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domingo, 26 de janeiro de 2014

SURFISTA PRATEADO (NORRIN RADD)

Fantastic Four (1961) 48-A
Comic Book by Marvel
Mar 1966

"The Coming of Galactus!"

First Appearances of the Silver Surfer and Galactus.

Quando Stan Lee mostrou a Jack Kirby o primeiro roteiro sobre a clássica história da vinda de Galactus à Terra, Kirby comentou que uma criatura tão poderosa deveria ter algum tipo de ajudante, um arauto. Era a deixa para Lee criar o Surfista Prateado, um dos personagens mais cultuados das HQs.

Em sua história de estreia, em Fantastic Four 48 de 1966, o Surfista se mostrou insensível ao destino da Terra nas mãos do Devorador de Mundos, até que a então namorada do Coisa, a escultora Alicia Masters, mostrou ao arauto a nobreza do ser humano. O Surfista se uniu ao Quarteto numa luta contra seu antigo mestre e impediu a destruição do planeta, pagando um alto preço. Galactus criou uma barreira de energia ao redor da Terra, aprisionado para sempre o Surfista em nosso mundo.

Visto com desconfiança pelos terráqueos, durante muito tempo o Surfista só tinha o Quarteto como companhia, e chegou a acompanhar a equipe em algumas aventuras. Com o tempo, o alienígena se envolveu com outros heróis e até participou de uma equipe chamada Defensores nos anos 70, até que depois de anos aprisionado, o Coisa perguntou ao Surfista se ele já havia tentado sair do planeta sem sua prancha. Usando uma nave construída por Reed, o Surfista saiu da Terra com facilidade, e convocou sua prancha que também atravessou a barreira sem problemas.

O alienígena percebeu que a barreira só funcionava caso ele estivesse em sua prancha, mas não era acionada nem por ele ou sua prancha separados, e o herói voltou a percorrer a imensidão do espaço. Tempos depois, Galactus destruiu definitivamente a barreira e o viajante cósmico ganhou livre acesso ao nosso mundo.

Mundo dos Super-Heróis #5 - Junho/Julho de 2007 - Editora Europa.

18. TIA MAY E OCTOPUS CASADOS

The Amazing Spider-Man (1963) 131-A
Comic Book by Marvel
Apr 1974

De uma forma ou de outra, tia May sempre causou preocupação e dor de cabeça ao seu sobrinho Parker e, não raro, o metia em encrencas. O ápice disso foi o quase casamento da velhinha com o Dr. Octopus, numa HQ publicada em Amazing Spider-Man 131 (abril de 1974). De forma incompreensível, tia May herda de um parente desconhecido uma pequena ilha que vale uma fortuna em reservas de urânio. Octopus resolve seduzir a anciã para aplicar o golpe do baú. Já o Cabeça-de-Martelo prefere usar métodos mais tradicionais para tomar posse da ilha. Recentemente essa história foi apontada por um site americano como uma das cinco ideias mais idiotas já utilizadas na mitologia do herói aracnídeo.

No Brasil:
Homem-Aranha 65 (Ebal, agosto de 1974),
Teia do Aranha 26 (Ed. Abril, novembro de 1991).

Mundo dos Super-Heróis #9 - Março/Abril de 2008 - Ed. Europa.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A DÉCADA DO SUCESSO

Após uma bem-sucedida reformulação, os Titãs se tornaram o grupo mais popular da DC nos anos 80

Por André Morelli

UM NOVO COMEÇO

Em 1979, a pedido do amigo Len Wein, o roteirista Marv Wolfman trocou a Marvel Comics pela DC. Ao chegar na editora, ambos lembraram seu primeiro trabalho profissional, o número 18 de Teen Titans (1968), revista cancelada desde 1978. Daí surgiu a ideia de trazer os Titãs de volta, com Wein como editor e Wolfman nos roteiros. Juntou-se à equipe o desenhista George Pérez, um grande fã da Turma Titã original.

