que a América poderia ser? Exatamente: o Capitão América em ação!

By Mike Cotton

Fonte: Wizard Brasil - Ano 2 - Número 17 - Panini Comics

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CAPITÃO AMÉRICA

Capa da segunda edição da revista

Em 20 de dezembro de 1940 (mas com data de março de 1941) chegou às bancas dos Estados Unidos o primeiro gibi do Capitão América. A revista era publicada pela editora Timely - nome da Marvel Comics na época - e, ao contrário de outros gibis da empresa, Capitão não era criado por um estúdio terceirizado. Sua criação era responsabilidade de Joe Simon e Jack Kirby, ambos judeus e funcionários da própria Timely.

"O Capitão América foi criado para uma época que necessitava de figuras nobres", declarou Kirby certa vez. "A gente ainda não estava em guerra, mas todo mundo sabia que era viria. Foi por isso que o Capitão América nasceu: a América precisava de um superpatriota", explicou.

O Capitão simbolizava o sonho americano. Mas, ao contrário do que Kirby deu a entender, o herói não foi o primeiro personagem de quadrinhos com o uniforme baseado na bandeira dos Estados Unidos. Publicado pela editora MLJ (hoje Archie), o Escudo, de Irv Novick e Harry Shorten, tinha a data de janeiro de 1940 na capa.

Na trama de Capitão América, Steve Rogers é recusado pelo Exército por ser muito franzino. Mas o rapaz acaba colaborando com o projeto do governo, liderado pelo Professor Reinstein, de criar quimicamente o primeiro supersoldado. Recebendo uma injeção experimental do genial cientista, Rogers ganha, como num passe de mágica, o físico de um super-homem. Com o sucesso da experiência, Reinstein - também chamado de Erskine no decorrer da série - planeja um exército de superagentes cujas habilidades mental e física levaria terror a espiões e sabotadores que infestavam o país. Porém, um agente da Gestapo infiltrado no laboratório atira no cientista, acabando com o projeto. Rogers liquida o velhaco e constata que é o único beneficiado do projeto. Adotando a identidade de Capitão América, ele se lança numa cruzada contra os nazistas.

O inimigo mais recorrente na série era o Caveira Vermelha, um macabro nazista cujo símbolo era sua máscara escarlate em forma de crânio. Mais tarde, revelou-se que o Caveira era uma espécie de agente particular de Hiltler, que obedecia às suas ordens diretas.

A galeria de vilões era meio surrealista, como praxe nas HQs do Capitão na época, que bebia naqueles filmes de terros dos anos 30. Ele enfrentava tipos como zumbis orientais, corcundas, cães fantasmas, bruxas, homens de cera e outros de arrepiar - em comum, eles eram, na maioria, agentes a serviço de Hitler. Este, por sua vez, era retratado da forma mais caricata possível, inclusive em situações cômicas: saindo da sauna enrolado numa toalhinha que deixava à mostra suas pernas finas e tortas, caindo como otário em trotes telefônicos dos heróis, se escondendo de medo debaixo da mesa de seu bunker... Mas o Capitão não sacaneava apenas Hitler: Benito Mussolini e Hirohito também eram ridicularizados, como em Capitan America Comics 28, de 1942.

Capitan America Comics 28

Mundo dos Super-Heróis 22
Editora Europa
julho/agosto 2010
págs. 14-15

quinta-feira, 5 de maio de 2011

QUEM SÃO OS SUPER-HERÓIS

Capitão América

Surgiu durante a Segunda Grande Guerra. Sua identidade normal é Steve Rogers, soldado que descobriu um fantástico amálgama com o qual construiu um formidável escudo, indestrutível, leve, magnìficamente equilibrado, que pode ser usado como elemento de defesa e poderoso agente destruidor por suas mãos hábeis.

