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quinta-feira, 9 de novembro de 2017
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
REINO DO AMANHÃ, UM CLÁSSICO DA DC
Kingdom Come 1-A
Comic Book by DC
May 1996
"Strange Visitor"
Ross já havia mostrado o passado da Marvel e, agora, queria mostrar o futuro da DC. Após o sucesso de Marvels, o ilustrador procurou a DC com ideias para uma minissérie que retratasse uma realidade alternativa, na qual tragédias pessoais mudariam as vidas dos principais heróis da editora. O artista procurava um parceiro para roteirizar suas ideias e tentou trabalhar com James Robinson, autor dos elogiados A Era de Ouro e Starman, mas o roteirista não encontrou espaço em sua agenda. A DC sugeriu Mark Waid, um de seus melhores escritores, que logo sugeriu mudanças - no original de Ross, por exemplo, não havia a participação de Ajax e o Senhor Destino era um golfinho - e a dupla criou aquela que se tornaria uma das HQs mais idolatradas de todos os tempos.
Kingdom Come 4-A
Comic Book by DC
Aug 1996
Lançada em 1996, O Reino do Amanhã trazia um Superman desiludido recriando a Liga da Justiça para enfrentar os perigos representados por uma nova geração de heróis e pelas artimanhas de Lex Luthor. Sucesso de vendas, ovação da crítica e inúmeros prêmios se seguiram. Nos Estados Unidos, a editora Graphitti Designs lançou um estojo que encadernava a série original e trazia um livro de 100 páginas com os designs criados por Ross para a série.
O sucesso também fez com que fosse cogitada uma série regular, chamada O Reino, desenhada por Gene Ha (Top Ten) e com concepção de Waid e Ross, que exploraria os eventos que levaram ao Reino do Amanhã. O projeto foi cancelado devido a desavenças entre Ross, Waid e os editores.
Por Maurício Muniz
Por Maurício Muniz
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #8 - Janeiro/Fevereiro de 2008 - Editora Europa.
quinta-feira, 10 de março de 2011
ASTRO CITY, UMA HQ INOVADORA
Criador
Alex Ross
Por Maurício Muniz
Em 1995, após criar algumas páginas para DC Comics de um anual do Sandman da Era Dourada, Alex Ross se reuniu a Kurt Busiek em outro projeto. Expandindo a ideia usada em Marvels de mostrar de forma realista um mundo habitado por super-heróis, Busiek criou Astro City, uma cidade habitada por superseres, todos inspirados em personagens clássicos das HQs.
Lançada pelo selo Homage, da Wildstorm - na época um braço da Image Comics -, o diferencial da série era mostrar o lado humano e pouco visto das aventuras dos super-heróis. Os personagens principais de suas histórias poderiam tanto ser heróis que não têm tempo para aproveitar a vida como capangas que descobrem saber mais do que deveriam sobre a vida do crime. Ou ainda, repórteres cobrindo confrontos além de sua compreensão ou donas-de-casa que têm medo de sair à rua e dar de cara com um super-vilão.
Como os planos de Busiek eram de que a série fosse regular, Ross não poderia ilustrar as histórias devido ao tempo longo que leva para criar cada página. Assim, ele ficou responsável pela criação do visual dos inúmeros personagens que povoam Astro City e pelas impressionantes capas da série, enquanto o veterano Brent Anderson se encarregou dos interiores.
Astro City foi outro sucesso de crítica e de vendas e deu inúmeros prêmios a Ross e Busiek. Ainda é publicada no formato de minissérie e especiais regulares pela DC, atual proprietária da Wildstorm.
Lançada pelo selo Homage, da Wildstorm - na época um braço da Image Comics -, o diferencial da série era mostrar o lado humano e pouco visto das aventuras dos super-heróis. Os personagens principais de suas histórias poderiam tanto ser heróis que não têm tempo para aproveitar a vida como capangas que descobrem saber mais do que deveriam sobre a vida do crime. Ou ainda, repórteres cobrindo confrontos além de sua compreensão ou donas-de-casa que têm medo de sair à rua e dar de cara com um super-vilão.
Como os planos de Busiek eram de que a série fosse regular, Ross não poderia ilustrar as histórias devido ao tempo longo que leva para criar cada página. Assim, ele ficou responsável pela criação do visual dos inúmeros personagens que povoam Astro City e pelas impressionantes capas da série, enquanto o veterano Brent Anderson se encarregou dos interiores.
Astro City foi outro sucesso de crítica e de vendas e deu inúmeros prêmios a Ross e Busiek. Ainda é publicada no formato de minissérie e especiais regulares pela DC, atual proprietária da Wildstorm.
Kurt Busiek's Astro City (1995) 1-AComic Book by Image, Aug 1995
Kurt Busiek's Astro City (1995) 6-AComic Book by Image, Jan 1996
Kurt Busiek's Astro City (1996) 3-AComic Book by Homage Comics, Nov 1996
Astro City: Local Heroes 3-AComic Book by WildStorm, Aug 2003
FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 8
JANEIRO/FEVEREIRO 2008
pág. 47
Veja também:
ALEX, o grandePRIMEIROS TRABALHOS COM HQs
TENTATIVAS E CANCELAMENTOS
MARVELS, O GRANDE SALTO
terça-feira, 2 de março de 2010
MARVELS, O GRANDE SALTO
Criador
Alex Ross
Por Maurício Muniz
Pouco antes de começar a trabalhar em sua proposta do Homem de Ferro, Ross mostrou a Busiek algumas pinturas que fizera com os personagens da Marvel e que, imaginava ele, poderiam render uma revista com histórias curtas estreladas pelos heróis da Casa de Ideias. Busiek, porém, achava que o conceito poderia ser melhorado e, a partir daí, criou a história de Phil Sheldon, um fotógrafo que presencia a maioria dos eventos importantes da história da Marvel entre o início dos anos 40 e o final dos 60.
Enquanto apresentava o projeto chamado Marvels a Tom DeFalco, editor-chefe da empresa. Ross foi convidado a fazer uma história curta para a revista Hellraiser. Apesar de não gostar daquele material de terror, ele aceitou ilustrar a história numa tentativa de angariar simpatia para seu projeto. Se isso influiu, não se sabe. Mas, após pedir algumas alterações, DeFalco aprovou Marvels, mesmo sendo algo tão diferente do que se fizera em quadrinhos até então.
A minissérie em quatro partes foi lançada em 1994 com um sucesso estrondoso. Apresentando arte fantástica e um roteiro inteligente e emocionante, mostrava fatos como a chegada de Galactus à Terra e a morte de Gwen Stacy sob uma ótica realista e inovadora, tornando-se um marco. Todas as edições tiveram múltiplas tiragens e a série recebeu inúmeros elogios da crítica especializada. No ano seguinte, Marvels ganharia um punhado de prêmios Eisner e Harvey, entre eles os de melhor minissérie e melhor ilustrador, além de várias outras indicações.
Marvels transformou Busiek e Ross, mais do que merecidamente, em superastros da indústria de quadrinhos.
Enquanto apresentava o projeto chamado Marvels a Tom DeFalco, editor-chefe da empresa. Ross foi convidado a fazer uma história curta para a revista Hellraiser. Apesar de não gostar daquele material de terror, ele aceitou ilustrar a história numa tentativa de angariar simpatia para seu projeto. Se isso influiu, não se sabe. Mas, após pedir algumas alterações, DeFalco aprovou Marvels, mesmo sendo algo tão diferente do que se fizera em quadrinhos até então.
A minissérie em quatro partes foi lançada em 1994 com um sucesso estrondoso. Apresentando arte fantástica e um roteiro inteligente e emocionante, mostrava fatos como a chegada de Galactus à Terra e a morte de Gwen Stacy sob uma ótica realista e inovadora, tornando-se um marco. Todas as edições tiveram múltiplas tiragens e a série recebeu inúmeros elogios da crítica especializada. No ano seguinte, Marvels ganharia um punhado de prêmios Eisner e Harvey, entre eles os de melhor minissérie e melhor ilustrador, além de várias outras indicações.
Marvels transformou Busiek e Ross, mais do que merecidamente, em superastros da indústria de quadrinhos.

