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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A DÉCADA DO SUCESSO

Após uma bem-sucedida reformulação, os Titãs se tornaram o grupo mais popular da DC nos anos 80

Por André Morelli

UM NOVO COMEÇO

Em 1979, a pedido do amigo Len Wein, o roteirista Marv Wolfman trocou a Marvel Comics pela DC. Ao chegar na editora, ambos lembraram seu primeiro trabalho profissional, o número 18 de Teen Titans (1968), revista cancelada desde 1978. Daí surgiu a ideia de trazer os Titãs de volta, com Wein como editor e Wolfman nos roteiros. Juntou-se à equipe o desenhista George Pérez, um grande fã da Turma Titã original.

Teen Titans (1966) 18-A
Comic Book by DC
Dec 1968

Para não repetir os erros do passado foi adotada uma nova estratégia em que só os principais heróis clássicos - Robin, Kid Flash e Moça Maravilha - ficaram no grupo, ao lado dos novos, como Ciborg (Victor Stone, um jovem negro que teve partes do corpo substituídas por membros mecânicos), Estelar (Koriander, uma princesa alienígena com poderes baseados na energia solar) e a misteriosa Ravena (a filha de uma humana com um demônio). Completando a equipe, foi incluído o Rapaz-Fera (Garfield Logan), um garoto que podia se transformar em qualquer animal e já tinha feito aparições na antiga Turma Titã. Ravena e o Rapaz-Fera - que mudou seu nome para Mutano - foram sugestões de Wein, que queria um membro místico e outro mais jovem na equipe.

The New Teen Titans (1980) 1-A
Comic Book by DC
Nov 1980

O projeto agradou tanto aos diretores da DC que, para divulgar o novo título, foi criada uma história bônus da revista DC Comics Presents 26, de 1980. Um mês depois, chegava às bancas The New Teen Titans 1, que logo se tornou um sucesso, em histórias repletas de ação e grande carga emocional, graças às fortes caracterizações de Wolfman e à arte vibrante de Pérez.

DC Comics Presents (1978) 26-A
Comic Book by DC
Oct 1980

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12 - Setembro/Outubro de 2008 - Editora Europa.

domingo, 24 de novembro de 2013

MAIS UM CANCELAMENTO

The Teen Titans (1966) 53-A
Comic Book by DC
Feb 1978
"In the Beginning..."
Final issue!

Foi em 1978 que a última edição de Teen Titans, a de número 53, chegou às bancas. O fim súbito da revista frustrou os planos do escritor Bob Rozakis, que pretendia dar mais destaque para a Arlequina e criar um triângulo amoroso entre ela, Robin e Bat-Girl. Mas já que o fim era inevitável, Rozakis decidiu fechar sua fase forma diferente: recontando a origem dos Titãs.

Essa nova versão do primeiro encontro dos jovens heróis se passa antes da primeira história do grupo, publicada em The Brave and The Bold 54, e mostra os heróis contra seus tutores, que foram dominados pelo vilão Antítese, um ser de energia de outra dimensão, e começaram a agir de forma criminosa. A história também definiu Ricardito com um dos membros fundadores, fato que foi incorporado desde então à cronologia do grupo.

Falando em cronologia, é interessante notar que quase todos os elementos dessa fase foram revistos após a saga Crise nas Infinitas Terras, que reescreveu a história de todo o universo DC. Pós-Crise, Gnarrk se tornou um homem das cavernas que ficou congelado até os dias de hoje e tinha poderes mentais graças à exposição a um meteorito. Betty Kane nunca foi a Bat-Girl; ao invés disso, era a heroína Labareda, uma tenista que assumiu o uniforme numa tentativa de chamar a atenção de Robin, seu ídolo. Mal Duncan nunca foi o Guardião e sempre agiu como o Arauto. E o Águia Dourada era um herói em busca de fama e fortuna, ao invés do dedicado aliado do Gavião Negro pré-Crise.

