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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

OS ANOS PERDIDOS

The Amazing Spider-Man (1963) 92-A
Comic Book by Marvel
Jan 1971
"When Iceman Attacks"

A falta de histórias novas em sua própria revista, entra as edições 67 e 93, não impediu os X-Men de aparecerem ocasionalmente no Universo Marvel. Alguma dessas aparições, inclusive, foram cruciais para o desenvolvimento dos mutantes.

Por Antônio Santos

Amazing Spider-Man 92 (1971)

O Homem de Gelo é convencido pelo promotor Sam Bullit a enfrentar o Homem-Aranha. Desfeito o mal-entendido, os dois jovens heróis se tornam amigos. 

Mundo dos Super-Heróis #4 - Abril/Maio de 2007 - Editora Europa.

domingo, 26 de janeiro de 2014

18. TIA MAY E OCTOPUS CASADOS

The Amazing Spider-Man (1963) 131-A
Comic Book by Marvel
Apr 1974

De uma forma ou de outra, tia May sempre causou preocupação e dor de cabeça ao seu sobrinho Parker e, não raro, o metia em encrencas. O ápice disso foi o quase casamento da velhinha com o Dr. Octopus, numa HQ publicada em Amazing Spider-Man 131 (abril de 1974). De forma incompreensível, tia May herda de um parente desconhecido uma pequena ilha que vale uma fortuna em reservas de urânio. Octopus resolve seduzir a anciã para aplicar o golpe do baú. Já o Cabeça-de-Martelo prefere usar métodos mais tradicionais para tomar posse da ilha. Recentemente essa história foi apontada por um site americano como uma das cinco ideias mais idiotas já utilizadas na mitologia do herói aracnídeo.

No Brasil:
Homem-Aranha 65 (Ebal, agosto de 1974),
Teia do Aranha 26 (Ed. Abril, novembro de 1991).

Mundo dos Super-Heróis #9 - Março/Abril de 2008 - Ed. Europa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

HOMEM-ARANHA (PETER PARKER)

Aliados

Pelas páginas da revista do Quarteto já passaram quase todos os personagens da Marvel. Alguns se tornaram grandes amigos da equipe

Por André Morelli

The Amazing Spider-Man (1963) 1-A
Comic Book by Marvel
Mar 1963

Apesar da estreia em Amazing Spider-Man 15, de 1962, o Aranha só ganhou revista própria quase um anos depois, numa história em que tentava invadir a sede do Quarteto para se oferecer como um quinto membro. O herói aracnídeo pensava que poderia ganhar uma parte do dinheiro que o Quarteto conseguiu graças aos inventos de Reed Richards. Além de não ser aceito na equipe, ainda levou o maior sermão do Senhor Fantástico sobre como um herói deve agir.

Depois desse começo atrapalhado, muitas histórias passaram a explorar uma certa antipatia entre o Homem-Aranha e o Tocha Humana. Ambos tinham a mesma idade, mas levavam vidas opostas: enquanto o Johnny Storm vivia cercado de garotas e tinha fama, Peter Parker era o nerd solitário, azarado e sem dinheiro. Mas com o tempo essa implicância se transformou numa grande amizade.

Entre as histórias que o Aranha viveu ao lado do Quarteto, destacam-se a criação do Aranhamóvel, o estranho buggy contruído pelo Tocha nos anos 70, e o final da saga do uniforme negro na década de 80, quando a criatura simbionte foi detida e aprisionada por Reed Richards.

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #5 - Junho/Julho de 2007 - Editora Europa.

