terça-feira, 3 de março de 2009

SUAS OBRAS

Foram suas obras, além da Commedia: Vita Nuova, escrita aos 27 anos, espécie de livro de lembranças, evocando a juventude e poetando o seu amor por Beatriz. São 25 sonetos, 5 canções e uma balada. Um comentário em prosa elucida o leitor acerca das circunstâncias em que os versos foram escritos e do estado da alma do poeta, ao versejar.

Convívio é obra de homem de quarenta anos, trabalhado pelas esperanças, paixões e desenganos. Porém, trata mais de cultura que de política. No entanto, querem-na das mais requintadas obras políticas de longo alcance. Dante teria elegido a cultura para refúgio e consolação das amarguras a que as derrotas e o exílio o submeteram. Trabalhava quase simultaneamente a De Vulgari Eloquentia, Convívio foi composta em vernáculo e desenvolve a tese de ser a cultura elemento necessário e vital. Projetada para 15 livros ou volumes, teve apenas três deles realizados.

De Vulgari Eloquentia, escrito em latim é, contudo, a defesa da linguagem popular – digamos que de uma língua popular comum à península itálica: planejada para quatro volumes, ficou no décimo quarto capítulo do segundo deles. Constitui o primeiro estudo, com pretensão científica, de uma língua moderna.

Monarquia, eminentemente tese política, elaborada para ida à Itália de Henrique VII. Levanta o problema da participação do homem na atividade política, da qual, bem entendida e praticada, dependem o progresso da comunidade e o aperfeiçoamento do indivíduo.

Quaestio de Aqua et Terra, a versão escrita e pouco alongada de aula ministrada pelo poeta em Verona (20.1.1320) sobre a então apaixonante e discutida questão de não poder a água, em lugar algum, superar, em altura, a terra imersa. Os comentadores ressaltam, deste tratado, a dialética precisa, a linguagem escorreita.

Epístolas. Restam treze das cartas, todas em latim, a diferentes destinatários. Guardam interesse pelo que representam como estilo e demonstração de erudição.