sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ANIMAÇÕES NA TV

Retorno às origens

A década de 70 foi marcada por grandes equipes criativas e a volta do lado mais sombrio do Morcego

Por André Morelli



Em 1973, estreou pela rede de TV ABC os Superamigos, a versão animada da Liga da Justiça. Criada pelos estúdios Hanna-Barbera e com os visuais criados pelo ilustrador Alex Toth, Superamigos foi um grande sucesso e, somando suas diferentes fases, durou de 1973 até 1986, com a participação de Batman em todas as formações da equipe. O Morcego ganhou ainda mais espaço na TV com a estreia em 1977 de The New Adventures of Batman, animação solo do personagem, produzida pela Filmation e transmitida pela rede CBS. Apesar de New Adventures ser muito fiel aos quadrinhos do que Superamigos, os dois desenhos sempre contaram com a presença de Robin. Já nas revistas, Batman atravessou a década de 70 atuando sozinho e somente em algumas histórias esteve ao lado do Garoto Prodígio ou mesmo da Batgirl.

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 11
julho/agosto de 2008
pág. 27

Leia também:
O RETORNO DO DUAS-CARAS

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A estrela do Sul

Pouco depois das três da tarde de um sábado em 17 de março de 1945 nascia, sob o signo de Peixes, uma nova estrela na constelação do Cruzeiro do Sul do país: Elis Regina Carvalho Costa.
O Hospital da Beneficência Portuguesa de Porto Alegre foi o palco de onde Ercy Carvalho Costa, filha de imigrantes portugueses donos de uma mercearia, e Romeu Costa, chefe do almoxarifado da Companhia Sulbrasileira de Vidros, presenciaram a chegada de seu primeiro rebento: uma linda gauchinha que nascera portadora de diplopia, ou visão dupla, um problema que atinge menos de 5% da população infantil pré-escolar. Caracteriza-se por um desvio ocular conhecido popularmente como estrabismo. Os óculos que a pequenina Elis teria de usar a partir dos 4 anos não a impediram, porém, de enxergar o futuro que iria obstinadamente construir.
O nome Elis fora inspirado em xará, amiga de D. Ercy; Regina era imposição dos cartórios, que, na época, não permitiam o registro de nomes aplicáveis a ambos os sexos sem um complemento que evidenciasse o gênero do bebê.
A família Costa residia em uma casa simples do bairro de Navegantes, em Porto Alegre, onde a menina passaria boa parte de sua infância ouvindo a programação musical da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. No domingo, ao meio-dia, havia o programa Quando os Ponteiros se Encontram, do cantor Francisco Alves, o Chico Viola, de quem seu Romeu era fã. A garota também escutava a Rádio Belgrano, de Buenos Aires, em que Carlos Gardel era figurinha fácil na programação portenha, outra preferência do pai. Seu Romeu, por sua vez, justificava a afinidade musical com seus próprios dotes artísticos, que haviam proporcionado a ele na juventude um honroso segundo lugar em um programa de calouros. Esses dotes insurgiram vez por outra na exibição de seu talento de dançarino amador sob a proteção do ambiente doméstico. Pois foi em um almoço de família na casa da avó materna, Ana, como sempre musical, ruidoso e animado, que a mãe de D. Ercy deu a sugestão: ¨por que não levar Elis ao Clube do Guri?". A menina a essa altura já cantava as canções "Adiós" e "Pampa Mia" sem errar a pronúncia, a letra ou a melodia - um prodígio para seus 7 anos de idade.



O Clube do Guri era um programa infantil dominical comandado por Ary Rego na Farroupilha, rádio porto-alegrense. E para lá foi D. Ercy com a menina a tiracolo, dois domingos seguidos, até conseguir a suada apresentação da filha. Mas o primeiro contato com a mídia foi traumático para a tímida Elis, acostumada a exibir seu talento apenas no aconchego familiar. Intimidada pela plateia e assustada com o ambiente estranho, não conseguiu articular sequer um vocábulo, que dirá cantar. Então lá se foi D. Ercy, levando de volta para casa, além da filha, uma grande frustação.
Elis era uma aluna excelente desde os primeiros anos de escola, em uma combinação de boas notas e dotes artísticos dificilmente vista na história dos grandes gênios da música brasileira. Foi nessa época, em 1952, que se mudou com a família - aumentada com a chegada do irmão Rogério, cinco anos mais novo - para um conjunto residencial de funcionários da indústria no norte da cidade. Era um apartamento térreo que tinha um espaçoso quintal, localizado em uma vizinhança verde, com direito a figueira e campo de futebol bem em frente.
Nessa época a empresa em que seu Romeu trabalhava repentinamente faliu, e o patriarca passou a peregrinar pelas atividades de representante comercial, dono de açougue, dono de açougue e feirante, todas sem sucesso, o que o fez mergulhar numa instrospecção e um pessimismo que o afastariam dos filhos.
Enquanto isso, aos 9 anos, Elis aprofundava seu mergulho musical nas lições de piano com uma vizinha do conjunto residencial chamada Waleska. Sentindo-se mais segura, pediu à mãe uma nova chance no Clube do Guri. Dessa vez não teve erro, a menina arrebentou. Dos 11 aos quase 14 anos, seria presença dominical do dial farroupilha. Já nessa época, um precoce perfeccionismo aumentava a insegurança de entrar em cena, mas, uma vez ali, tirava os óculos, fechava os olhos, sorria e se entregava à música praticamente em transe.
Em 1959, quando João Gilberto já era febre nacional entre os sofisticados jovens cariocas e paulistanos, o Clube do Guri tornara-se pequeno para o crescimento artístico da cantora, e ela, ainda na provinciana Porto Alegre, assinava com o Programa Maurício Sobrinho, na Rádio Gaúcha, por 50 cruzeiros por mês. Antes, portanto, de 1968 inverter os polos da moral e dos bons costumes mundiais, configurava-se o constrangimento: uma menina de 14 anos sustentar a casa, ganhando com a vida "marginal" de artista mais que o próprio pai.