17. CHACAL, O GRANDE VILÃO DOS ANOS 70

Na mesma HQ de estreia do Justiceiro, os leitores tiveram contato com a sinistra figura do Chacal. A partir da morte do Duende Verde, ele se tornou o principal vilão do Aranha no período. Posteriormente, o Chacal teve sua identidade revelada: ele era Miles Warren, biólogo que trabalhava como professor na mesma universidade de Peter Parker e Gwen Stacy. Apaixonado secretamente por Gwen, o professor culpou o Aranha por sua morte e concentrou seus esforços em destruir o herói e produzir um clone de sua amada, baseado nas amostras de sangue que ele havia retirado de seus alunos. Foi a amostra de sangue de Parker que permitiu ao desequilibrado vilão criar o clone do Homem-Aranha, que tanta confusão provocaria na cronologia do Cabeça-de-Teia ao longo da década de 90. Escrita por Gerry Conway e ilustrada por Ross Andru, a fase dos clones do Chacal foi originalmente publicada em Amazing Spider-Man 144 a 151 (maio a dezembro de 1975).

The Amazing Spider-Man (1963) 144-A
Comic Book by Marvel
May 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 145-A
Comic Book by Marvel
Jun 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 146-A
Comic Book by Marvel
Jul 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 147-A
Comic Book by Marvel
Aug 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 148-A
Comic Book by Marvel
Sep 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 149-A
Comic Book by Marvel
Oct 1975

The Amazing Spider-Man (1963) 150-A
Comic Book by Marvel
Nov 1975

Amazing Spider-Man (1963) 151-A
Comic Book by Marvel
Dec 1975

Por José Salles e André Morelli

No Brasil:

Homem-Aranha 30 a 32 (RGE, junho a agosto de 1981) e
A Teia do Aranha 29 a 31 (Ed. Abril, fevereiro a abril de 1992),
Origens dos Super-Heróis Marvel 6 (Ed. Abril, julho de 1997).

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #9 - Março/Abril de 2008 - Editora Europa.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

16. SURGE O JUSTICEIRO

The Amazing Spider-Man (1963) 129-A
Comic Book by Marvel
Feb 1974
"The Punisher Strikes Twice!"

Foi numa história escrita por Gerry Conway para Amazing Spider-Man 129 (fevereiro de 1974) que Frank Castle, o Justiceiro, fez sua estreia nos quadrinhos. O personagem ia contra tudo que os super-heróis pregavam até então, executando criminosos a sangue frio e confundindo-se com vilões. Foi o precursor dos anti-heróis que fizeram muito sucesso nos anos 80. Curiosamente, no mesmo ano da estreia do personagem, chegava aos cinemas americanos o filme Desejo de Matar, estrelado pelo ator Charles Bronson, numa temática muito semelhante à do Justiceiro.

No Brasil:
O Homem-Aranha 63 (Ebal, junho de 1974),
Homem-Aranha 27 (RGE, outubro de 1980),
A Teia do Aranha 25 (Ed. Abril, outubro de 1991).

Em 2007, a Panini relançou a HQ publicada em Amazing Spider-Man 129 numa edição especial vendida juntamente com Homem-Aranha - Grandes Desafios: A Saga Original do Clone.

Por José Salles e André Morelli

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #9 - Março/Abril de 2008 - Editora Europa.

domingo, 4 de março de 2012

15. A TRÁGICA MORTE DE GWEN STACY

Amazing Spider-Man (1963) 122-A
Comic Book by Marvel, Jul 1973

Publicada em Amazing Spider-Man122 (julho de 1973), a morte de Gwen Stacy está entre as melhores e mais lembradas HQs do Homem-Aranha. Existem muitas histórias de bastidores sobre a polêmica descisão de matar a namorada do herói. A principal sugere que o relacionamento entre Peter e Gwen se tornou tão forte que sua conclusão natural seria o casamento, o que a Marvel não aprovava, com medo dos leitores mais novos perderem o interesse pela revista. Dessa forma, a doce Gwen encontrou seu fim quando foi lançada pelo Duende Verde do alto da Ponte do Brooklin, numa vingança contra o Aranha. Numa tentativa desesperada, Parker lançou uma de suas teias para salvar a amada, mas a súbita parada quebrou o pescoço de Gwen. O trágico desfecho da história é inclusive apontado por muitos pesquisadores como o fim da Era de Prata e o começo da Era de Bronze nos quadrinhos. Daí para frente, nem sempre os mocinhos venceram no final.

