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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

BILL FINGER E MARTIN NODELL

Green Lantern Vol 1 #1 
Fall, 1941

O roteirista e o desenhista foram os criadores do Lanterna Verde (Alan Scott) em 1940. Bill Finger é conhecido por, um ano antes, ter criado o Batman ao lado de Bob Kane. No início dos anos 40, Finger dividiu seu tempo entre dois heróis e ainda colaborou em histórias de outros menos conhecidos. Depois que o Lanterna Verde ganhou seu próprio título, Green Lantern, o nome de Finger começou a rarear nos créditos até que, a partir da 7, de 1943, Martin Nodell passou a assinar sozinho a revista. Bill Finger morreu em 1974, pouco antes de completar 60 anos.

Martin Nodell foi responsável pela concepção visual do Lanterna Verde e desenhou as primeiras histórias sob o pseudônimo de Mart Dellon. Numa entrevista em 2000, ele contou que foi inspirado por um trabalhador que orientava o fluxo dos trens com uma lanterna. Nodell cuidou da arte do Lanterna Verde até 1947. Morreu em 2006, aos 91 anos.


Fonte:
Revista Mundo dos Super-Heróis #10
Maio/2008
pág. 15

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O maior dos Lanternas

Hal Jordan passou por profundas mudanças nas últimas décadas. Mas nunca perdeu o prestígio


Criado no final dos anos 1950, Hal Jordan foi o segundo Lanterna Verde dos quadrinhos e surgiu como parte de uma reformulação do editor Julius Schwartz em recriar os heróis da Era de Ouro sob a ótica da ficção científica. A origem do herói foi levemente modificada em duas ocasiões: na década de 1980, após a saga Crise nas Infinitas Terras, e em 2008, num arco recém-publicado no Brasil. A essência, porém, permaneceu a mesma.
Na trama, Hal Jordan era um piloto de provas rebelde que teve a vida transformada quando a nave de Abin Sur, o Lanterna Verde responsável por patrulhar o setor espacial 2814, onde se encontra a Terra, caiu em nosso planeta. Antes de morrer, o alienígena ordenou a seu anel que encontrasse um humano honesto e destemido para subtituí-lo, Jordan foi carregado pela energia verde até o local do acidente e recebeu de Abin Sur o anel e uma série de instruções, como a fraqueza contra a cor amarela e a necessidade de recarregá-lo a cada 24 horas. Com exceção disso, o anel é a arma mais poderosa do universo, movida pela força de vontade do seu portador e limitada apenas pela imaginação.
Depois de passar por um treinamento em Oa, Jordan voltou para a Terra e teve o primeiro contato com Sinestro, então um destacado membro da Tropa. Pouco depois, ele descobriu que Sinestro havia se tornado o tirano de seu próprio planeta, Korugar, e o delatou para os Guardiões. Sinestro foi punido e, a partir daí, tornou-se o mais mortal inimigo de todos os Lanternas.


