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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A PARTIR DE 1940, A DC EXPANDE SEU UNIVERSO DE HERÓIS COM MUITOS LANÇAMENTOS


Eis alguns:

A editora All American, coligada à DC, lançou em janeiro de 1940 a primeira edição de Flash Comics, revista que apresentou dois personagens que entraram para o panteão das grandes criações dos gibis: Flash e o Gavião Negro - ambos criados por Gardner Fox, que se tornaria um dos principais nomes na história da DC.

O Flash era Jay Garrick, ex-jogador de futebol que se tornou cientista. Após inalar acidentalmente um liquido experimental, ganhou supervelocidade e a capacidade de vibrar suas moléculas para atravessar objetos sólidos. Também passou a envelhecer muito lentamente, algo muito útil nos 70 anos seguintes de cronologia da editora, já que ainda aparece relativamente jovem. Traduzido como Joel Ciclone no Brasil, o personagem alcançou enorme sucesso nas bancas.


Numa história secundária da mesma Flash Comics, foi apresentado Carter Hall, o heroico Gavião Negro. Promovido como "um herói que enfrenta o mal do presente com armas do passado", ele era um príncipe egípcio reencarnado em nossa época com uniforme que lembrava uma ave de rapina e asas que o permitiam voar e combater o crime. Edições mais tarde, o personagem adotou uma parceira, Shiera Sanders, que se tornou a Mulher-Gavião.


Mais de sete anos depois, na edição 86 de Flash Comics (agosto de 1947), seria a vez da Canário Negro surgir. Criada por Robert Kanigher e Carmine Infantino, Dinah Drake era apenas uma coadjuvante nas histórias de um herói menor, Johnny Thunder. Lutadora de artes marciais e dona de um grito sônico poderoso, a personagem logo caiu nas graças do público e começou a ganhar cada vez mais espaço e destaque nas revistas da DC.

Por Maurício Muniz

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #23 - Setembro/Outubro de 2010 - Editora Europa.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Batman abre suas asas

O Homem de Aço era um sucesso estrondoso e Batman não ficava muito atrás. Se mesmo com seu tom soturno e misterioso o Homem-Morcego já atraía as crianças, o público mirim aumentou ainda mais quando, em abril de 1940, a revista Detective Comics 38 trouxe a primeira aparição de Robin, o garoto prodígio. E foi um Batman sorridente, um tanto descaracterizado, que apresentava o jovem de roupas coloridas na capa da edição.

Detective Comics (1937) 38-A
Comic Book by DC, Apr 1940

Se um herói é definido por seus vilões, Batman mostrou que certamente era um dos maiores, já que boa parte de sua marcante galeria de inimigos estreou naquela década. Na primeira edição da revista Batman, em 1940, já surgia aquele que é considerado seu maior inimigo, o palhaço assassino Coringa. Na mesma edição, a Mulher-Gato fez sua primeira aparição. O Pinguim surgiu pouco depois, em dezembro de 1941, na edição 58 de Detective Comics. A edição 66 da revista, de agosto de 1942, trouxe o Duas-Caras.

Batman (1940) 1-A
Comic Book by DC, Apr 1940

Detective Comics (1937) 58-A
Comic Book by DC, Dec 1941

Detective Comics (1937) 66-A
Comic Book by DC, Aug 1942

O herói também chegou às tiras de jornais em 1943, dividindo a página com outros personagens, entre eles Superman. Na verdade, Batman também já dividia uma revista com o Homem de Aço desde 1941. World's Finest Comics, uma publicação de 96 páginas, trazia histórias de vários personagens da DC, mas as HQs principais eram sempre de Superman e Batman, que figuravam em todas as capas, mas não encontravam um ao outro nas páginas internas.

World's Finest Comics 3-A
Comic Book by DC, Sep 1941

Os heróis só viriam a aparecer juntos nas histórias da revista a partir de 1954.

Em 1943, o herói também teve a distinção de tornar-se o primeiro personagem da DC a ganhar um seriado para cinema, The Batman. O Homem-Morcego e seu parceiro voltaram às telas mais uma vez em 1949, com o seriado Batman and Robin.

Mundo dos Super-Heróis 23
Editora Europa
setembro/outubro 2010
pág. 17

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mercado dominado

More Fun Comics Vol 1 #101
January, 1945

Após criar dois dos maiores heróis dos gibis, a DC deixou a concorrência bem para trás.

by Maurício Muniz

Superman voa longe

No início da década, Superman tornou-se o maior astro do mercado de quadrinhos norte-americano. Para dar conta da exigência de criar uma HQ por mês para a revista Action Comics e quatro para o título que levava o nome do personagem, o desenhista Joe Shuster precisou contratar uma série de assistentes.

Nada seria ser capaz de deter o personagem, nem mesmo seu maior inimigo, o cientista criminoso Lex Luthor, surgido em Action Comics 23 (abril de 1940). Neste mesmo ano, o herói foi levado para o rádio no programa As Aventuras de Superman, que se tornou o favorito de quase todas as crianças americanas - e de muitos adultos também.