No Brasil:
- O Homem-Aranha 55 (Ebal, outubro de 1973);
- Homem-Aranha 18 (RGE, agosto de 1980);
- Homem-Aranha x Duende Verde (Ed. Abril, dezembro de 1986);
- Teia do Aranha 23 (Ed. Abril, agosto de 1991);
- Homem-Aranha Grandes Desafios: A Volta do Duende (Panini, 2007).

Mundo dos Super-Heróis #09
março/abril de 2008
pág. 25

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

14. OS ROTEIROS DE CONWAY

Amazing Spider-Man Vol 1 #111
August, 1972

Após a marcante passagem de Stan Lee e Roy Thomas, a revista Amazing Spider-Man ficou a cargo do jovem roteirista Gerry Conway, que assumiu a partir da edição 111 (1972). Sua HQ de estréia contava com um vilão de terceira categoria, o Gibão, mas com o passar dos números Conway mostrou muitos pontos altos. Ele escreveu histórias bem-humoradas com a dupla Aranha e Tocha Humana, como aquela com a construção do Aranhamóvel e a aparição de outros vilões de menor importância. Mas o legado do roteirista foi além da comédia. Conway foi responsável por clássicos combates do Homem-Aranha contra Hulk e Luke Cage, a criação do Cabeça-de-Martelo (vilão que parecia saído das páginas de Dick Tracy) e o Tarântula. Mas, principalmente pelo tópico a seguir.

No Brasil:
O Homem-Aranha 51 (Ebal, junho de 1973),
Homem-Aranha 13 (RGE, fevereiro de 1980) e
Teia do Aranha (Ed. Abril, 1991)

Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 9 - março/abril de 2008
pág. 25

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O OUTRO PAI DO HOMEM-ARANHA


Discreto e misterioso, Steve Ditko, o cocriador do Aranha, é um dos artistas mais singulares dos gibis

Por Maurício Muniz

Dono de estilo e imaginação ímpares, ele foi bem mais do que um simples desenhista, como muitos imaginam. Em sua passagem pelo título do Homem-Aranha, Steve Ditko desenvolveu as principais tramas do herói e, após sair da Marvel, criou alguns dos mais conhecidos personagens do mercado, em um legado que perdura até hoje.

Filho de pais tchecos, Stephen J. Ditko nasceu em 2 de novembro de 1927 na cidade de Johnstown, estado da Pensilvânia. Apesar da infância marcada pela pobreza, o artista teve bons momentos graças ao amor do pai, um carpinteiro também chamado Stephen, e às histórias em quadrinhos, principalmente as do Príncipe Valente, de Hal Foster. Desde cedo, o garoto foi exposto aos heróis de papel e seu interesse intensificou-se com o surgimento de Batman, em 1939, e Spirit, em 1940.

O Homem-Morcego logo ocupou um lugar especial na imaginação de Ditko, a ponto de pedir para sua mãe, Anna, que lhe criasse uma roupa igual à do herói. Para Mike, o melhor amigo do garoto, Anna costurou uma réplica do uniforme de Robin, e os dois meninos divertiam-se pelas ruas de Johnstown em aventuras imaginárias. Logo, o jovem Ditko tornou-se um grande admirador do trabalho de Jerry Robinson, o desenhista principal das HQs de Batman. Adolescente, passou a desenvolver seus dons artísticos e decidiu que se tornaria um artista dos quadrinhos.

Ditko formou-se no colegial em 1945 e, como estava em idade de prestar o serviço militar, foi mandado por algum tempo para a Alemanha. Quando voltou, tentou perseguir a carreira artística, embora o pai fosse contra, por achar que o jovem não conseguiria se sustentar. Por influência de Stephen, fez um curso que ensinava a criar letreiros para placas e cartazes. Mesmo assim, continuava a se aprimorar, criando ilustrações com grande influência do estilo de Jerry Robinson.

