Final Fantasy VIII
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
UMA VIDA SOFRIDA
DEMOLIDOR
O herói mais cult da Marvel Comics completa 45 anos de quedas, percalços e tragédias em nome das boas histórias (e da revelação de talentos bombásticos!)
Por Bernardo Santana
Um entre muitos (1964-1969)
O início da trajetória do Demolidor pressagiava pouco do futuro brilhantismo a permear suas histórias. A primeira Daredevil chegou ao mercado em abril de 1964, cortesia do onipresente Stan Lee e do artista Bill Everett. Diz-se que Jack "O Rei" Kirby também participou da criação do herói, colaborando com o design do primeiro uniforme amarelo, preto e vermelho e de seu indefectível bastão.
Os cinco primeiros anos de histórias do Demolidor, no entanto, serviram mais para estabelecê-lo como um herói-padrão Marvel do que qualquer coisa. As tramas giravam em torno da vida pessoal do advogado cego-porém-dotado-de-sentidos-aguçados Matthew Murdock e seus amigos, Karen Page e Foggy Nelson. Foi durante esse início que o desenhista Gene Colan assumiu as rédeas da arte no título (logo após a breve passagem de John Romita pela revista), em um dos períodos mais longos que alguém passou no cargo: sete anos.
Outro acontecimento importante, e que afetou as histórias do herói para sempre, foi a revelação de sua identidade secreta para sua namorada na época, Karen Page. Um péssimo hábito, que mais tarde seria explorado por roteiristas de talento, mas sem nenhuma piedade.
FONTE: WIZMANIA # 11 - MARÇO DE 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
NASCE UMA LENDA
DOSSIÊ CAPITÃO AMÉRICA - ANOS 40
Criado para inspirar os americanos durante a 2a. Guerra, o Capitão se tornou o mais famoso dos heróis patrióticos
Por Antônio Luiz Ribeiro
O COMEÇO DE TUDO
Em dezembro de 1940 (mas com data de março de 1941) chegou às bancas a primeira revista do Capitão América. Ao contrário de seus antecessores (Superman, Batman e Capitão Marvel), ele estreou em revista própria - na época, os personagens eram lançados em títulos experimentais e só ganhavam um título solo quando caíam no gosto do público.
Captain America Comics era publicado pela Timely (nome da Marvel na época) e, ao contrário de outros títulos da editora - Príncipe Submarino e Tocha Humana, produzidos pelo estúdio Funnies - era inteiramente feito dentro da Timely, por Joe Simon e Jack Kirby.
"A gente não estava na guerra ainda, mas todo mundo sabia que ela viria. Foi por isso que o Capitão América nasceu. A América precisava de um superpatriota", declarou certa vez Jack Kirby.
Mas o personagem não foi o primeiro super-herói de quadrinhos com o uniforme baseado na bandeira americana. Esse título pertence ao Escudo, um herói criado pela editora MLJ, cuja primeira edição traz na capa a data de janeiro de 1940. Kirby, porém, afirmava que sua criação era melhor: "Tire a bandeira e ele fica bom mesmo assim. Nós demos a ela uma camiseta de cotton e um escudo, como um cavaleiro cruzado moderno. As asas no elmo eram de Mercúrio. O Capitão América simbolizava o sonho americano".
FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 17 - JULHO/AGOSTO 2009
UMA SÉRIE DE TV MUITO DIVERTIDA
Batman já era um dos heróis mais famosos das HQs quando a rede americana ABC decidiu apostar em uma série de TV sobre suas aventuras ao lado de Robin, Alfred e Comissário Gordon. O que ninguém imaginava é que o programa tornaria o Homem-Morcego uma febre mundial e mudaria o rumo de suas histórias por muitos anos seguintes.
O sucesso do seriado deve-se às histórias repletas de humor, lideradas pela improvável dupla dinâmica Adam West e Burt Ward, que era acompanhada de uma galeria de vilões com grandes astros como César Romero (Coringa), Burgess Meredith (Pinguim), Vincent Price (Cabeça de Ovo) e Julie Newmar (Mulher-Gato).
Exibida de 1966 a 1968, trouxe um Batman sorridente que combatia o crime em aventuras nonsense e distantes da aura detetivesca que marcou suas primeiras décadas. Essa fórmula logo foi adotada nas HQs, que usou a série como referência até que o escritor Dennis O'Neil levasse o personagem de volta a uma abordagem mais noir.
A série ainda hoje é um sucesso em reprises por todo o mundo e seus protagonistas realizaram diversos trabalhos de dublagens ligadas ao universo do Batman: Adam West, por exemplo, é a voz de Batman no desenho dos Superamigos, substituindo o dublador original Olan Soule, e do personagem Fantasma Cinzento na série animada do Batman de Paul Dini e Bruce Timm.
FONTE: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 11 - JULHO/AGOSTO 2008
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
OS HERÓIS DO PERÍODO
Dossiê STAN LEE
Criado em parceria com o desenhista Jack Binder, Destruidor, o inimigo dos ditadores, foi o primeiro personagem de Lee. Ele foi apresentado na revista Mystic Comics 6, de outubro de 1941 e é a identidade secreta do investigador e detetive Keen Marlow. O personagem apresenta força sobre-humana, resistência suficiente para atravessar o Canal da Mancha a nado, reflexos desenvolvidos, agilidade semelhante à de um tigre da montanha e ainda é um mestre dos disfarces.