Jordan foi um dos fundadores da Liga da Justiça em 1960 ao lado de Flash, Aquaman, Mulher-Maravilha, Batman, Superman e Caçador de Marte. No início da década de 1970, embarcou numa viagem pelo interior da América na companhia do Arqueiro Verde, quando encarou problemas sociais como drogas, racismo e devastação do meio ambiente. Mesmo antes de assumir o posto de Lanterna Verde, Hal Jordan vivia uma relação conflituosa com Carol Ferris, a presidente da Ferris Aeronáutica. A vida de super-herói complicou ainda mais o relacionamento, principalmente quando Carol sentiu-se atraída pelo Lanterna Verde e deu origem a um curioso triângulo amoroso. No início dos anos 1980, Jordan abandonou a Tropa para casar-se com Carol, mas seus planos foram frustados pelas Zamoranas, que transformaram a jovem na vilã Safira Estrela. Ele voltou a integrar a Tropa no final da saga Crise nas Infinitas Terras.
Nos anos seguintes, o Lanterna sofreu muitas mudanças. Quando sua cidade natal, Coast City, foi destruída pelo alienígena Mongul e os Guardiões impediram Hal de reconstruí-la, ele enlouqueceu, exterminou toda a Tropa, destruiu Oa e se tornou no maléfico Parallax. Mais tarde, foi revelado que Parallax era um ser milenar que habitava o interior da Bateria Central de Oa e que se aproveitou do sofrimento de Hal para dominar sua mente.
Como Parallax, Jordan tentou recriar o universo na série Zero Hora (1993) e causou a morte de vários heróis. Mesmo com sua visão distorcida, Parallax frequentemente deixava transparecer a essência íntegra de Hal Jordan. Numa de suas tentativas de corrigir o mundo, ele ressuscitou o Arqueiro Verde, morto anos antes ao impedir um atentado terrorista. A maior prova de sua bondade ficou demonstrada na saga A Noite Final (1996), quando uma entidade alienígena conhecida como Devorador de Sóis ameaçou destruir toda a vida em nosso sistema solar. Num sacrifício final, Parallax viajou até o Sol e drenou a energia negra da entidade, morrendo na explosão.
Em 1999, Hal Jordan voltou às HQs na minissérie Dia do Julgamento, como o Espectro, um antigo herói que encarna o Espírito da Vingança. Com a ajuda do Espectro original (Jim Corrigan), o anjo rebelde Asmodel quis dominar o Espírito da Vingança e destruir toda a vida do nosso planeta. Em busca da redenção dos pecados de Parallax, a alma de Hal Jordan enfrentou Asmodel e se tornou o novo Espectro.
Sua identidade de Lanterna Verde só foi restabelecida em 2004, na minissérie Renascimento, quando a entidade Parallax mais uma vez tentou dominá-lo e controlar o Espírito da Vingança. Jordan não só resistiu como também voltou a habitar seu próprio corpo, resgatado do Sol pelo Lanterna Kyle Rayner. Ele, então, comandou um ataque triunfante contra Parallax e reassumiu seu papel como o maior entre os Lanternas.
Visto no passado como fonte de inspiração para outros membros da Tropa, Hal foi recebido como um traidor e assassino quando foi reintegrado. O Lanterna da Terra precisou percorrer um longo caminho para reconquistar a confiança de seus companheiros, assumindo um importante papel nas últimas sagas envolvendo a Tropa nos quadrinhos, como a recente Guerra dos Anéis e A Noite mais Densa, maxissérie com estreia no Brasil prevista para os próximos meses.



FICHA TÉCNICA

Criação: John Broome
Primeira aparição: Showcase #22 (outubro de 1959)
Namoradas: Carol Ferris e Arísia
Principais inimigos: Sinestro, Safira Estrela, Parallax, Hector Hammond, Sonar e Doutor Polaris
Altura: 1,89m
Peso: 84Kg
Olhos: castanhos
Cabelos: castanhos

Por Jota Silvestre

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 21
Abril/Maio de 2010
págs. 30 e 31

domingo, 16 de maio de 2010

Primeiro herói

Surgido nos anos 1940, Alan Scott inaugurou a mitologia dos Lanternas Verdes


A estreia de Alan Scott aconteceu na edição 16 de All-American Comics, em 1940. Na trama, um meteoro esverdeado caiu na China milênios atrás e foi encontrado por um ferreiro, que a partir dele confeccionou uma lâmpada. Ao longo dos séculos, o artefato passou de mão em mão até chegar ao interno de um manicômio, que o converteu numa lanterna. Anos depois, o engenheiro Alan Scott segurava esta mesma lanterna quando sobreviveu milagrosamente a um acidente de trem.
O objeto influenciou Scott a confeccionar um anel com parte de sua estrutura. O poder do anel, alimentado pela força de vontade de seu portador, deveria ser usado para combater o mal e recarregado na lanterna a cada 24 horas. Entre esses poderes estavam a capacidade de voar, atravessar paredes e criar objetos de energia sólida.
A primeira missão de Scott foi encontrar um homem chamado Dekker, que provocou o acidente do trem ao mandar explodir a ponte que Scott construíra. Durante a luta, o herói descobriu a fraqueza do anel: a madeira. Depois de punir os malfeitores, Scott confeccionou um uniforme e jurou combater o crime com o nome de Lanterna Verde.
Alan Scott ajudou a fundar a primeira superequipe dos quadrinhos, a Sociedade da Justiça da América. Já em suas aventuras solo, o herói contava com a ajuda de um sidekick, o gorducho motorista Doiby Dickles. Nesta época, ele começou a trabalhar numa estação de rádio e, depois, virou presidente da empresa de comunicações Gotham Broadcasting.
Em 1951, numa referência à onda de caça aos comunistas nos Estados Unidos, os membros da Socidade da Justiça foram obrigados pelo Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso a revelar suas identidades civis. Em vez disso, preferiram se aposentar e dissolver o grupo.