Teen Titans (1966) 18-A
Comic Book by DC
Dec 1968

Para não repetir os erros do passado foi adotada uma nova estratégia em que só os principais heróis clássicos - Robin, Kid Flash e Moça Maravilha - ficaram no grupo, ao lado dos novos, como Ciborg (Victor Stone, um jovem negro que teve partes do corpo substituídas por membros mecânicos), Estelar (Koriander, uma princesa alienígena com poderes baseados na energia solar) e a misteriosa Ravena (a filha de uma humana com um demônio). Completando a equipe, foi incluído o Rapaz-Fera (Garfield Logan), um garoto que podia se transformar em qualquer animal e já tinha feito aparições na antiga Turma Titã. Ravena e o Rapaz-Fera - que mudou seu nome para Mutano - foram sugestões de Wein, que queria um membro místico e outro mais jovem na equipe.

The New Teen Titans (1980) 1-A
Comic Book by DC
Nov 1980

O projeto agradou tanto aos diretores da DC que, para divulgar o novo título, foi criada uma história bônus da revista DC Comics Presents 26, de 1980. Um mês depois, chegava às bancas The New Teen Titans 1, que logo se tornou um sucesso, em histórias repletas de ação e grande carga emocional, graças às fortes caracterizações de Wolfman e à arte vibrante de Pérez.

DC Comics Presents (1978) 26-A
Comic Book by DC
Oct 1980

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12 - Setembro/Outubro de 2008 - Editora Europa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

BONECOS

Figura THE ART OF SPAWN - WANDA
Spawn Série 27
Mcfarlane Toys
Imagem: www.limitededition.com.br

Em 1994, Todd McFarlane fundou a Todd Toys, empresa especializada em bonecos e action-figures. Porém, devido a problemas de licenciamento com a Mattel, outra empresa de brinquedos, o desenhista mudou para McFarlane Toys. A principal característica dos brinquedos da McFarlane é o visual hiper-realista. Inicialmente a McFarlane Toys produzia somente figuras relacionadas com a série Spawn. Mas, com o tempo, adquiriu licenças de outros personagens, não só dos quadrinhos, mas também de filmes, desenhos animados e até músicos famosos, como Ozzy Osbourne e os Beatles. McFarlane conta ainda com o licenciamento das quatro principais ligas esportivas de seu país - hóquei, beisebol, basquete e futebol americano - para a produção de bonecos dos jogadores. Hoje, a empresa está entre as cinco maiores indústrias de brinquedos e action-figures dos Estados Unidos.

Por Adriano de Paula Macedo, Fransérgio Rodrigues e André Morelli 

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #8 - Janeiro/Fevereiro de 2008 - Editora Europa.

HOMEM-ARANHA (PETER PARKER)

Aliados

Pelas páginas da revista do Quarteto já passaram quase todos os personagens da Marvel. Alguns se tornaram grandes amigos da equipe

Por André Morelli

The Amazing Spider-Man (1963) 1-A
Comic Book by Marvel
Mar 1963

Apesar da estreia em Amazing Spider-Man 15, de 1962, o Aranha só ganhou revista própria quase um anos depois, numa história em que tentava invadir a sede do Quarteto para se oferecer como um quinto membro. O herói aracnídeo pensava que poderia ganhar uma parte do dinheiro que o Quarteto conseguiu graças aos inventos de Reed Richards. Além de não ser aceito na equipe, ainda levou o maior sermão do Senhor Fantástico sobre como um herói deve agir.

Depois desse começo atrapalhado, muitas histórias passaram a explorar uma certa antipatia entre o Homem-Aranha e o Tocha Humana. Ambos tinham a mesma idade, mas levavam vidas opostas: enquanto o Johnny Storm vivia cercado de garotas e tinha fama, Peter Parker era o nerd solitário, azarado e sem dinheiro. Mas com o tempo essa implicância se transformou numa grande amizade.

Entre as histórias que o Aranha viveu ao lado do Quarteto, destacam-se a criação do Aranhamóvel, o estranho buggy contruído pelo Tocha nos anos 70, e o final da saga do uniforme negro na década de 80, quando a criatura simbionte foi detida e aprisionada por Reed Richards.

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #5 - Junho/Julho de 2007 - Editora Europa.