Nova York sempre foi o maior pólo de criação de quadrinhos nos Estados Unidos. Assim, em 1950, Ditko resolveu mudar para lá para estudar desenho. Para tanto, fez uso de um fundo do governo que ajudava nos estudos de ex-soldados. Mas o rapaz não queria frequentar qualquer escola. Ao descobrir que Jerry Robinson começara a lecionar na famosa Cartoonists and Illustrators School, inscreveu-se nela e passou a ter aulas diretamente com seu ídolo, um dos homens que o influenciara a seguir carreira nos quadrinhos. Logo, Ditko destacou-se com seus estilo dinâmico e sua criatividade. Após dois anos de estudos, começou a procurar trabalho em diversas editoras.

Primeiro trabalho profissional de Ditko
Daring Love 1 - setembro de 1953

Fonte: Mundo dos Super-Heróis - Número 28 - julho/agosto de 2011
pág. 59

quinta-feira, 24 de março de 2011

13. ARANHA E CONVIDADOS

O fim da inocência

Durante a década de 70, o Aranha teve HQs que mudaram a forma como os super-heróis eram vistos pelo público

Por José Salles e André Morelli

Marvel Team-Up foi uma revista criada em março de 1972 que, a cada mês, trazia dois heróis da editora estrelando uma mesma HQ. Na prática, o título funcionava como outra revista do Homem-Aranha, que vivia um dos seus períodos de maior popularidade. O Escalador de Paredes foi o astro em quase todos os 150 números de Marvel Team-Up, em histórias fechadas e que não mantinham maiores ligações com a cronologia da Marvel. Na lista de convidados da revista, destacavam-se o Tocha Humana e personagens exóticos, como irmão Vodu e Howard, o Pato.

Marvel Team-Up (1972) 1-A
Comic Book by Marvel, Mar 1972

Marvel Team-Up (1972) 24-A
Comic Book by Marvel, Aug 1974

Marvel Team-Up (1972) 150-A
Comic Book by Marvel, Feb 1985

No Brasil:
Algumas HQs da Marvel Team-Up saíram no gibi colorido do Homem-Aranha (Ebal, oito números e um almanaque lançados entre 1974 e 1975). Depois a RGE republicou o material na revista Super-Heróis Marvel e também no Superalmanque do Aranha. Recentemente a Editora Mythos relançou as primeiras HQs da Marvel Team Up em dois volumes da coleção Homem-Aranha Edição Histórica (2002 e 2004).

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 9
março/abril de 2008
pág. 25

Veja também:
1. A ESTRÉIA DO ARANHA

domingo, 16 de janeiro de 2011

12. FLASH THOMPSON VAI À GUERRA

O fim da inocência

Durante a década de 70, o Aranha teve HQs que mudaram a forma como os super-heróis eram vistos pelo público

Por José Salles e André Morelli

12. FLASH THOMPSON VAI À GUERRA

Depois de ser convocado para a Guerra do Vietnã, Flash - o irritante rival de Peter Parker nos tempos de colégio - ganhou nova personalidade nos anos 70, visto de forma mais adulta e humanizada. Ele retornaria brevemente e voltaria ao front em Amazing Spider-Man 83 (abril de 1970). As consequências da ida de Thompson ao Vietnã iriam repercurtir na cronologia do herói, com uma HQ marcante publicada em Amazing Spider-Man 108 e 109 (maio e junho de 1972), em que ele é perseguido por agentes vietnamitas em plena Nova York. O desfecho se deu com a ajuda de outro herói da Marvel, o místico Doutor Estranho. Uma curiosidade: foi no Vietnã que Flash conheceu Sha Shan Nguyen, asiática por quem se apaixonou e trouxe para os EUA, onde o casal foi vítima do preconceito contra os asiáticos, uma situação muito comum.