Alan Scott e seus companheiros só voltariam aos quadrinhos em 1963, na chamada Era de Prata dos quadrinhos. O retorno da Sociedade da Justiça se deu quando o novo Flash (Barry Allen) descobriu a existência de uma Terra Parelela habitada pelos super-heróis do passado e inaugurou o conceito do multiverso. O surgimento de um novo Lanterna Verde (Hal Jordan) e o desenvolvimento de sua mitologia - baseada em ficção científica e na existência dos Guardiões do Universo - gerou um conflito com a origem mística dos poderes de Alan Scott. A explicação foi que, na aurora do universo, os Guardiões confinaram toda a magia exitente numa estrela; muito tempo depois, parte desta estrela chegou à Terra Paralela na forma do meteoro verde.
Alan Scott foi um dos heróis da Era de Ouro que sobre sobreviveram à Crise nas Infinitas Terras, o megaevento da DC que unificou o multiverso. Depois de permanecer preso numa espécie de limbo temporal, o Lanterna Verde e seus companheiros da Sociedade da Justiça passaram a habitar a única Terra restante. Em 1994, Scott e a Sociedade enfrentaram o vilão Extemporâneo na maxissérie Zero Hora e, na batalha, Átomo, Doutor Meia-Noite e Homem-Hora morreram, enquanto outros envelheceram à sua idade cronológica real.
Scott foi protegido do ataque de Extemporâneo por seu anel, mas ao ver seus amigos envelhecidos, abandonou o uniforme e entregou seu anel ao Lanterna Kyle Rayner. Anos depois, Scott notou que seu corpo absorveu parte da energia verde e não precisava do anel para manifestar seus poderes. Por um breve período, assumiu a identidade do herói Sentinela.
O primeiro Lanterna Verde das HQs continua na ativa como membro da nova Sociedade da Justiça e participou das principais sagas da DC nos últimos anos: Crise Final, Guerra dos Anéis e a atual A Noite mais Densa.
Alan Scott teve dois filhos com Rose Canton, a vilã Espinho: Jennie-Lynn Hayden e Todd Rice, que na adolescência se tornaram os heróis Jade e Manto Negro. fundadores da Corporação Infinito.



FICHA TÉCNICA

Criação: Bill Finger e Martin Nodell
Primeira aparição: All-American Comics #16 (julho de 1940)
Namoradas: Molly Mayne e Rose Canton
Principais inimigos: Vandal Savage, Mordru, Somolon Grundy e Arlequim
Altura: 1,82m
Peso: 91Kg
Olhos: azuis
Cabelos: loiros

Por Jota Silvestre

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 21
Abril/Maio de 2010
págs. 28 e 29

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Elite estelar

Formada há bilhões de anos, A Tropa dos Lanternas Verdes patrulha o Universo e combate o mal


Criada por John Broome (roteiros) e Gil Kane (desenhos), a primeira aparição da Tropa dos Lanternas Verdes aconteceu na revista Green Lantern 11 vol. 2 (1962). Mas o conceito do grupo está presente desde Showcase 22 (1959), quando o alienígena Abin Sur entregou seu anel a Hal Jordan e explicou que fazia parte de uma equipe de patrulheiros espaciais.