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 8
JANEIRO/FEVEREIRO 2008
pág. 46
Veja também:
ALEX, o grandePRIMEIROS TRABALHOS COM HQs
TENTATIVAS E CANCELAMENTOS
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
TENTATIVAS E CANCELAMENTOS
Criador
Alex Ross
Por Maurício Muniz
Ross estava empolgado com o resultado dos seus primeiros quadrinhos e aumentou seus esforços para conseguir outras chances na área. Apaixonado por super-heróis, começou a enviar à Marvel e à DC artes pintadas com seus personagens preferidos: Superman, Homem-Aranha, Batman, a família Marvel, Sandman e outros.
Impressionado com o trabalho do artista, um dos editores da Marvel à época, Kurt Busiek, encomendou ao rapaz uma história curta para a edição 5 de Open Space, uma antologia de ficção científica. Para o azar de Ross, a revista foi cancelada no número 4 e sua história caiu no limbo. Porém, Busiek e o ilustrador ficaram amigos e começaram a trabalhar juntos em uma proposta para o Homem de Ferro, com uma história que levaria o Vingador Dourado ao futuro, onde enfrentaria uma versão maligna.
Infelizmente, outra vez os planos não deram em nada. O máximo que Ross conseguiu foi emplacar um trabalho ligado à DC: a capa de um romance que adaptava a saga da morte e ressurreição do Superman.
Impressionado com o trabalho do artista, um dos editores da Marvel à época, Kurt Busiek, encomendou ao rapaz uma história curta para a edição 5 de Open Space, uma antologia de ficção científica. Para o azar de Ross, a revista foi cancelada no número 4 e sua história caiu no limbo. Porém, Busiek e o ilustrador ficaram amigos e começaram a trabalhar juntos em uma proposta para o Homem de Ferro, com uma história que levaria o Vingador Dourado ao futuro, onde enfrentaria uma versão maligna.
Infelizmente, outra vez os planos não deram em nada. O máximo que Ross conseguiu foi emplacar um trabalho ligado à DC: a capa de um romance que adaptava a saga da morte e ressurreição do Superman.