Durante a Era de Ouro, Lee criou outros personagens, entre os quais Jack Frost, um herói capaz de gerar gelo e neve, que estreou em USA Comics 1, e Father Time, apresentado em Captain America 6. Jack Frost serviu de inspiração para o visual do Homem de Gelo e teve seu nome usado para batizar um dos primeiros inimigos do Homem de Ferro. No Brasil, o personagem é conhecido como Nevasca.
Criado em parceria com o desenhista Jack Binder, Destruidor, o inimigo dos ditadores, foi o primeiro personagem de Lee. Ele foi apresentado na revista Mystic Comics 6, de outubro de 1941 e é a identidade secreta do investigador e detetive Keen Marlow. O personagem apresenta força sobre-humana, resistência suficiente para atravessar o Canal da Mancha a nado, reflexos desenvolvidos, agilidade semelhante à de um tigre da montanha e ainda é um mestre dos disfarces.
Durante a Era de Ouro, Lee criou outros personagens, entre os quais Jack Frost, um herói capaz de gerar gelo e neve, que estreou em USA Comics 1, e Father Time, apresentado em Captain America 6. Jack Frost serviu de inspiração para o visual do Homem de Gelo e teve seu nome usado para batizar um dos primeiros inimigos do Homem de Ferro. No Brasil, o personagem é conhecido como Nevasca.
Fonte: MUNDO DOS SUPER-HERÓIS # 14 (JANEIRO/FEVEREIRO 2009)
O eterno dilema da falta de espaço e os quadrinhos
Grandes coleções causam problemas enormes para quem não é milionário.
Por Marcelo Naranjo (23/09/09)
Todo colecionador de quadrinhos já passou, passa, ou vai passar pelo dilema: o que fazer quando o tamanho da coleção aumenta inversamente ao espaço que se tem disponível para tantas revistas e livros?
O conflito começa a surgir aos poucos, semana após semana, mês após mês.
Entre os primeiros sintomas, está aquela estante que não comporta mais nenhuma revista, seja na vertical ou horizontal, sob o risco de os quadrinhos caírem, literalmente, pelas beiradas.

Depois, o leitor/colecionador abre o armário (seja embutido, seja comum) e verifica a impossibilidade de colocar qualquer outra revista lá dentro, pois o dito cujo está completamente tomado. Não há brecha para mais nada.
E avançar sobre outros armários da residência, especialmente para quem é casado ou tem pais que não entendem o seu hábito de colecionar quadrinhos, pode ser uma ameaça à sua própria existência.
Começam, então, a aparecer pilhas de revistas em lugares inusitados, na sala, no quarto, quiçá no banheiro. Ou caixas plásticas lotadas de quadrinhos, que seguem se multiplicando como coelhos. Se você é maior de idade, vacinado e mora sozinho, ninguém tem nada com isso e ponto final.
Mas o problema começa a tomar vulto, em especial, quando a pessoa não mora sozinha. E as mais diversas reclamações surgem de todos os lados.
"Você não vê que não tem mais espaço para essas revistas?".
"Para de comprar, nem tem mais onde guardar!".
"Vai dizer que você lê tudo isso? Para com essa porcaria!"
A coisa toda toma proporções monstruosas quando as revistas em quadrinhos passam a ser seriamente ameaçadas e correm risco de um fim inesperado.
"Qualquer dia, ponho fogo nisso tudo".
"Olha aqui, quando você voltar não vai ter mais nenhuma revistinha nessa casa!".
O individuo entra em pânico. Parar de colecionar? Nem pensar. Guardar em outro lugar? E ficar longe dos quadrinhos? Como assim?
Pensando nisso tudo, o Universo HQ coloca algumas sugestões para efetivamente resolver (ou não) esse tipo de problema:
1) Doe seus quadrinhos para escolas, gibitecas, bibliotecas. Não serão tão bem cuidados, mas, ao menos, outras pessoas terão acesso a eles. Mas atenção! Caso seus quadrinhos sejam raros, antes de tomar essa atitude entre em contato com naranjo@universohq.com. Afinal, nunca se sabe...
2) Ao contrário do que prega Marcus Ramone em sua coluna Recordatório, empreste seus quadrinhos! E não os peça de volta. Chega de tanto apego. Assim, o problema de espaço pode diminuir, quem sabe?
3) Construa ou alugue uma casa só para sua coleção de quadrinhos. Pronto, tudo resolvido. Simples, não?
4) Pare de se preocupar com o que os outros pensam! Por exemplo, veja só as coleções dos leitores do Universo HQ. Você acha que eles estão preocupados?
5) Não se pode esquecer da "solução caseira": construa prateleiras no alto da sala, faça um armário novo, ou monte uma estante de aço. Evite problemas, como o desabamento da estante de Sidney Gusman!