Nas histórias mostradas em Green Lantern, a Tropa foi criada há três bilhões de anos pelos Guardiões do Univers, uma raça que vivia no planeta Maltus, mas se mudou para Oa, planeta situado no centro do Universo, onde desenvolveram sua tecnologia em níveis avançados, antes que a maior parte das civilizações tivesse nascido.
Os oanos também desenvolveram habilidades como telepatia, telecinésia e manipulação de energia. Mas a antiga raça se viu dividida quando Krona, um dos seus cientistas, construiu uma máquina que dava acesso ao princípio dos tempos, um conhecimento considerado proibido.
Por um portal aberto pela máquina, Krona observou uma mão gigantesca envolvendo todo o cosmo. Nesse instante, a máquina explodiu e dividiu o universo em dois: um de matéria e outro de antimatéria. Os oanos assumiram a responsabilidade pelo ato e decidiram conter todo mal que pudesse ameaçar o Universo. Para essa tarefa, criaram guerreiros a partir de lagartos alterados geneticamente. Mas o temperamento dos répteis os fez abandonar o projeto. Esses lagartos se tornaram a raça chamada psíons.
Numa segunda tentativa, os oanos deram vida aos Caçadores Cósmicos, androides que também se rebeleram. Esses fracassos dividiram os oanos em três facções: os pacíficos, que desejavam restabelecer a ordem sem violência; os radicais, que defendiam a destruição do mal; e as oanas, que preferiam não se envolver. As oanas deixaram Oa e se estabeleceram no planeta Korugar, formando o grupo chamado Zamaronas. Os radicais, também chamados Controladores, partiram para outra dimensão. Os pacíficos se tornaram os Guardiões do Universo.
Por fim, os Guardiões decidiram usar seres racionais e dividiram o Universo em 3.600 setores. Para cada setor, convocaram os seres mais honestos e capazes de superar seus medos. A cada ser escolhido foi dado um anel capaz de criar formas sólidas de energia, cujo único limite seria a criatividade e força de vontade de seu detentor. Os escolhidos também receberam uma bateria para carregar os anéis a cada 24 horas, cuja energia provinha da Bateria Central de Oa, em formato de lanterna. Por causa do formato da bateria e da cor dos uniformes, os membros da tropa foram batizados de Lanternas Verdes.
Os anéis dão aos usuários a capacidade de voo, cria campos de força e permite a comunicação em qualquer linguagem extraterrestre. A única fraqueza é não ter efeito contra nada de cor amarela. Isso acontecia por conta de uma impureza na Bateria Central. Foi revelado que essa impureza era um criatura chamada Parallax, a própria personificação do medo, que foi aprisionada pelos Guardiões dentro da bateria. Atualmente, essa fraqueza foi eliminada.
A tropa sempre fez suas aparições no título do Lanterna Verde e só ganhou revista própria em 1986. Naquela época, a revista do Lanterna mudou de nome para Green Lantern Corps. O título foi cancelado em 1988, na edição 224.



A Tropa foi desmantelada na década de 1990 por Hal Jordan, durante o arco Crepúsculo Esmeralda, quando ele se transformou em Parallax e, enlouquecido, matou os guardiões e diversos membros da Tropa. O grupo só retornou durante a minissérie Green Lantern Corps: Recharge (2005). No ano seguinte, foi lançado um novo título regular que dura até hoje.

Por Eduardo Marchiori

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 21
Abril/Maio de 2010
págs. 26 e 27

domingo, 9 de maio de 2010

Dossiê LANTERNA VERDE

Toda a mitologia da Tropa dos Lanternas, desde a criação até os dias atuais


Apesar de ser um dos heróis mais conhecidos da DC - ao lado de Superman, Batman e Mulher-Maravilha -, só recentemente o Lanterna Verde ganhou o reconhecimento devido. Hoje, é um dos personagens mais importantes das HQs e vive uma fase de grandes sagas.

Para muitas pessoas, acostumadas com os episódios dos Superamigos, pode ser uma surpresa descobrir que a primeira versão do Lanterna Verde foi criada em 1940. Era Alan Scott, um herói de origem mística. Só em 1959 apareceu o popular Lanterna Verde Hal Jordan, imortalizado nos desenhos animados da Hanna-Barbera.

Na trama básica, o Lanterna Verde é o piloto de testes Hal Jordan, que se torna membro de uma força policial interplanetária após ganhar um anel capaz de criar objetos feitos de energia. Desde então, a mitologia do herói se tornou cada vez mais rica, com diversas raças alienígenas que fazem parte da Tropa, além dos seus inimigos e dos misteriosos Guardiões do Universo, os criadores do grupo. Com o passar dos anos, surgiram outros Lanternas terráqueos, como John Stewart, Guy Gardner e Kyle Rayner, e as HQs tomaram rumos bem diferentes: a Tropa deixou de existir, Hal Jordan se transformou em vilão...

Atualmente, graças ao trabalho do escritor Geoff Johns, a mitologia clássica dos Lanternas voltou e foi ampliada, com Tropas de cores diferentes que se enfrentam em um épico espacial. Grande sucesso de crítica e de público, essa fase elevou a Tropa dos Lanternas a um novo patamar entre os heróis da DC. Esse dossiê confirma essa grandeza.

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 21
Abril/Maio de 2010
pág. 25