Por Antônio Santos

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #12 - Setembro/Outubro de 2008 - Editora Europa.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

TITÃS DA COSTA OESTE

Teen Titans (1966) 50-A 
Comic Book by DC, Oct 1977

Uma das maiores contribuições da segunda fase da Turma Titã foi o surgimento dos Titãs da Costa Oeste, uma filial do grupo formada por ex-membros e heróis que não tinham associação anterior com a equipe.

O grupo surgiu em Teen Titans 50 (1977), com os seguintes membros: Rapina, Columba, Lilith, Gnarrk, Águia Dourada (Charles Parker, um jovem que recebeu asas artificiais do Gavião Negro), Bat-Girl (Betty Kane, a ajudante da Bat-Woman nos anos 50), e Rapaz-Fera (Gar Logan, ex-membro da Patrulha do Destino). Os planos originais do escritor Bob Rozakis eram de acompanhar as duas equipes na mesma revista, com uma constante troca de integrantes e o surgimento de várias relações de conflito, romance e amizade entre os membros. Mas essas ideias não foram para frente devido ao súbito cancelamento do título. O interessante aí é que o padrão se repetiu todas as vezes em que foram estabelecidos planos para os Titãs da Costa Oeste. Nos anos seguintes, houve pelo menos uma tentativa por década de ressuscitar a filial dos Titãs, em projetos encabeçados por grandes nomes como Marv Wolfman, Geoff Johns e Judd Winnick. Esses planos nunca foram bem-sucedidos até esse ano, quando a DC conseguiu emplacar duas equipes de Titãs, uma em cada Costa dos Estados Unidos.

Fonte:
Revista Mundo dos Super-Heróis #12
Setembro/2008
pág. 25

domingo, 11 de dezembro de 2011

UMA NOVA CHANCE

Teen Titans (1966) 44-A
Comic Book by DC, Nov 1976

Em sua nova fase, as HQs da Turma Titã se distanciaram completamente do Sr. Júpiter, ao ponto de citá-lo apenas uma vez durante toda a duração dessa fase. A formação também voltou ao clássico - Robin, Aqualad, Kid Flash, Moça Maravilha e Ricardito - mantendo apenas Mal Duncan dos membros mais recentes. E mesmo assim, ele sofreu mudanças: deixou de ser um rapaz normal, sem identidade heróica ou poderes, para se tornar o novo Guardião, inspirado por um personagem da Era de Ouro criado por Jack Kirby. Mas logo ele abandonou essa identidade para se tornar o Arauto, após adquirir um trompete místico que abria portais dimensionais. Passou as edições seguintes alternando entre essas duas identidades, o que deu um ar de indefinição para a série. Essa formação também se distanciou do clássico rapidamente, apresentando aos leitores uma série de novos integrantes.

Mundo dos Super-Heróis - Número 12 - setembro/outubro de 2008
págs. 25

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O FIM DE UMA REVISTA

Dossiê TITÂNICO - ANOS 70

Por Antônio Santos

As histórias do grupo voltaram a ter um foco mais aventuresco a partir de Teen Titans 32 (1971), mas as vendas da revista continuavam em baixa. Outra tentativa editorial foi investir em temas sobrenaturais e místicos, o que confundiu ainda mais os leitores, pois era claro que esses temas eram inadequados para um grupo de coloridos sidekicks. Nem a entrada de novos integrantes surgiu efeito. Rapina, Columba, Lilith, Malcolm Duncan (o primeiro Titã negro, mostrado à esquerda) e Gnarrk (um homem das cavernas que foi trazido para o presente) não atraíram a simpatia dos leitores. Assim, a série clássica dos Titãs foi descontinuada na edição 43, de 1973. Durante um tempo a Turma Titã saiu de cena e ganhou apenas reedições de suas histórias publicadas nas revistas DC Superstars e Super-Team Family. Inesperadamente, depois de um tempo essas edições tiveram vendas razoáveis e, em 1976, os Titãs ganharam uma nova chance. O título manteve o mesmo nome e continuou a partir do número 44, com Paul Levitz e Bob Rozakis nos roteiros.