No ano seguinte, a Paramount levou aos cinemas uma série de curtas-metragens de animação criados pelos estúdios de Max Fleischer, onde o herói enfrentava espiões, cientistas loucos, robôs e outros perigos. O sucesso no rádio e no cinema fez a circulação dos quadrinhos aumentar ainda mais, enquanto as tiras do herói começaram a ser publicadas por mais de 300 jornais ao redor do mundo diariamente.

A demanda pelo Homem de Aço era tão grande que decidiu-se criar uma versão adolescente do herói para fazê-lo ainda mais atraente para os jovens leitores. Assim, em janeiro de 1945, Superboy surgiu na revista More Fun Comics 101. Em seguida, as aventuras do jovem Clark Kent foram para a revista Adventure Comics, a partir da edição 103, e, alguns anos depois, em 1949, Superboy ganhou título próprio.

Adventure Comics (1938) 103-A
Comic Book by DC, Apr 1946

Em 1948, Superman também passou a conquistar as telas de cinema na pele de Kirk Alyn, num seriado produzido pela Columbia que - nem é preciso dizer - foi um sucesso enorme, gerando uma continuação.

Mundo dos Super-Heróis 23
Editora Europa
setembro/outubro 2010
pág. 16


Adventure Comics (2009) 12-A
Comic Book by DC, Aug 2010

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Nascem outros heróis

Detective Comics (1937) 27-A
Comic Book by DC, May 1939

Jerry Siegel e Joe Shuster tentaram também outros personagens. Em Adventure Comics 12 - novembro de 1938 -, eles vieram com o detetive Slam Bradley. Mas nada tinha o apelo do Homem de Aço. Enquanto isso, em abril de 1939, a All-American lançou seu primeiro gibi: All-American Comics 1. A nova revista trazia reprises do material dos jornais ao lado de HQs inéditas. Na mesma época, os editores da Detective, ao perceberem que era o Superman que estava alavancando as vendas da Action Comics, encomendaram a Bob Kane um personagem parecido.

Kane já publicava desde 1936 e era conhecido do pessoal da Detective. Ao lado do escritor Bill Finger, criou um mascarado combatente do crime chamado Bat-Man - inicialmente com essa grafia mesmo, depois mudada para a forma hoje conhecida. Kane, entretanto, foi quem apresentou a ideia aos editores e acabou levando todos os créditos pelo personagem. Batman estreou na edição 27 do gibi Detective Comics, com data de maio de 1939. Logo tornou-se o herói mais popular da revista.

by Antônio Luiz Ribeiro

Mundo dos Super-Heróis 23
Editora Europa
setembro/outubro 2010
pág. 15


Detective Comics (2011) 1-A
Comic Book by DC, Nov 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lançamento histórico

Detective Comics 1

Em 1938, Jack Liebowitz fundou outra empresa de quadrinhos, a All-American Publications, desta vez em parceria com Maxwell Charles "Charlie" Gaines, um dos criadores do moderno comic book.

Essa associação de Liebowitz com a Detective Comics e a All-American gerou uma relação interessante, pois as duas editoras independentes partilhavam o mesmo logotipo e os mesmos materiais. A All-American era uma espécie de editora-irmã da Detective, embora tivesse administração independente. Por esse motivo, foi Gaines quem indicou a Donelfeld e Liebowitz uma nova HQ de dois colaboradores da casa, Jerry Siegel (roteiro) e Joe Shuster (arte). O trabalho chamava-se Superman.

Os dois garotos não eram desconhecidos, pois já tinham colaborado na revista Detective Comics. Siegel e Shuster não queriam Superman publicado em um gibi. Sonhavam em vê-lo nas gloriosas tiras dos jornais da época, mas enfrentavam dificuldades para vender seu trabalho aos distribuidores.

Por outro lado, Gaines, um empresário de visão, olhou para Superman com simpatia. Donelfeld e Liebowitz também aprovaram o material, desde que Siegel e Shuster adaptassem-no do formato de tiras de jornais para o de revista.

Enfim, a Detective Comics lançou Superman como uma HQ de 13 páginas na nova revista Action Comics 1, datada de junho de 1938. O número de estreia foi comandado pelo editor Vin Sullivan, o mesmo do número 1 da revista Detective Comics. Ninguém estava preparado para o sucesso estrondoso que Superman traria para a empresa...