6) Caixas plásticas de tamanho razoável custam de R$ 30,00 a R$ 50,00 cada uma. São um bom paliativo, além de poderem ser empilhadas.
7) Adote as posturas ecológicas sugeridas pelo Eduardo Nasi em seu texto mais recente na coluna Cada um no seu quadrinho. Quem sabe assim você diminui sua coleção?
8) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Pense no dinheiro que você economizaria.
9) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Colecione selos, moedas, figurinhas ou outras coisas que ocupam menos espaço.
10) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Compre um cachorro. Arrume uma namorada. Case. Tenha filhos e... Não... pensando bem, continue comprando quadrinhos.
E você? Já passou ou está passando por problemas similares? Comente no Blog do Universo HQ!

Marcelo Naranjo sofre na pele o problema da falta de espaço e não vê a hora de a esposa pedir para escolher entre ela e os quadrinhos. Oba! Vai sobrar mais grana pra comprar quadrinhos!
Por Marcelo Naranjo (23/09/09)
Todo colecionador de quadrinhos já passou, passa, ou vai passar pelo dilema: o que fazer quando o tamanho da coleção aumenta inversamente ao espaço que se tem disponível para tantas revistas e livros?
O conflito começa a surgir aos poucos, semana após semana, mês após mês.
Entre os primeiros sintomas, está aquela estante que não comporta mais nenhuma revista, seja na vertical ou horizontal, sob o risco de os quadrinhos caírem, literalmente, pelas beiradas.

Depois, o leitor/colecionador abre o armário (seja embutido, seja comum) e verifica a impossibilidade de colocar qualquer outra revista lá dentro, pois o dito cujo está completamente tomado. Não há brecha para mais nada.
E avançar sobre outros armários da residência, especialmente para quem é casado ou tem pais que não entendem o seu hábito de colecionar quadrinhos, pode ser uma ameaça à sua própria existência.
Começam, então, a aparecer pilhas de revistas em lugares inusitados, na sala, no quarto, quiçá no banheiro. Ou caixas plásticas lotadas de quadrinhos, que seguem se multiplicando como coelhos. Se você é maior de idade, vacinado e mora sozinho, ninguém tem nada com isso e ponto final.
Mas o problema começa a tomar vulto, em especial, quando a pessoa não mora sozinha. E as mais diversas reclamações surgem de todos os lados.
"Você não vê que não tem mais espaço para essas revistas?".
"Para de comprar, nem tem mais onde guardar!".
"Vai dizer que você lê tudo isso? Para com essa porcaria!"
A coisa toda toma proporções monstruosas quando as revistas em quadrinhos passam a ser seriamente ameaçadas e correm risco de um fim inesperado.
"Qualquer dia, ponho fogo nisso tudo".
"Olha aqui, quando você voltar não vai ter mais nenhuma revistinha nessa casa!".
O individuo entra em pânico. Parar de colecionar? Nem pensar. Guardar em outro lugar? E ficar longe dos quadrinhos? Como assim?
Pensando nisso tudo, o Universo HQ coloca algumas sugestões para efetivamente resolver (ou não) esse tipo de problema:
1) Doe seus quadrinhos para escolas, gibitecas, bibliotecas. Não serão tão bem cuidados, mas, ao menos, outras pessoas terão acesso a eles. Mas atenção! Caso seus quadrinhos sejam raros, antes de tomar essa atitude entre em contato com naranjo@universohq.com. Afinal, nunca se sabe...
2) Ao contrário do que prega Marcus Ramone em sua coluna Recordatório, empreste seus quadrinhos! E não os peça de volta. Chega de tanto apego. Assim, o problema de espaço pode diminuir, quem sabe?
3) Construa ou alugue uma casa só para sua coleção de quadrinhos. Pronto, tudo resolvido. Simples, não?
4) Pare de se preocupar com o que os outros pensam! Por exemplo, veja só as coleções dos leitores do Universo HQ. Você acha que eles estão preocupados?
5) Não se pode esquecer da "solução caseira": construa prateleiras no alto da sala, faça um armário novo, ou monte uma estante de aço. Evite problemas, como o desabamento da estante de Sidney Gusman!
6) Caixas plásticas de tamanho razoável custam de R$ 30,00 a R$ 50,00 cada uma. São um bom paliativo, além de poderem ser empilhadas.
7) Adote as posturas ecológicas sugeridas pelo Eduardo Nasi em seu texto mais recente na coluna Cada um no seu quadrinho. Quem sabe assim você diminui sua coleção?
8) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Pense no dinheiro que você economizaria.
9) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Colecione selos, moedas, figurinhas ou outras coisas que ocupam menos espaço.
10) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Compre um cachorro. Arrume uma namorada. Case. Tenha filhos e... Não... pensando bem, continue comprando quadrinhos.
E você? Já passou ou está passando por problemas similares? Comente no Blog do Universo HQ!

Marcelo Naranjo sofre na pele o problema da falta de espaço e não vê a hora de a esposa pedir para escolher entre ela e os quadrinhos. Oba! Vai sobrar mais grana pra comprar quadrinhos!
FONTE: UNIVERSO HQ
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