Teen Titans (1966) 32-A
Comic Book by DC, Apr 1971

Teen Titans (1966) 43-A
Comic Book by DC, Feb 1973

Teen Titans (1966) 44-A
Comic Book by DC, Nov 1976

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12
SETEMBRO/OUTUBRO 2008
Pág. 24

domingo, 23 de janeiro de 2011

ABANDONO DE IDENTIDADES

Dossiê TITÂNICO - ANOS 70

Por Antônio Santos

Tempo de mudanças

Experiências editoriais equivocadas quase acabaram com a Turma Titã

Os anos 70 trouxeram uma nova fase para a Turma Titã. A partir de Teen Titans 25 (1970), o grupo passou a ter histórias de maior relevância social, assinadas por Robert Kanigher e depois por Steve Skeates, e desenhadas por Nick Cardy. Nessa primeira edição, os Titãs conhecem Lilith, uma misteriosa garota com poderes premonitórios que os avisa de um atentado contra um ganhador do Prêmio Nobel da Paz. Quando o grupo não consegue impedir o crime, os heróis são duramente repreendidos por seus tutores da Liga da Justiça. Os Titãs decidem então abandonar a vida heróica, mas um filantropo chamado Sr. Júpiter se oferece para financiá-los e treiná-los como um grupo de ação social. Lilith entra para a equipe e eles passam a usar um uniforme roxo padrão. Nessa edição, também entram na equipe os irmãos Rapina (Hank Hall) e Columba (Don Hall).
Essa nova fase não agradou aos leitores, pois duas das características mais interessantes dos Titãs de então - a diversão descompromissada e a falta de supervisão adulta - foram eliminadas numa história só. Muitos críticos acreditam que o surgimento de um tutor adulto e esse foco mais sério foi o que levou à perda de popularidade da revista nos anos seguintes. Afinal, a maioria dos membros já tinha tutores, como os integrantes originais. Outra questão problemática foi o enfoque dado a Rapina (com perfil violento) e Columba (um pacifista), que apenas obedeciam às ordens do filantropo.
Com a insatisfação dos leitores, os heróis voltaram gradatimente a usar seus uniformes, até que o teor social das HQs fosse esquecido - mesmo com Júpiter continuando como tutor dos garotos. Mas o estrago já estava feito...

Teen Titans (Vol 1) 26-A
Comic Book by DC, Apr 1970


FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12
SETEMBRO/OUTUBRO 2008
Pág. 24

domingo, 4 de julho de 2010

HISTÓRIAS RUINS, VILÕES PIORES AINDA

Dossiê TITÂNICO - ANOS 60

Além de tantas deficiências artísticas, os Titãs careciam de inimigos relevantes. Os vilões mais recorrentes dessa época são o Mad Mod (Neil Richards) e os Alienígenas da Dimensão X. Mod era um costureiro inglês que surge na edição 7 (1967), como um estilista de um astro do rock, que trabalha com contrabando.
O editor Dick Giordano tentou subir o nível no segundo confronto com os Titãs (número 17, de 1968), quando o vilão trocou os uniformes dos heróis por roupas "batizadas", que anulavam seus poderes. Uma curiosidade é que décadas depois, o ex-vilão desenhou os uniformes da Turma Titã II dos anos 90.
Um nome como Alienígenas da Dimensão X já soava mal nos anos 60, mas eles foram concebidos já na gestão de Giordano, em 1968 e foram inimigos de uma HQ dupla de Teen Titans 21 e 22 (1969). Na segunda aventura, os vilões descobrem uma dimensão entre a deles e a nossa e tentam dominá-la.

