quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pintando tela


De posse da tela em branco,
tomei das tintas e dos pincéis. Com o carvão rabisquei,
esbocei teu corpo nu. Mesclei as tintas na palheta.
tomei o pincel, dele fiz extensão da minha alma.

Primeiros toques, foi como te tocar.
A tinta deslizou suave nas cerdas do pincel.
Pintei teu corpo, teu rosto, com tons suaves
para te imacular. Como uma jóia
pintei teu corpo, delineei teu rosto.
teus olhos, meu espelho.

Não tenho pressa, tenho a eternidade para terminar,
e se este tempo presente se findar, ficou pintado,
até este momento o meu amor por ti .
Amarte foi uma dádiva que pude registrar, na tela que vai ficar.

Yvonne Anita Muller