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 8 - JANEIRO/FEVEREIRO 2008
Veja também:
ALEX, o grandePRIMEIROS TRABALHOS COM HQs
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
PRIMEIROS TRABALHOS COM HQs
Aos 19 anos, Ross foi apresentado por um amigo aos donos da Now Comics, uma editora de Chicago, hoje extinta. Ao saberem de seu interesse por quadrinhos, pediram que enviasse amostras de sua arte. Fã de Rust, uma série de terror da editora, Ross enviou algumas artes do personagem principal. Foi o bastante para o jovem artista ser contratado pela Now para ilustrar uma minissérie em cinco partes, passada no universo do filme O Exterminador do Futuro, que a empresa licenciava. Escrita por Ron Fortier, autor de ficção científica e fantasia, Terminator: The Burning Earth mostrava o final da guerra entra a raça humana e os assassinos cibernéticos que tentavam destruí-la.
Na época do seu lançamento, 1990, a série não fez sucesso, mas mostrou que Ross conseguia contar uma história com sua arte pintada. Outra marca registrada do artista surgiu aqui, quando começou a colocar personalidades da TV, do cinema e dos quadrinhos como figurantes da história. Entre os coadjuvantes mortos em explosões, estavam o apresentador de TV David Letterman e os donos da Now, que não estavam pagando a Ross o combinado pelo trabalho.
Na época do seu lançamento, 1990, a série não fez sucesso, mas mostrou que Ross conseguia contar uma história com sua arte pintada. Outra marca registrada do artista surgiu aqui, quando começou a colocar personalidades da TV, do cinema e dos quadrinhos como figurantes da história. Entre os coadjuvantes mortos em explosões, estavam o apresentador de TV David Letterman e os donos da Now, que não estavam pagando a Ross o combinado pelo trabalho.

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 8 - JANEIRO/FEVEREIRO 2008
domingo, 27 de setembro de 2009
ALEX, o grande
Criador
Devoção aos quadrinhos e um estilo incomparável fazem de Alex Ross um dos maiores astros das HQs em todos os tempos
Por Maurício Muniz

Desde sua infância, Alex Ross queria trabalhar com quadrinhos. Embora essa máxima seja verdadeira para a maioria dos profissionais da área, para Ross a decisão veio muito cedo e de maneira não convencional, por volta dos cincos anos, assistia aos quadros protagonizados por um ator vestido de Homem-Aranha no programa educativo Electric Company. Enquanto todos os outros atores tinham diálogos, o ator que fazia o personagem da Marvel se expressava apenas por balões que surgiam na tela com suas falas. Foi o bastante para Ross se apaixonar pelas HQs.
Filho de um pastor protestante e de uma ilustradora de revistas e catálogos de moda, Nelson Alexander Ross nasceu em 22 de janeiro de 1970 na cidade de Portland, no Oregon. Aos seis anos mudou-se com os pais para o Texas e mais tarde para Chicago, em Illinois, onde cursou a American Academy of Art. Foi ali que Ross descobriu dois artifícios que seriam a base de seu trabalho: o uso de modelos vivos e a possibilidade de usar referências fotográficas para poses e expressões. Depois que se formou, seu estilo de arte realista rendeu um emprego na Leo Burnett, uma das maiores agências de propaganda do mundo. Mas seu interesse pelos quadrinhos nunca diminuiu e logo Ross firmaria seu nome na nona arte.
Filho de um pastor protestante e de uma ilustradora de revistas e catálogos de moda, Nelson Alexander Ross nasceu em 22 de janeiro de 1970 na cidade de Portland, no Oregon. Aos seis anos mudou-se com os pais para o Texas e mais tarde para Chicago, em Illinois, onde cursou a American Academy of Art. Foi ali que Ross descobriu dois artifícios que seriam a base de seu trabalho: o uso de modelos vivos e a possibilidade de usar referências fotográficas para poses e expressões. Depois que se formou, seu estilo de arte realista rendeu um emprego na Leo Burnett, uma das maiores agências de propaganda do mundo. Mas seu interesse pelos quadrinhos nunca diminuiu e logo Ross firmaria seu nome na nona arte.

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 8 - JANEIRO/FEVEREIRO 2008
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