Amazing Spider-Man (Vol 1) 83-A
Comic Book by Marvel, Apr 1970

Amazing Spider-Man (Vol 1) 108-A
Comic Book by Marvel, May 1972

Amazing Spider-Man (Vol 1) 109-A
Comic Book by Marvel, Jun 1972

No Brasil:
Homem-Aranha 29 (Ebal, agosto de 1971). A volta ao Vietnã saiu em O Homem-Aranha 41 (Ebal, agosto de 1972). Depois, em O Homem-Aranha 50 (Ebal, maio de 1973). As HQs apareceram também na revista Teia do Aranha 14 (novembro de 1990) e 16 e 18 (janeiro a março de 1991) da Ed. Abril.

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 9
março/abril de 2008
pág. 24

Veja também:
1. A ESTRÉIA DO ARANHA

segunda-feira, 28 de junho de 2010

11. A ESTRÉIA DO DESENHISTA GIL KANE

O fim da inocência

Durante a década de 70, o Aranha teve HQs que mudaram a forma como os super-heróis eram vistos pelo público

Por José Salles e André Morelli

11. A ESTRÉIA DO DESENHISTA GIL KANE

Em outubro de 1970, a revista Amazing Spider-Man 89 marcou a estréia do consagrado desenhista Gil Kane. Natural da Letônia, o artista já era considerado um dos mais importantes da Era de Prata por sua passagem pela DC nos anos 60. Lá, Kane desenhou títulos como Lanterna Verde e Eléktron. Seu desenho detalhista e repleto de ângulos ousados se encaixou perfeitamente no clima das HQs do Homem-Aranha, que viveu algumas de suas melhores histórias nesse período. Logo em sua estréia, Kane desenhou a trágica morte do Capitão George Stacy, pai de Gwen, namorada de Peter Parker.

No Brasil:
Almanaque do Aranha (Ebal, 1973) e Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha volume 3 (Panini, novembro de 2004), Homem-Aranha Premium 12 (Ed. Abril, setembro de 2001)

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 9
março/abril de 2008
pág. 24

Veja também:
O SEGUNDO TÍTULO DO ARANHA

domingo, 28 de fevereiro de 2010

10. O SEGUNDO TÍTULO DO ARANHA

No final dos anos 60, o mercado de revistas em preto e branco se mostrava muito rentável. Essas revistas eram maiores que os gibis tradicionais e estavam isentas do Comics Code, o órgão que regulamentava os quadrinhos na época. Assim, atingiam um público mais velho e com mais renda.
Claro que a Marvel logo tentou entrar nesse mercado e em 1968, surgiu The Spectacular Spider-Man, uma revista em formato maior, com capas pintadas e histórias em preto e branco. A revista era interconectada com a Amazing Spider-Man e tinha a mesma equipe criativa, Stan Lee e John Romita. Assim, o Aranha foi o primeiro personagem da editora a ter dois títulos ao mesmo tempo. Mas as vendas ficaram bem abaixo do esperado e a revista foi cancelada em seu segundo número. Só oito anos depois foi relançada, com um formato mais tradicional e nova numeração, se mantendo nas bancas por 22 anos. Desta vez o nome foi mudado para Peter Parker: The Spectacular Spider-Man.

No Brasil:
Teia do Aranha #22 (Ed. Abril, julho 1991) e
Homem-Aranha Grandes Desafios volume 3 (Panini, 2007).

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 9
março/abril de 2008
pág. 23

Veja também:
HOMEM-ARANHA NA TV

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

9. HOMEM-ARANHA NA TV

No final de 1967, estreou na rede ABC o desenho animado The Amazing Spider-Man, uma adaptação fiel às histórias do herói. O programa teve papel crucial no aumento da popularidade do Aranha, pois levou o personagem para um público mais amplo, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países.

Produzido pelo estúdio Grantray-Lawrence Animation, o desenho tinha poucos recursos, mas era muito melhor do que as séries "desanimadas" dos outros personagens da Marvel que surgiram nos anos seguintes. A música de abertura se tornou um clássico e foi regravada por inúmeras bandas de rock. A mais conhecida foi a versão do grupo punk Ramones.