Action Comics 1

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 23
Setembro/outubro de 2010
pág. 15

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mudança de donos

Detective Comics 1

Para quitar um débito com Harry Donenfeld - um publicador de pulps e um dos donos da distribuidora Independent News - Nicholson foi obrigado a aceitá-lo com sócio. Só assim poderia levar a Detective Comics 1 para as bancas. Assim, surgiu a empresa Detective Comics, registrada pelos proprietários Nicholson e Jacob "Jack" S. Liebowitz, o contador e "laranja" de Donenfeld que, por motivo escuso, não estava com a documentação em ordem para assumir a empresa. Na prática, a Detective era a junção da Independent e da National. Ou, em outras palavras, a National, a Independent e a Detective eram a mesma editora.
A revista Detective Comics finalmente chegou às bancas em março de 1937 e exibia o vilão Fu Manchu, criado pelo escritor Sax Rohmer, na capa. O título era administrado por Vin Sullivan, editor de confiança de Nicholson e autor da arte da capa.
A outra revista de Nicholson, Thrilling Comics, programada para ir às bancas na mesma data, acabou não saindo. Seu editor, Sheldon Mayer, largou o trabalho na véspera, furioso porque Nicholson não pagava seu salário em dia.
Existem duas versões para a saída de Nicholson da editora. Uma diz que problemas administrativos-financeiros e a Grande Depressão forçaram Nicholson a vender sua parte do negócio para Donenfeld e Liebowitz ainda em 1937. A outra, divulgada pelo pesquisador Gerard Jones em seu livro Homens do Amanhã, afirma que, no começo de 1938, Donenfeld o mandou para uma viagem a Cuba para conseguir inspiração para novas ideias. Quando voltou, Nicholson encontrou seu escritório fechado. Durante sua ausência, Donenfeld processou-o por inadimplência. O juiz Abe Mennen, um velho amigo de Donenfeld, arranjou uma venda rápida dos ativos da National para a Independent. Donenfeld deu ao seu ex-sócio uma porcentagem da revista More Fun Comics como consolação e lhe deu adeus.
A National de Nicholson não existia mais. Agora se chamava apenas Detective Comics e era propriedade de Donenfeld e Liebowitz. A editora preparava-se para lançar seu quarto título: Action Comics.

Action Comics 1

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 23
Setembro/outubro de 2010
pág. 14

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dossiê DC ANOS 1930

JLA

O início de tudo

Como golpes sujos e muita sorte criaram uma editora

Por Antônio Luiz Ribeiro

Primeiras revistas

A DC Comics nem sempre se chamou assim. Quando surgiu, em 1935, seu nome era National Allied Publications, empresa administrada pelo Major Malcolm Wheeler-Nicholson, um ex-militar que se aventurou no mundo editorial. A ideia de Nicholson era pegar carona nos recém-lançados gibis, como Famous Funnies, de 1933, e outras publicações que reprisavam tiras em quadrinhos dos jornais americanos.
A primeira publicação da National foi a revista New Fun, que tinha formato tabloide (cerca de 25,5 cm x 38 cm) e 36 páginas. New Fun chegou às bancas em fevereiro de 1935 com histórias de humor e aventura, como Pelion e Ossa, Jigger e Ginger, Jack Woods e Barry O'Neill. Não era um material extraordinário e tampouco lembrava gibis de super-heróis. Mesmo assim, o número 1 vendeu o suficiente para a National lançar novos quadrinhos. Após seis números de New Fun, a empresa lançou seu segundo título, New Comics, de dezembro de 1935, que saiu em um tamanho mais próximo ao dos atuais comic books. A partir do número 12 (janeiro de 1937), New Comics teve o nome aumentado para New Adventure Comics e, finalmente, a partir do número 32 (novembro de 1938), para Adventures Comics.
Em 1936, a National anunciou para dezembro seu terceiro título: Detective Comics. Seria o último gibi publicado pelo Major Malcolm Wheeler-Nicholson. O adiamento do lançamento do número de estreia de Detective para 1937 já dava sinais de que algo não ia bem para Nicholson na empresa...



FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 23
Setembro/Outubro de 2010

Pág. 14

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um panorama da editora que inventou o conceito de super-heróis


JLA by Alex Ross

Há siglas que dispensam apresentação. DC é uma delas. Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde... Os personagens da editora criada em 1935 são conhecidos praticamente no mundo todo e mantém um vigor invejável.

A partir de um início modesto, com muitas brigas entre sócios, a editora encontrou sua "galinha dos ovos de ouro" com Superman em 1938 e não parou mais de crescer. Apesar de ser a número 2 do mercado - já faz alguns anos que suas revistas vendem menos do que as da Marvel -, seus heróis continuam firmes, fortes e cheios de poderes nas bancas. Não só sobreviveram ao fim da 2a. Guerra Mundial e a diversas crises econômicas, como invadiram a TV, o cinema e os games.

O dossiê desta edição mostra alguns dos principais fatos na história da DC e detalha como surgiram seus mais interessantes personagens. São mais de sete décadas condensadas em 36 páginas. Claro que é um espaço pequeno para falar de um universo tão rico. Mas dá uma boa ideia da importância dessa empresa que revolucionou o entretenimento mundial e fez nossa imaginação voar para bem mais longe.

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 23
Setembro/Outubro de 2010

Pág. 13