17. CHACAL, O GRANDE VILÃO DOS ANOS 70

Na mesma HQ de estreia do Justiceiro, os leitores tiveram contato com a sinistra figura do Chacal. A partir da morte do Duende Verde, ele se tornou o principal vilão do Aranha no período. Posteriormente, o Chacal teve sua identidade revelada: ele era Miles Warren, biólogo que trabalhava como professor na mesma universidade de Peter Parker e Gwen Stacy. Apaixonado secretamente por Gwen, o professor culpou o Aranha por sua morte e concentrou seus esforços em destruir o herói e produzir um clone de sua amada, baseado nas amostras de sangue que ele havia retirado de seus alunos. Foi a amostra de sangue de Parker que permitiu ao desequilibrado vilão criar o clone do Homem-Aranha, que tanta confusão provocaria na cronologia do Cabeça-de-Teia ao longo da década de 90. Escrita por Gerry Conway e ilustrada por Ross Andru, a fase dos clones do Chacal foi originalmente publicada em Amazing Spider-Man 144 a 151 (maio a dezembro de 1975).

The Amazing Spider-Man (1963) 144-A
Comic Book by Marvel
May 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 145-A
Comic Book by Marvel
Jun 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 146-A
Comic Book by Marvel
Jul 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 147-A
Comic Book by Marvel
Aug 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 148-A
Comic Book by Marvel
Sep 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 149-A
Comic Book by Marvel
Oct 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 150-A
Comic Book by Marvel
Nov 1975

Amazing Spider-Man (1963) 151-A
Comic Book by Marvel
Dec 1975

Por José Salles e André Morelli

No Brasil:

Homem-Aranha 30 a 32 (RGE, junho a agosto de 1981) e
A Teia do Aranha 29 a 31 (Ed. Abril, fevereiro a abril de 1992),
Origens dos Super-Heróis Marvel 6 (Ed. Abril, julho de 1997).

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #9 - Março/Abril de 2008 - Editora Europa.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O REI DA ARTE FANTÁSTICA

Frazetta foi o mais famoso desenhista do estilo "espada e feitiçaria". Sua arte influenciou muitas gerações

Por André Morelli

Com a recente morte de Frank Frazetta, o mundo das artes gráficas perdeu um de seus mais importantes artistas. Com mais de 60 anos de uma carreira em que produziu tiras de jornal, quadrinhos de todos os tipos, uma variedade de pinturas para diferentes mídias e até uma animação longa-metragem - Fire and Ice, de 1983 -, Frazetta se tornou um dos ilustradores mais influentes do século 20.


Apesar de atuar como desenhista desde 1944, quando trabalhou ao lado de artistas como Al Capp (Ferdinando) e Dan Barry (Flash Gordon), a carreira de Frazetta ganhou novo rumo em 1963, quando iniciou a histórica série de capas para livros de aventura e fantasia, como John Carter de Marte, Tarzan e Conan, o Bárbaro. O traço realista, a técnica impecável de pintura, as mulheres sensuais e as cenas de batalha criadas por Frazetta ajudaram a definir o gênero e até hoje servem de inspiração de inspiração para todo ilustrador que se aventure pelo estilo que ficou conhecido como "espada e feitiçaria".


O trabalho de Frazetta já foi reproduzido também em capaz de discos de diversos artistas de metal e hard rock, como Nazareth, Molly Hatchet, Dust, Yngwie Malmsteen e Wolfmother. Fora os cartazes para filmes de Hollywood, como Rota Suicida (1977) e Um Drink no Inferno (1996).


Frazetta também é lembrado por sua passagem pela Warren Publishing, onde criou diversas capas para as revistas de terror Creep e Eerie, além de ter contribuído na criação de Vampirella, a mais famosa personagem da editora. Em 2003, foi lançado Frazetta: Paintings With Fire, documentário que aborda a carreira do artista e seu processo de criação.

Nos últimos anos, Frazetta enfrentou diversos problemas de saúde, incluindo um derrame que prejudicou os movimentos de seu braço direito. Mas nem isso o impediu de continuar produzindo: o veterano ilustrador passou a desenhar e pintar com a mão esquerda.

Em 2009, ganhou destaque na mídia a tentativa de roubo de cerca de 90 obras do artista, instaladas no Frazetta Art Museum, na Pensilvânia. Para surpresa da polícia, o autor do roubo foi Alfonso Frank Frazetta, um dos filhos do ilustrador. O crime está relacionado à disputa que os filhos de Frazetta vem travando pelas pinturas do pai, que a cada ano atingem valores mais altos no mercado de colecionadores. Para se ter ideia da atual valorização do artista, as pinturas envolvidas no incidente estão avaliadas em 20 milhões de dólares e meses antes da tentativa de roubo, a venda de uma única pintura de Frazetta em um leilão atingiu a impressionante quantia de 1 milhão de dólares.


