terça-feira, 26 de abril de 2011

HULK, O MONSTRO DE CORES CONFUSAS

Por Maurício Muniz


O sucesso do Coisa, que tornou-se o personagem favorito dos leitores, levou Stan Lee a imaginar um outro herói monstruoso e com força sobre-humana. Desta vez ele foi procurar inspiração na literatura fantástica. Lee disse que sempre tivera simpatia pelo Frankenstein, de Mary Shelley, a quem via mais como vítima do que vilão. E se esse monstro também tivesse uma identidade à qual revertesse, como em O Médico e o Monstro? Um personagem que unisse os dois atributos seria ideal para o tipo de herói que a Marvel queria lançar: o cientista Bruce Banner, exposto à explosão de uma Bomba Gama, transformava-se num ser poderoso que não ser poderoso que não conseguia controlar e desejava apenas ficar em paz, mas era obrigado a enfrentar aqueles incômodos "homenzinhos". Só faltava o nome. E esse veio quando Lee procurou um adjetivo para "bruto", "grande", "monstruoso" e esbarrou em "Hulk".
Lee queria que o personagem, quando transformado, tivesse uma cor acinzentada, para separá-lo ainda mais dos humanos normais. Mas, quando as primeiras provas da revista chegaram, ficou claro que a gráfica não chegou à tonalidade que o roteirista queria, deixando o monstro ora cinza, ora quase preto e verde esmeralda. Lee decidiu que era melhor fixar-se naquela cor e, em maio de 1962, o Hulk foi apresentado aos leitores como o gigante verde que todos conhecem e amam.

Incredible Hulk (1962) 1-A
Comic Book by Marvel, May 1962


Fonte:
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 14
JANEIRO/FEVEREIRO 2009
Pág. 27



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