Teen Titans (Vol 1) 17-A
Comic Book by DC, Oct 1968


Teen Titans (Vol 1) 21-A
Comic Book by DC, Jun 1969

Teen Titans (Vol 1) 22-A
Comic Book by DC, Aug 1969

FONTE:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12
SETEMBRO/OUTUBRO 2008
Pág. 23

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

ENCONTROS MARCANTES

Dossiê TITÂNICO - ANOS 60

Uma das maiores reclamações dos fãs era o fato de só haver quatro membros. Os editores justificavam que não havia espaço nas 22 páginas da publicação para outros integrantes e que compensariam com participações especiais.
Mutano (Garfield Logan), na época chamado Rapaz-Fera, co-estrelou a sexta edição (1966), mas não entrou na equipe por não ter "autorização do responsável". Outros futuros Titãs que apareceram foram Rapina e Columba (os irmãos Hank e Don Hall), nos números 20 e 21.
Mas, o mais interessante convidado da revista nos anos 60 foi o super-herói russo Estelar (Leonid Kovar), que depois ficou conhecido como Estrela Vermelha. Em plena Guerra Fria, os Titãs e o jovem russo se tornaram amigos e mandaram uma mensagem de paz na edição 18 (1968).

Teen Titans (Vol 1) 6-A
Comic Book by DC, Dec 1966

Teen Titans (Vol 1) 20-A
Comic Book by DC, Apr 1969

Teen Titans (Vol 1) 21-A
Comic Book by DC, Jun 1969

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12
- SETEMBRO/OUTUBRO 2008

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

FALTA DE EVOLUÇÃO DOS PERSONAGENS

Dossiê TITÂNICO - ANOS 60


Apesar do apelo, a revista dos Titãs alcançou sucesso moderado. O motivo eram as tramas sem sentido e com soluções simples demais, sem uma continuidade coerente e nenhum aprofundamento sobre a vida dos protagonistas, além do fato de serem super-heróis. O caso mais grave era da Moça Maravilha, que entrou na equipe sem qualquer menção à sua origem ou sequer uma identidade secreta.
Só a partir da edição 15, com a entrada do editor Dick Giordano, as HQs ganharam alguma coerência. A pedido dos leitores, Ricardito - o parceiro do Arqueiro Verde - substitui Aqualad na edição 19 (1969) e a Moça Maravilha ganha um passado em um pequeno conto no número 22 (1969), um dos primeiros trabalhos do jovem roteirista Marv Wolfman.

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12 - SETEMBRO/OUTUBRO 2008

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

HERÓIS CERTINHOS DEMAIS

Dossiê TITÂNICO - ANOS 60


Os Titãs pregavam a independência dos jovens, mas o excesso de bom-mocismo chegava a atrapalhar as histórias pois os personagens viviam distribuindo conselhos em defesa à família, à pátria e à educação formal. Até os fãs alertavam os editores por meio de cartas que adolescentes da época não agiam daquela forma. Mesmo assim, os Titãs seguiam firmes em sua cruzada pelos bons costumes. Por exemplo: em Teen Titans 3 (1966), o grupo atendeu a um pedido do governo para combater Ding-Dong Daddy Dowd, o dono de uma oficina de carros envenenados que convencia garotos a abandonar a escola e trabalhar para ele. Já na edição 15, os leitores vêem um conto sobre a volta do jovem Ken para casa. O garoto vivia o sonho hippie da época, até os Titãs colocarem "juízo" nele.

FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12 - SETEMBRO/OUTUBRO 2008

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O IDEAL DA TURMA TITÃ

Dossiê TITÂNICO - ANOS 60


A adolescência é uma época de grandes incertezas, porém, no Universo DC, a Turma Titã seguia uma causa bem definida: ajudar outros jovens. Diferentemente dos vigilantes sem objetivos, os Titãs eram leais à sua premissa e recebiam cartas e mensagens de rádio de adolescentes em busca de ajuda. Após duas aparições de sucesso em The Brave and The Bold e também de inocentar uma banda de rock injustamente incriminada em Showcase 59 (1965), o grupo ganhou título próprio bimestral em fevereiro de 1966. Em seu primeiro número, eles visitaram uma selva sul-americana, mas logo retornam à sua temática primordial na segunda edição, ao ajudar um garoto das cavernas a vingar a morte de sua família nas mãos de um homem de Neandertal.


FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12 - SETEMBRO/OUTUBRO 2008

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

AJUDANTES DE HERÓIS

Dossiê TITÂNICO - ANOS 60



Heróis juvenis

A primeira fase dos Titãs é lembrada pelas suas HQs com excesso de bom-mocismo

por Adriano Izhar

O conceito dos sidekicks, os ajudantes mirins de super-heróis, foi inaugurado na revista Detective Comics 38, com a apresentação do primeiro Robin (Dick Grayson).
A estreia do Garoto Prodígio dobrou as vendas dos títulos do Homem-Morcego pois criava uma identificação direta com os leitores adolescentes. Daí em diante, a fórmula da Dupla Dinâmica foi copiada à exaustão com Aquaman e Aqualad (Garth), Flash e Kid Flash (Wally West), Arqueiro Verde e Ricardito (Roy Harper), entre outros. Com o passar do tempo - e o aumento de sidekicks na DC - surgiu a ideia de reunir esses jovens heróis em uma mesma história. Foi o embrião da Turma Titã e de todas as versões futuras da equipe.
Robin, Kid Flash e Aqualad se uniram de forma casual para combater o vilão Senhor Ciclone na revista The Brave and the Bold 54 (1964). Mas os jovens só se organizaram como um grupo - a Turma Titã - em sua segunda história, publicada um ano depois, no número 60 da mesma revista, com a chegada da Moça Maravilha. A criação desse grupo é creditada ao roteirista Bob Haney e ao desenhista Bruno Premiani.




FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 12 - SETEMBRO/OUTUBRO 2008

domingo, 28 de dezembro de 2008

NOVOS TITÃS


Quatro jovens – Robin, Moça-Maravilha, Mutano e Cyborg – com capacidades muito especiais. Uma garota mística capaz de penetrar na mais fechada das mentes – Ravena – e um jovem apaixonado por ela, Kid Flash. Finalmente, Koriander, princesa de um mundo distante, fugindo da escravidão e possuidora de poderes inacreditáveis.
Está formado o mais incrível grupo de super-heróis que a imaginação humana jamais concebeu... Os Novos Titãs!
Seu objetivo é resgatar a humanidade da terrível ameaça de Trigon, o demônio dominador de universos. Para isso, eles estão dispostos a arriscar suas vidas, ainda tão curtas.
SETE JOVENS E UM DESTINO
Perdido na imensidão dos universos, o templo de Azurath é um santuário de paz. Ali, qualquer forma de reação à violência é terminantemente proibida.
É para lá que Ravena levou os demais Titãs, objetivando um confronto deles com Trigon. É em Azurath que os heróis ficam sabendo que há vinte anos Arella, uma das líderes do templo, foi seduzida pelo poder de Trigon e deu à luz uma menina... Ravena!
É lá também que os Novos Titãs enfrentam Trigon, são derrotados e vêem o demônio levar sua filha para seu universo de ódio e terror, onde pretende transformá-la em sua princesa.
Mas, surpreendentemente abandonando toda a sua filosofia pacifista, Arella parte de Azurath com os jovens heróis para, com eles, enfrentar Trigon e libertar Ravena.
No mundo subjugado pelo tirano, depois de ferocíssimos combates, Arella consegue exilar Trigon numa outra dimensão, onde ambos viverão eternamente em conflito.
De volta à Terra, os Titãs solidificam o grupo e vivem agora sua fase de auto-afirmação.
Enquanto Ravena e Koriander começam a se adaptar a seu novo planeta, Cyborg acompanha os últimos dias de vida de seu pai, o principal responsável por suas mutilações e criador da Torre Titã.
Kid Flash, que descobriu que Ravena o havia induzido, através da magia, a se apaixonar por ela, vive momentos de grande angústia e incerteza, e pensa em voltar à vida civil.
Robin assumiu de vez a liderança do grupo e Mutano... Bem, Mutano continua o mesmo.
Moça-Maravilha, que nas horas vagas é fotógrafa de modas, vive intensamente uma paixão por um homem mais maduro e divorciado.
Tudo que os Titãs viveram até agora, foi apenas o aperitivo para o prato que começará a ser servido nesta edição de Superamigos. Bom apetite.

Fonte: SUPERAMIGOS # 1 (maio/85).