quarta-feira, 14 de outubro de 2009

MULHER-LEOPARDO

É uma maldição ser criado em meio à riqueza. Quando considero quem eu poderia ter sido, quem eu poderia ter me tornado se tudo fosse diferente, quase agradeço a vida que tenho. Não pelo que aconteceu para fazer de mim o que sou, mas daquilo que posso ter me salvado.
Priscilla Rich foi criada com todas as vantagens que se poderia esperar, todas as vantagens que eu tive. Sua fortuna a deixou mesquinha e vã, bem como suscetível à loucura comum àqueles que são criados com delírios de poder social.
A própria existência da Mulher-Maravilha levou Rich a buscar meios de se posicionar acima da embaixadora amazona.
Não tardou para que Rich abraçasse a crença de que pode ser possuída pelo espírito de um leopardo, um espírito que se manifestaria quando ela trajasse a pele do animal. Se ela for realmente insana, a lei afirma que não pode ser responsabilizada pelos seus atos. No entanto, a lei frequentemente deixa de garantir a justiça.
A Mulher-Leopardo mergulhou cada vez mais em sua nova identidade devido a suas continuadas derrotas nas mãos da Mulher-Maravilha. A própria princesa tem uma estranha compaixão por sua inimiga, desejando livrá-la da pele demoníaca que ela veste. Não difere muito, suponho, de minha esperança de que os demônios que mutilaram Harvey Dent possam ser exorcizados de uma vez por todas.

DOS ARQUIVOS PARTICULARES DE BRUCE WAYNE NO BATCOMPUTADOR

Fonte: JUSTIÇA # 5 (JULHO/2007)