A série durou três temporadas e contabilizou 79 episódios. Em 2004, foi lançado nos Estados Unidos um box de DVDs com todos esses episódios.





Veja também:
Nasce um mito

terça-feira, 29 de setembro de 2009

8. PETER PARKER DESISTE DE SER UM HERÓI

The Amazing Spider-Man (1963) 50-A
Comic Book by Marvel
Jul 1967
"Spider-Man No More!"

A situação do Aranha não estava fácil: era acuado pelo Clarim Diário e pela opinião pública; perseguido pela polícia; precisava cuidar da tia doente e ainda recebia notas cada vez mais baixas na faculdade. Esses motivos levaram Peter Parker a desistir de sua carreira heróica, quando cede a pressão e abandona seu uniforme na lata de lixo. A cena foi publicada em Amazing Spider-Man 50 (julho de 1967) e tornou-se uma das mais marcantes na história do herói e largamente copiada nas HQs.

Mas a situação logo volta ao normal quando Peter percebe que as gangues se aproveitaram de sua ausência para dominar a cidade. Fora isso, ele se lembra do que aconteceu com seu tio Ben. Pronto: o Aranha voltava à ativa.

No Brasil:
Homem-Aranha 30 (Ebal, setembro de 1971),
Spider-Man Collection 11 (Ed. Abril, 1997).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

7. FINALMENTE, MARY JANE!

Amazing Spider-Man 42 (novembro de 1966) trouxe uma ótima HQ em que o Aranha luta contra John Jameson (filho do editor do Clarim Diário), que havia ganho poderes e tornou-se rancoroso e violento. Mas o que marcou mesmo a edição foram os últimos quadrinhos da referida HQ, quando aparece uma ruiva estonteante - realçada pelo traço curvilíneo de John Buscema - pronunciando uma inesquecível frase:
"Face it Tiger, you just hit the jackpot" (algo como "Parabéns, Tigrão, você tirou a sorte grande").

A jovem era Mary Jane, sobrinha de Anna Watson, a vizinha dos Parker. Mary Jane foi citada pela primeira vez em Amazing Spider-Man 15 (1964) e, a partir daí, fez rápidas aparições mas sem nunca mostrar o rosto. A Tia May insistia que os dois jovens precisavam-se conhecer, mas Peter fazia questão de evitar isso pois temia que Mary Jane fosse feia e desinteressante. Isso gerou um mistério de quase dois anos, que só se encerrou nessa marcante cena. Como se viu futuramente, realmente Parker tirou a sorte grande.

Mary Jane

No Brasil:
Homem-Aranha 26 (Ebal, maio de 1971),
Spider-Man Collection 10 (Ed. Abril, 1997).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

6. DITKO SAI, JOHN ROMITA ASSUME

Toda parceria nas HQs tem seus conflitos e não poderia ser diferente com Stan Lee e Steve Ditko. Os dois tinham opiniões distintas sobre vários personagens e histórias, o que gerava constantes brigas. Entre essas divergências estava a identidade secreta do Duende Verde: Lee queria que o Duende fosse revelado como um Norman Osborn enlouquecido. Ditko preferia que ele fosse um dos coadjuvantes mais antigos, Ned Leeds (ironicamente, revelado como o Duende Macabro anos depois).
Graças a esses atritos, Ditko decidiu deixar a revista do Aranha. Para seu lugar, foi convocado o jovem John Romita, que já havia desenhado o herói aracnídeo numa HQ do Demolidor (Daredevil 16 e 17). Esse encontro do Aranha com o Demolidor foi um teste proposto por Stan Lee para saber se Romita sabia desenhar o herói aracnídeo. E como sabia! Romita se tornou um dos maiores artistas do personagem ao assumir Amazing Spider-Man a partir da edição 39 (1966).