De posse dêsse escudo, Steve Rogers se transforma no fabuloso Capitão América, perfeito campeão olímpico de decatlo moderno! A guerra estava por terminar, quando, na Groenlândia, Capitão América foi vítima de cruel ataque e atirado às águas geladas do mar. Assim, ficou aprisionado num "iceberg", que só se descongelaria 20 anos após, e, portanto, em nossa época. É nesse ponto que começam suas aventuras na televisão. Nós, da EBAL, lançaremos em nossa revista as aventuras do Capitão América durante a II Grande Guerra.

Captain America (1968) 103-A
Comic Book by Marvel, Jul 1968

Nos filmes para televisão, Capitão América, depois de hibernar por 20 anos, volta a viver com a mesma aparência e vitalidade que antes. Nosso herói sente-se deslocado em nossa época, pois nada lhe pertence! Mora com Tony Stark, que veio a ser seu amigo, e, por coincidência, é o Homem de Ferro. Recorda nostàlgicamente seu passado de lutas e glória, o amor que perdeu quando Paris foi tomada por nazistas, e seu superinimigo, o Caveira! Apesar de tôda esta nostalgia, continua lutando contra o mal. Seu companheiro de lutas é o jovem Buck Barnes, mais conhecido como Bucky. A seu lado, também lutam Os Vingadores, grupo de super-heróis composto de Feiticeira Escarlate, Prateado (Mercúrio) e Falcão.

Em sua árdua luta contra o crime, Capitão América enfrentará Caveira, Zèmo, Cavaleiro Negro, Homem Radioativo, Magma, Batroc, Sandro, Touro, Comissar, Sin-Cong, Adaptóide, Encantor, Espadachim, Energéticon e Mandarim. E tudo isso, graças à sua amizade ao Homem de Ferro.

Tendo que enfrentar uma "barra pesada" como essa, vocês já imaginam que Capitão América não terá muito tempo para nostalgia.

Fonte: DOIS SUPER HERÓIS SHELL HOMEM DE FERRO E CAPITÃO AMÉRICA NR. ZERO
EBAL
Pág. 2

sexta-feira, 15 de abril de 2011

NAS MÃOS DE STAN LEE E JOHN ROMITA

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 50

Os anos 1950 foram marcados por um retorno do Capitão que não deu certo

Por Antônio Santos

Western Outlaws 1
Feb. 1, 1954

Uma curiosidade sobre as aventuras do Capitão nos anos 1950 é a equipe lendária que produzia as HQs. Stan Lee e John Romita, então jovens artistas, assumiram a missão de narrar as histórias do Sentinela da Liberdade contra os russos. Stan já era veterano na editora, assumindo a posição de editor e de roteirista. Já Romita era um novato que havia recém-publicado seu primeiro trabalho para a Atlas, em Western Outlaws 1 (1954). As novas HQs do Capitão América duraram menos de um ano, entre 1953 e 1954 e saíram em Young Men 24 a 28 e em Captain America 76 a 78. Como essa tentativa não gerou lucros, a Atlas se manteve afastada do gênero pelo resto da década. Uma curiosidade: Romita também foi o desenhista do primeiro protagonista negro da Marvel. Waku, o Rei dos Bantu, uma espécie de protótipo do Pantera Negra, que teve suas aventuras lançadas na antologia Jungle Comics (1954).

Young Men 28
June 1, 1954


Captain America 76
May 1, 1954


FONTE:

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009

Pág. 29

Veja também:
NOVA TENTATIVA

domingo, 20 de fevereiro de 2011

NOVA TENTATIVA

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 50

Os anos 1950 foram marcados por um retorno do Capitão que não deu certo

Por Antônio Santos

Young Men 24
1953


Com o fim da revista do Capitão, a Atlas Comics expandiu suas publicações, que passaram a abranger uma grande variedade de gêneros, da ficção científica ao romance, passando pelo terror e pelas histórias de monstros, sua grande especialidade na época. Mas poucos anos após o fim de sua linha de super-heróis, em 1953 a Atlas decidiu tentar a sorte novamente nesse mercado. Assim, em Young Men 24, ressurgiram os três maiores heróis da editora: Namor, Tocha Humana e o Capitão América, ao lado de seu parceiro Bucky. Os novos tempos pediam novos desafios. Assim, saíram os nazistas e entraram os comunistas como os novos adversários dos heróis.

