quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SEXO NOS VIDEOGAMES

INVESTIGAÇÃO

Cenas apimentadas geram hipocrisia generalizada contra o mercado gamer

Por Fernando Souza Filho

The Witcher

EM UM PASSADO MUITO DISTANTE, VIDEOGAME ERA COISA DE CRIANÇA. Mas já se passaram quatro décadas e esse conceito hoje em dia é tão sem sentido quanto dizer que só nerd gosta de computador. Por isso, não é nenhuma surpresa que muitos games ganharam um conceito mais adulto e colocaram um pouco mais se sangue do que o habitual e, em casos cada vez mais frequentes, até cenas de sexo.

Neste final de ano e no início de 2010, sequências de jogos de grande impacto mundial como Assassin's Creed, God of War, Mass Effect e o já clássico Grand Theft Auto entraram no centro da polêmica com cenas e até fases inteiras que mostram nudismo e cenas de sexo. Isso sem contar o tão aguardado Bayonetta, que traz a sensualidade como elemento chave do game.

The Witcher

O fato é que muitos títulos atuais, especialmente os do gênero fantasia, sempre tem uma protagonista sensual que acaba indo parar na capa dos boxes. Nos MMOs, então, nem se fala. Do decadente Second Life ao bem sucedido World of Warcraft passando por Ragnarök, a sensualidade está no ar. Ou melhor, nos pixels.

Mas a coisa não é tão simples quanto parece. Será que isso é jogada de marketing ou apenas easter eggs para apimentar as partidas? Afinal, sexo vende videogames?

continua...

Fonte: EGW - Número 95 - novembro de 2009
pág. 17