Talvez por isso, cursando o ginásio no tradicional instituto de Educação Flores Cunha, a professora de francês a tenha chamado "mau elemento", fazendo com que D. Ercy subisse nas tamancas para forçar a transferência da professora. Assim Elis terminaria em paz o ginasial. De uma condição, porém, a família não abria mão: se quisesse continuar cantando, suas notas deveriam permanecer altas. O futuro profissional de Elis, que todos esperavam - incluindo ela própria -, seria o magistério, e não o palco, algo visto apenas como hobby. No meio do curso clássico, porém, um esgotamento nervoso surgiu e a adolescente entrou em colapso. Os deuses da música forçavam passagem.
Aos 15 anos, em 1961, a debutante na vida e na carreira fonográfica ia ao Rio de Janeiro pela primeira vez, já com a devida autorização materna, para, de salto alto e unhas pintadas, gravar seu primeiro disco. Era um compacto com as faixas "Dá Sorte" e "Sonhando", antecipando parte do LP Viva a Brotolândia, pela Continental, produzido por Nazareno de Brito. Uma das canções tinha a assinatura do compositor e agitador cultural Carlos Imperial, que se frustaria ao tentar criar, a partir da cantorinha gaúcha, uma nova Celly Campello. Ainda assim Elis seria coroada Rainha do Disco Clube.
Já de volta à capital gaúcha, Elis lançaria, em 1962, seu segundo LP pela Continental, Poema. Aos 17 anos, amadurecia como crooner do conjunto local Flamboyant. No ano seguinte, iria para a gravadora CBS registrar dois LPs: Ellis Regina (isso mesmo, com dois "Ls") e O Bem do Amor, ambos sem projeção nacional e ainda radicalmente opostos ao repertório que a transformaria em uma das maiores porta-vozes da MPB.

UNIVERSO EM EXPANSÃO


Nos quadrinhos da DC, a existência do multiverso está diretamente relacionada à mitologia dos Lanternas Verdes. Foram os estudos do oano Krona para descobrir os segredos da Criação que causaram a expansão do universo positivo em múltiplos universos e no universo de antimatéria. Sentindo-se responsáveis pelo erro de seu irmão, os demais oanos decidiram assumir-se como Guardiões do Universo e criaram uma força policial interplanetária. No início, ela foi formada pelos Caçadores, andróides sem emoção que com o tempo rebelaram-se contra seus mestres. Por fim, os Guardiões resolveram dotar de poderes os seres vivos de diversos planetas e deram início à Tropa dos Lanternas Verdes. Essa versão da origem do multiverso foi contada pela primeira vez em Green Lantern 40, vol. 2, de outubro de 1965.

Green Lantern (Vol 2) 40-A
Comic Book by DC, Oct 1965

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 10
maio/junho de 2008
pág. 19

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

MARVEL 2002 #01

SINOPSE:
A batalha final entre o Demolidor e a mortal Eco pode selar o destino de Wilson Fisk, o Rei do Crime! Por Howard Mackie, Joe Quesada e David Ross. Leia também: os Vingadores contra a ameaça de Kulan Gath, por Kurt Busiek e George Pérez. Thor confronta Thanos pela posse da Pedra Iluminista. Em jogo, a sobrevivência do Universo! Por Dan Jurgens e John Romita Jr.