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009

Pág. 28

Veja também:
ÚLTIMA EDIÇÃO

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ÚLTIMA EDIÇÃO

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 50

Os anos 1950 foram marcados por um retorno do Capitão que não deu certo

Por Antônio Santos

Captain America Comics Vol 1 73
July, 1949

Década perdida

A nova década marcou o fim de uma era. Em 1950 chegou às bancas Captain America Comics 75, revista com a última aventura do herói na Era de Ouro. Com a baixa popularidade das histórias de super-heróis após o fim da Segunda Guerra, a Timely decidiu encerrar todas as suas publicações do gênero. Marvel Mystery Comics e Sub-Mariner Comics, estreladas, respectivamente, por Tocha Humana e Namor, haviam sido canceladas no ano anterior. A última remanesecente era a revista do Capitão América, que ganhou uma sobrevida com o bizarro nome de Captain America's Weird Tales, em uma tentativa de entrar na onda dos quadrinhos de terror e suspense. O fim do gibi do Capitão América também marcou o fim da Timely, que passou a se chamar Atlas.

Captain America's Weird Tales Vol 1 74
October, 1949

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009

Pág. 28

Veja também:
GALERIA DE VILÕES

quinta-feira, 8 de julho de 2010

GALERIA DE VILÕES

Dossiê CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40

Enquanto outros heróis com Batman e Dick Tracy tinham como adversários gângsters, o Capitão América enfrentava assassinos loucos, nazistas psicopatas e médicos dementes. O inimigo mais recorrente era o Caveira Vermelha, um macabro nazista cujo símbolo era sua máscara em forma de crânio. Mais tarde revelou-se que o Caveira era um agente que obedecia ordens diretas de Hitler. Por se inspirar nos filmes de terror dos anos 1930, essa galeria de vilões beirava o surrealismo, com zumbis orientais, corcundas, cães fantasmas, bruxas, homens de cera e outros tipos de arrepiar.

Quando a Segunda Guerra acabou, o Capitão e outros super-heróis começaram a se sentir obsoletos, sem nazistas e japoneses para combater. A solução foi fazer Steve e Bucky deixarem o exército e se transformarem em civis, passando a enfrentar bandidos comuns: chantagistas, ladrões, assassinos e sequestradores.

Caveira Vermelha

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17
JULHO/AGOSTO 2009

Pág. 27

Veja também:
NASCE UMA LENDA
SURGE O JOVEM PARCEIRO
A IDENTIDADE SECRETA
PERSONAGENS FEMININAS

sábado, 24 de outubro de 2009

PERSONAGENS FEMININAS

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40

Talvez por causa das insinuações sobre Batman e Robin, os autores colocaram o Capitão América contracenando com figuras femininas, afinal, pegava mal o herói andar apenas com um garoto. Logo na primeira história surgia X-13 - também chamada de Agente R -, personagem que, disfarçada de idosa, guardava a entrada do laboratório onde Rogers se transformou no Capitão. Algumas fontes afirmam que ela e Peggy Carter (personagem dos anos 1970) eram a mesma pessoa, mas essa informação nunca foi confirmada.

Já na segunda história surgiu Betty Ross, uma agente que se tornou figura recorrente na série, a ponto de, em 1947, ser promovida a parceira do Capitão América. Uma curiosidade: Betty Ross era o nome da mulher que confeccionou a bandeira americana. O nome parece ter agradado a Lee e Kirby, pois a dupla o usou em outros trabalhos, como a namorada do Incrível Hulk.

