domingo, 1 de julho de 2012

SURFISTA PRATEADO, UM PERSONAGEM ESPECIAL

Fantastic Four Vol 1 #48
March, 1966

Uma das histórias mais aclamadas do Quarteto Fantástico foi a chamada Trilogia de Galactus, contada entre os números 48 a 50 de Fantastic Four, lançada em 1966. A ideia para Galactus, o devorador de mundos, surgiu quando Stan Lee procurava um inimigo realmente poderoso para enfrentar o Quarteto Fantástico. Logo ele teve a ideia de um semideus, um ser que viajava pelo espaço e devorava planetas inteiros. À época, o método de trabalho de Stan era passar um layout da história para o desenhista e esse distribuía a história pelas 20 páginas. Para essa história que, fato raro, ocuparia três edições da revista, ele discutiu a sinopse com seu mais constante colaborador, o "pau pra toda obra" Jack Kirby, e foi cuidar de outros afazeres.

Alguns dias depois, quando Kirby trouxe as páginas desenhadas e com sugestões, de diálogos para Lee colocar o texto, o roteirista notou que havia um personagem na história sobre o qual ela nada dissera a Kirby: um homem prateado voando sobre uma prancha. Kirby explicou que aquele era um arauto de Galactus, um escravo do poderoso ser, que tinha por missão encontrar planetas adequados para o consumo de seu mestre. Lee adorou o personagem e, segundo diz, teria criado seu nome no mesmo momento: Surfista Prateado (Silver Surfer).

O personagem encontraria sua redenção durante a história em três partes, faria outras participações na revista do Quarteto e até ganharia uma revista própria em 1968, uma série de curta duração escrita por Lee e desenhada em sua maior parte por John Buscema. Segundo algumas histórias, Lee teria se tornado tão "ciumento" do personagem que não gostava quando outros roteiristas queriam usá-lo. Tanto que, quando Roy Thomas quis fazer o Surfista parte integrante do grupo Os Defensores, nos anos 70, Lee teria vetado sua participação na equipe durante um bom tempo.

Fantastic Four Vol 1 #50
May, 1966

MUNDO DOS SUPER-HERÓIS #14
janeiro/fevereiro de 2009
Editora Escala

pág. 33