MARVEL 2002 # 1 (JANEIRO/2002)
R$ 6,90
Panini Comics

OBJETO EM MOVIMENTO
DEMOLIDOR X ECO X REI DO CRIME

David Mack - argumento
Joe Quesada e David Ross - desenhos
Mark Morales - arte-final
Richard Isanove - cores
Gisele Tavares e Comicraft - letras
Mario Luiz C. Barroso - Tradução e Adaptação
Fernando Lopes - Editor

Daredevil (Vol 2) 14-A
Comic Book by Marvel, Mar 2001

PARTES DO TODO - CONCLUSÃO
DEMOLIDOR X ECO X REI DO CRIME

David Mack - argumento
David Ross - desenhos
Mark Morales - arte-final
Richard Isanove - cores
Gisele Tavares e Comicraft - letras
Mario Luiz C. Barroso - Tradução e Adaptação
Fernando Lopes - Editor

Daredevil (Vol 2) 15-A
Comic Book by Marvel, Apr 2001

LÁGRIMAS DIVINAS
THOR X MANGOG X THANOS

Dan Jurgens - argumento
John Romita Jr. - desenhos
Klaus Janson - arte-final
Wright & Bernardo - cores
Gisele Tavares e Comicraft - letras
Mario Luiz C. Barroso - Tradução e Adaptação
Fernando Lopes - Editor

Thor (Vol 2) 22-A
Comic Book by Marvel, Apr 2000

A CANÇÃO MORTAL DE KULAN GATH - PARTE 1: A SOMBRA DAS TORRES ESQUECIDAS
OS VINGADORES

Por Kurt Busiek & George Pérez
Al Vey - arte-final
Tom Smith - cores
Gisele Tavares e Comicraft - letras
Jotapê Martins - Tradução
DVL - Adaptação
Fernando Lopes - Editor

Avengers (Vol 3) 28-A
Comic Book by Marvel, May 2000


NA PRÓXIMA EDIÇÃO:
O confronto definitivo entre os maiores heróis da Terra e o poderoso Kulan Gath. Mais uma aventura imperdível dos Vingadores de George Pérez e Kurt Busiek. Veja também: Thor junta forças com o Senhor do Fogo contra Thanos. E uma nova página da vida do Demolidor!

domingo, 16 de janeiro de 2011

12. FLASH THOMPSON VAI À GUERRA

O fim da inocência

Durante a década de 70, o Aranha teve HQs que mudaram a forma como os super-heróis eram vistos pelo público

Por José Salles e André Morelli

12. FLASH THOMPSON VAI À GUERRA

Depois de ser convocado para a Guerra do Vietnã, Flash - o irritante rival de Peter Parker nos tempos de colégio - ganhou nova personalidade nos anos 70, visto de forma mais adulta e humanizada. Ele retornaria brevemente e voltaria ao front em Amazing Spider-Man 83 (abril de 1970). As consequências da ida de Thompson ao Vietnã iriam repercurtir na cronologia do herói, com uma HQ marcante publicada em Amazing Spider-Man 108 e 109 (maio e junho de 1972), em que ele é perseguido por agentes vietnamitas em plena Nova York. O desfecho se deu com a ajuda de outro herói da Marvel, o místico Doutor Estranho. Uma curiosidade: foi no Vietnã que Flash conheceu Sha Shan Nguyen, asiática por quem se apaixonou e trouxe para os EUA, onde o casal foi vítima do preconceito contra os asiáticos, uma situação muito comum.

Amazing Spider-Man (Vol 1) 83-A
Comic Book by Marvel, Apr 1970

Amazing Spider-Man (Vol 1) 108-A
Comic Book by Marvel, May 1972

Amazing Spider-Man (Vol 1) 109-A
Comic Book by Marvel, Jun 1972

No Brasil:
Homem-Aranha 29 (Ebal, agosto de 1971). A volta ao Vietnã saiu em O Homem-Aranha 41 (Ebal, agosto de 1972). Depois, em O Homem-Aranha 50 (Ebal, maio de 1973). As HQs apareceram também na revista Teia do Aranha 14 (novembro de 1990) e 16 e 18 (janeiro a março de 1991) da Ed. Abril.

Fonte:
Mundo dos SUPER-HERÓIS # 9
março/abril de 2008
pág. 24

Veja também:
1. A ESTRÉIA DO ARANHA
TUDO QUE SE DISPUSER A FAZER.
FAÇA COM ALEGRIA E PRAZER.


É muito bom "trabalhar com alegria", pois, assim, será bem-sucedido no trabalho. Essa alegria não fica restrita a você; vai-se espalhando entre seus subordinados e superiores. Espalha-se também em seu lar, tornando cheios de vida a esposa e os filhos. Alegria do marido ou pai é algo muito importante, que influi no destino da família.

Do livro Ai to Kibono Messeji – Seicho Taniguchi, p. 33-34

Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A POSTURA MENTAL DA PESSOA
SE REVELA NO SEU TRABALHO.


A postura mental da pessoa se revela no seu trabalho, ou melhor, em todos os seus atos cotidianos. Por exemplo, a postura mental de uma dona de casa se evidencia em tudo que ela faz: cozinhar, lavar roupa, ir às compras, cuidar dos filhos etc. Podemos dizer que, a todo instante, ela cria suas obras.

Do livro Passaporte para a Felicidade – Seicho Taniguchi, p. 15

Fonte da imagem: Té la mà Maria - Reus