Betty Ross vestida como Golden Girl

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009

Veja também:
NASCE UMA LENDA
SURGE O JOVEM PARCEIRO
A IDENTIDADE SECRETA

sábado, 17 de outubro de 2009

A IDENTIDADE SECRETA

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40

Após se tornar o Capitão América, Steve Rogers ingressou no Exército fingindo ser um pacato e às vezes atrapalhado recruta no Campo Lehigh. Ele leva uma vida dupla e se transforma no super-herói sempre que surge algum perigo. O único que sabe sua verdadeira identidade é o parceiro Bucky. Na terceira história do número 1, foi introduzida uma figura cômica: o Sargento Duffy, um militar durão que vivia pegando no pé dos recrutas. Outro detalhe só explicado mais tarde foi como os aventureiros podiam abandonar o Campo e seus postos sem ser repreendidos. Depois foi revelado que as fugas eram acobertadas pelo alto escalão do Exército, que sabia do segredo da dupla.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009

Veja também:
NASCE UMA LENDA
SURGE O JOVEM PARCEIRO

domingo, 27 de setembro de 2009

SURGE O JOVEM PARCEIRO

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40

Nos anos 40, super-herói que se prezasse tinha um parceiro adolescente. Batman tinha Robin; Escudo tinha Bob e o Capitão América tinha Bucky, que estreou logo na primeira aventura do herói. Corajoso, inteligente e de raciocínio rápido, o órfão James Barnes era o mascote do quartel em que Rogers servia. Acidentalmente, o garoto flagrou o Capitão América sem máscara, mas ao invés de repreendê-lo, o herói decidiu adotá-lo como parceiro de aventuras.

Submetido a um treinamento intensivo, Bucky vencia adversários maiores e mais fortes que ele. Tudo um tanto ingênuo, mas a aventura e o mistério estavam lá e era isso o que importava para os leitores. E ao contrário do Capitão, volta e meia o garoto era visto com uma metralhadora, o que devia facilitar as missões.

Em 1941, a Timely lançou o Capitão América e seu companheiro em outras duas revistas: All-Winners Comics e Young Allies, esta última com Bucky e Centelha (o parceiro do Tocha Humana) liderando uma gangue de heróis jovens (chamados de Os Garotos no Brasil). Young Allies foi a primeira revista a reunir heróis jovens, fórmula que Kirby mais tarde levaria para a DC.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

NASCE UMA LENDA

DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40

Criado para inspirar os americanos durante a 2a. Guerra, o Capitão se tornou o mais famoso dos heróis patrióticos

Por Antônio Luiz Ribeiro


O COMEÇO DE TUDO

Em dezembro de 1940 (mas com data de março de 1941) chegou às bancas a primeira revista do Capitão América. Ao contrário de seus antecessores (Superman, Batman e Capitão Marvel), ele estreou em revista própria - na época, os personagens eram lançados em títulos experimentais e só ganhavam um título solo quando caíam no gosto do público.

Captain America Comics era publicado pela Timely (nome da Marvel na época) e, ao contrário de outros títulos da editora - Príncipe Submarino e Tocha Humana, produzidos pelo estúdio Funnies - era inteiramente feito dentro da Timely, por Joe Simon e Jack Kirby.

"A gente não estava na guerra ainda, mas todo mundo sabia que ela viria. Foi por isso que o Capitão América nasceu. A América precisava de um superpatriota", declarou certa vez Jack Kirby.

Mas o personagem não foi o primeiro super-herói de quadrinhos com o uniforme baseado na bandeira americana. Esse título pertence ao Escudo, um herói criado pela editora MLJ, cuja primeira edição traz na capa a data de janeiro de 1940. Kirby, porém, afirmava que sua criação era melhor: "Tire a bandeira e ele fica bom mesmo assim. Nós demos a ela uma camiseta de cotton e um escudo, como um cavaleiro cruzado moderno. As asas no elmo eram de Mercúrio. O Capitão América simbolizava o sonho americano".

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009