Daredevil (Vol 1) 16-A
Comic Book by Marvel, May 1966


No Brasil: Homem-Aranha 23 (Ebal, fevereiro de 1971), Homem-Aranha x Duende Verde 1 (Ed. Abril, outubro de 1986), Spider-Man Collection 9 (Ed. Abril, 1997)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

5. PETER PARKER ENTRA NA FACULDADE

O maior diferencial da Marvel em relação às suas concorrentes era o dinamismo. Diferentemente do que ocorria nas revistas da DC e de outras editoras, os personagens Marvel mudavam com frequencia, o que dava um ar de imprevisibilidade para as histórias. Enquanto o Superman dessa época, por exemplo, vivia sempre enrolando a Lois Lane e correndo atrás de notícias para o Planeta Diário, o Homem-Aranha mudou de cenário apenas três anos depois de sua criação. A entrada de Peter Parker na faculdade trouxe uma série de novos e interessantes coadjuvantes para o universo do personagem, como seu grande amigo (e futuro inimigo) Harry Osborn e Gwen Stacy (um dos amores do herói).
De quebra, em Amazing Spider-Man 31 a 33 (1965/1966) é publicada uma das cenas mais heróicas do Aranha, quando ele levanta toneladas de escombros numa luta desesperada pela sobrevivência, dele e de sua tia May, que foi envenenada e dependia de um antídoto.
Essa fase também marca o fim dos grandes trabalhos da duplas Stan Lee e Steve Ditko no universo do Aranha.


Amazing Spider-Man 31


No Brasil: Almanaque do Homem-Aranha 1971 (Ebal), Homem-Aranha 18 a 20 (Ed. Abril, dezembro de 1984 a fevereiro de 1985), Spider-Man Collection 7 e 8 (Ed. Abril, 1997)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

4. TODOS JUNTOS CONTRA O ARANHA

Após tantos confrontos e derrotas nas mãos do Aranha, era de se esperar que os vilões se unissem contra o herói. E foi o que aconteceu em Amazing Spider-Man Annual 1, de 1964. Numa história cheia de partipações de outros heróis Marvel, o Dr. Octopus (Otto Octavius) convida diversos vilões a se reunirem numa vingança coletiva. Daí surge o Sexteto Sinistro, grupo formato por Dr. Octopus, Electro (Maxwell Dillon), Kraven (Sergei Kravinoff), Mysterio (Quentin Beck), Homem-Areia (William Baker) e Abutre (Adrian Toomes). O Duende Verde e o Dr. Destino também foram convidados, mas recusaram. Para piorar as coisas, na HQ, o Aranha perde seus poderes momentaneamente, quando sua culpa pela morte do Tio Ben gera efeitos psicossomáticos que o deixam debilitados. No final os vilões são derrotados, mas eles retornam muitas vezes nas décadas seguintes, em diferentes formações.

Sexteto Sinistro

No Brasil: Spider-Man Collection 4 (Ed. Abril, 1997)

terça-feira, 7 de julho de 2009

3. A ESTRÉIA DO DUENDE VERDE

As primeiras edições da revista do Aranha foram marcadas pelo surgimento de alguns dos mais interessantes vilões dos quadrinhos. Mas Amazing Spider-Man 14 foi ainda mais importante pois trazia o Duende Verde, um vilão determinado a dominar o submundo de Manhattan que logo desenvolveu uma obsessão doentia em destruir o Homem-Aranha. O mistério da identidade verdadeira do Duende se estendeu por dois anos e foi uma das maiores incógnitas dos quadrinhos na época. Quando foi revelado que ele era o empresário Norman Osborn (Amazing Spider-Man 39, de 1966), muitos leitores ficaram frustados. Mas esse sentimento durou pouco. A partir daí o Duende passou a aparecer com mais frequência e foi coadjuvante de algumas das melhores histórias do Aranha.

Amazing Spider-Man 14


No Brasil: Homem-Aranha 9 (Ebal, dezembro 1969), Spider-Man Collection 3 (Ed. Abril, 1997)