A obra em questão é Conan the Conqueror, pintura feita em 1967 para a editora Lancer. Frazetta morreu no dia 11 de maio de 2010 aos 82 anos.

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #22 - Julho/Agosto de 2010 - Editora Europa.

domingo, 8 de dezembro de 2013

HISTÓRIAS DO INTERIOR


Ainda para os Diários Associados, Mauricio criou uma nova tira, em 1961, chamada Hiroshi e Zezinho, sobre dois garotos que viviam numa cidade do interior de São Paulo. O hoje conhecido Chico Bento faria sua estreia, meses depois, como personagem de apoio. Só que o jeito brincalhão e atrapalhado do coadjuvante acabou tomando o espaço dos certinhos Hiroshi e Zé da Roça. Os meninos do interior também marcavam presença em HQs para a Coopercotia, revista criada pela Cooperativa Agrícola da cidade de Cotia.


Segundo Mauricio, a inspiração veio de sua infância e das histórias contadas por sua avó Dita que, inclusive, foi transformada na avó do Chico nas HQs sobre a vida na fazenda. Na maioria das vezes, essas histórias tinham como protagonistas um certo tio-avô que o desenhista não chegou a conhecer, chamado Francisco Bento. Já o nome completo do Chico Bento dos quadrinhos é Francisco Antônio Felício Bento.

Por André Morelli

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #27 - Maio/Junho de 2011 - Editora Europa.

domingo, 28 de agosto de 2011

UM GAROTO DIFELENTE

DOSSIÊ MAURICIO [ANOS 1960]



Foi um longo caminho até Mauricio publicar suas primeiras HQs

Por André Morelli

Em outubro de 1960, um garoto de cabelos espetados faria sua primeira aparição na tira do Bidu e, em pouco tempo, esse coadjuvante roubaria o lugar do Franjinha como o "dono" da turma. Era o Cebolinha, personagem inspirado mais uma vez nas memórias de infância de Mauricio. Tratava-se de um garoto de Mogi das Cruzes que sofria de dislalia, um distúrbio de fala em que o portador troca uma letra por outra, no caso o "r" pelo "l". O garoto também tinha o cabelo espetado, o que levou o pai de Mauricio a apelidar o menino de Cebola.


Com o sucesso inesperado, Mauricio passou a criar personagens de apoio para o menino de fala enrolada, como Floquinho, uma versão caricata de um cachorro da raça Lhasa Apso, tão peludo que não existia diferença entre seu rabo e sua cabeça. Logo a fama levou Cebolinha a se tornar a segunda tira produzida por Mauricio. Em suas histórias solo, o garoto ganhou a companhia de uma irmã mais nova, Maria Cebolinha, criação inspirada em Mariângela, a primeira filha de Mauricio.

Fonte: Revista Mundo dos Super-Heróis #27 - maio/junho de 2011
pág. 23

segunda-feira, 6 de abril de 2009

ÂNGELA

Anjo caçador com mais de cem mil anos de idade, Ângela foi concebida a partir da união das almas de cinco mulheres que sofreram maus tratos em diferentes épocas. Sexy e mortífera, ela é um dos poucos seres com permissão para caçar Spawns, e se especializou nos hábitos das criaturas. Como todo caçador tem por hábito guardar um troféu de sua presa, Ângela tem uma coleção com os emblemas de suas vítimas; já caçou e matou mais de trinta Spawns, e somente o atual, Al Simons, escapou.

Sua primeira aparição aconteceu em Spawn 9, em novembro de 1993, e seu criador foi o roteirista Neil Gaiman, como parte de um acordo com McFarlane pelos direitos de Miracleman, personagem inglês em posse do desenhista. Esse acordo se transformou numa batalha judicial que se arrastou por anos nos tribunais.

Por Adriano de Paula Macedo, Fransérgio Rodrigues e André Morelli


MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #8 - Janeiro/Fevereiro de 2008 - Editora Europa.